Categorias
Redação UEA SIS 2 UEA SIS 2 2025

Tema da UEA SIS 2 de 2025 – Combate à desinformação no mundo digital: impactos e desafios

Texto 1

Texto 2
A desinformação figura como principal risco global para 2025 e para os anos que estão por vir. A avaliação é do diretor-
-geral adjunto de Comunicação e Informação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(Unesco), Tawfik Jelassi. “As plataformas digitais são globais. Elas não reconhecem limites ou fronteiras nacionais. Se não
unirmos forças por meio de ações globais, não poderemos combater efetivamente a desinformação que acontece nas plataformas digitais. Cada país precisa ter uma regulamentação sobre isso”, afirmou.
(Paula Laboissière. “Desinformação é principal risco global para 2025, afirma Unesco”. https://agenciabrasil.ebc.com.br, 20.05.2025.)

Texto 3
Há vários anos, as plataformas digitais se converteram na principal fonte de informação da maioria dos indivíduos, em
todo o mundo, como evidenciam os levantamentos de 2023 e 2024 do Digital News Report, do Instituto Reuters de Estudos
de Jornalismo, baseado em Oxford (Inglaterra). Quanto mais um usuário se alinha a determinados tipos de conteúdo, mais
o algoritmo recomenda outros similares, o que o conduz às chamadas “bolhas”, nas quais ideias, crenças e informações são
reforçadas. Esse problema apresenta um agravante: os polos são fortalecidos por práticas e estratégias de desinformação,
como conteúdos retirados de contexto, teorias conspiratórias, narrativas distorcidas ou totalmente inventadas. Isso reforça a
separação entre as pessoas e contamina a opinião pública.
(Marco Schneider, Myllena Diniz e Taís Seibt. “A desinformação é considerada o maior risco para a
Humanidade em 2025. O que fazer para combatê-la?”. https://vocesa abril.com.br, 11.02.2025. Adaptado.)
Texto 4
As fake news, ou notícias falsas, são um fenômeno crescente no mundo digital, que tem gerado cada vez mais preocupação entre as pessoas e a opinião pública. Graças à velocidade das redes sociais, tais informações são facilmente disseminadas, prejudicando muitas pessoas, grupos minoritários, figuras públicas, instituições e a própria democracia.
Embora o esforço para combater as fake news seja uma realidade, ainda existem muitos desafios, como:
•  A dificuldade de identificar informações distorcidas, principalmente as pessoas que têm pouca familiaridade com as
redes sociais;
•  O uso desenfreado da inteligência artificial, que faz com que os conteúdos falsos pareçam muito com uma notícia verdadeira;
•  A rapidez da internet, que faz com que boatos se espalhem em segundos, enquanto a checagem de informações leva
tempo e exige recursos.
(“Fake news: saiba como identificar notícias falsas e combater a desinformação”. https://dialogando.com.br, 02.04.2025. Adaptado.)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto expositivo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Combate à desinformação no mundo digital: impactos e desafios

Categorias
Redação UEA Redação UEA SIS 2 UEA UEA SIS 2 2025 Vestibulares 2025

Tema de redação UEA Macro de 2025 – “Turismo na Amazônia: entre o desenvolvimento socioeconômico e os impactos ambientais

Texto 1


(Gilmar Fraga. https://gauchazh.clicrbs.com.br)
Texto 2
A Amazônia, com sua vasta biodiversidade e riqueza cultural, tem sido palco de diversas iniciativas de turismo sustentável
que buscam harmonizar a preservação ambiental com o desenvolvimento socioeconômico das comunidades locais. Essas
ações destacam-se por promover práticas responsáveis e valorizar os recursos naturais e culturais da região.
No Amazonas, o governo estadual, por meio da Amazonastur, tem implementado ações para fortalecer o turismo sustentável. Em Tefé, por exemplo, foi realizado o Workshop Turismo Sustentável e lançada a plataforma “Amazonas To Go”, iniciativas
que visam capacitar os moradores locais e promover o ecoturismo na região.
O Prêmio Braztoa de Sustentabilidade 2025 abriu inscrições com novidades e destaque na Amazônia, reconhecendo iniciativas que integrem impactos ambientais, sociais, culturais e econômicos de forma equilibrada. Mais de 90% das iniciativas
premiadas nas últimas edições contemplam ações ambientais e sociais, demonstrando a força do turismo como agente de
transformação na região.
(Caio Vinícius Vilaça. “Turismo sustentável na Amazônia: iniciativas promissoras para a preservação e desenvolvimento local”.
https://agroflorestamazonia.com, 19.03.2025. Adaptado.)

Texto 3
O ano de 2024 terminou com um alerta contundente: foi o mais quente da história recente, registrando temperatura média
global 1,6 ºC acima dos níveis pré-industriais. Com a realização da COP30 (30a
Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) em Belém (PA), em 2025, o país tem uma oportunidade única de liderar a agenda do turismo sustentável
— setor que representa cerca de 7% do PIB nacional e emprega milhões de brasileiros.
O turismo sustentável oferece caminhos reais para preservar o meio ambiente ao mesmo tempo em que gera renda, empregos e oportunidades. Em um mundo em transformação, onde crises climáticas e transições tecnológicas se entrelaçam, o
turismo responsável é mais do que tendência: é uma necessidade.
(Alexandre Sampaio e Luciana De Lamare. “Turismo sustentável é oportunidade estratégica para o Brasil em 2025”. https://exame.com, 06.04.2025. Adaptado.)
Texto 4
A professora Isabel Grimm, doutora em meio ambiente e desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná (UFPR),
destaca que, quando se fala de crise climática e turismo, há de se pensar também sobre a responsabilidade que o próprio setor
possui nos impactos ao meio ambiente.
“O turismo impacta com as emissões de gases do efeito estufa, principalmente por causa dos transportes. E o transporte
aéreo é um dos que mais têm emitido gases. Mas há também o uso excessivo de água e de energia elétrica nos locais turísticos, que produzem impactos muito relevantes. Precisamos pensar em alternativas para o que chamamos de turismo de
massas, com menores impactos aos ecossistemas”, diz Isabel.
A especialista reforça que toda a cadeia turística deve se envolver na mitigação dos custos ambientais: os povos locais, as
empresas, os governos e os próprios turistas. Um dos pontos fundamentais, nesse sentido, é repensar a própria concentração
de pessoas em destinos mais badalados e midiáticos, e valorizar outras experiências possíveis dentro do país.
(Rafael Cardoso. “Turismo e crise climática: os caminhos sustentáveis para a Amazônia”. https://agenciabrasil.ebc.com.br, 12.01.2025. Adaptado.)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

Turismo na Amazônia: entre o desenvolvimento socioeconômico e os impactos ambientais

Categorias
Redação UEA Redação UEA SIS 2 Redação UEA SIS 3 UEA UEA 2025 acesso 2026 UEA SIS 2 2025 UEA SIS 3 2025

UEA 2025, Macro, SIS 2 e SIS 3 – Sugestões de temas de redação para estudar

Para o ano de 2025, eu me baseei em algumas ideias das revistas acadêmicas de pesquisa da própria UEA e de temas passados que caíram nas edições do Macro, SIS 2 e SIS 3. Eu sempre aconselho que você veja primeiro os temas de redação já lançados, eles são a melhor forma de você poder ver como realmente um tema da UEA é cobrado do que simplesmente ver uma aposta. Aqui, você vai conferir 12 sugestões de tema de redação que são divididos em 3 áreas:

Natureza e meio ambiente
O tópico da preservação também entra em colisão com a inovação. É necessário perceber que a UEA se preocupa não só nos temas de redação mas também nas pesquisas acadêmicas da vivência do ser humano com o meio ambiente, especialmente a Floresta Amazônica. Você pode pensar tanto em temas do âmbito cultural, desenvolvimento tecnológico e poluição.

Leis e garantia de direitos
Apesar de ser uma área muito geral, é necessário perceber o meio que podemos garantir que direitos chegarão aos cidadãos. Como a corrupção influencia que pessoas não sejam guardadas por direitos? Quem se beneficia por não ter uma lei em prática?

Internet
A área da internet mexe num âmbito de anonimato. Por mais que seja garantido que a internet é um local tão igual o mundo externo, a possibilidade de não se identificar dá espaço a inúmeras atrocidades, tal qual também possibilita inúmeras inovações e uma liberdade de expressão que não pode ser controlada por grandes corporações midiáticas que escolhem o que colocar no jornal televisivo e de papel.

I. O povo brasileiro é um povo acolhedor?
É um senso comum que o povo brasileiro é sorridente, gosta de ter pessoas por perto, mesmo que não as conheçam. Mas, onde realmente traçamos uma linha do acolhimento? Em um país com tantas discriminações, moralismo e preconceito, é questionável a nossa afinidade com o outro. Ainda mais que você possa mencionar que você é uma pessoa acolhedora, pense em como você pode ser uma exceção.

II. Envelhecer é um direito ou um gasto?
Nunca foi tão possível viver tanto tempo. Isso é algo que a economia não estava preparada, fazendo com que muitas empresas e governos precisem repensar no envelhecimento, desde a aposentadoria como também novos produtos e serviços voltados a uma população que, pela falta de palavras melhores, está vivendo mais do que o capitalismo esperava.
Menção honrosa: Esporte é um direito ou um gasto?

III. Cálculo de avaliação de aprendizado: adaptação do meio ou padronização?
Tempo. Dinheiro. Tudo pode ser metrificado para poder avaliar se é aceitável ou não. O ensino passa pelo mesmo ponto a partir de uma cultura que torna o aprendizado mais um produto do mesmo sistema. Todavia, assim como propagandas e produtos, nem todo produto é o mesmo e cada um se adapta pelas vendas e anúncios a serem reproduzidos. É interessante analisar como que o ensino também pode ser adaptado para cada consumidor – ou as vantagens de ser o mesmo para todos.

IV. Atendimento humanizado: entre o direito do paciente e o preparo do profissional da saúde
O atendimento humanizado virou lei no ano de 2025, sendo um marco do governo da época. Ainda que o SUS já estivesse o aplicando anteriormente e muito tenha se debatido e estudado, é necessário que se avalie o cenário das duas partes. De um lado, pacientes que não sabem como lidar com notícias, ou até mesmo falta de informação de procedimentos hospitalares. De um outro lado, profissionais sobrecarregados, que precisam fazer mais de uma tarefa por vez e sem tempo necessário para poderem se capacitar da melhor forma possível ou, se quer, recursos (como dinheiro, tempo ou infraestrutura) para tal.
Menção honrosa – Ensino online: entre o direito da educação e o preparo do profissional da educação

V. Comer mal é uma opção?
Desde fast-food a ultraprocessados, comer no Brasil e no mundo virou uma questão de lucro fácil para comida que nem se quer tem valor nutricional. Ao mesmo tempo que é possível apontar o dedo para pessoas que preferem a praticidade e a rapidez de comidas, não se pode ignorar o outro lado que possui dinheiro e tempo (necessariamente os dois ao mesmo tempo) para poderem cozinhar e terem uma alimentação saudável. Fica que entre a praticidade e a saúde, existe uma ponte que separa os dois que não é simplesmente uma opção de querer ou não querer.

VI. Produção de energia no Brasil: entre garantir energia a todos e as dificuldades de investir em novas fontes sustentáveis
A energia no Brasil é produzida por sua grande maioria por hidrelétricas. Mesmo que seja pela ajuda da natureza brasileira que proporciona essa possibilidade, outras opções que produzem muito mais energia com poucos recursos (como a nuclear) ou até outras formas de energia renovável (como eólica) ficam em segundo plano e levantam a questão de quem se beneficia pela falta de mudança e inovação da produção energética no Brasil.

VII. Por que o brasileiro se recusa a discutir sobre educação sexual?
Não necessariamente podemos colocar os brasileiros como exclusivos em falar de um tópico que não querem discutir. Poderíamos avaliar tantos outros tópicos, como política, como uso de drogas, mas o grande ponto que podemos analisar é quem se beneficia com essa falta de discussão. O Brasil já possui o ECA para proteger crianças e adolescentes que são os mais afetados por violência e abuso sexual, mas tanto se fala que a educação vem de casa (que também é o local que mais sofrem os abusos) e de criarem novas leis, que se ignora o que já possuímos – um estatuto que contempla essa defesa e uma educação que querem retirar os tópicos importantes.
Menção honrosa – Por que o brasileiro se recusa a discutir sobre o que não concorda?

VIII. Saneamento básico: entre o direito e a desigualdade social
O saneamento básico é um tópico de saúde que leva muito mais do que uma falta de vontade da população de receber ajuda. É dado que o saneamento básico ajuda o governo a economizar em recursos para saúde pois consegue já eliminar problemas de saúde só que medidas preventivas nas casas brasileiras. Entretanto o Brasil é um país continental com diferentes climas e distribuições populacionais. De fato, é mais fácil aplicar algo em grandes cidades pela vastidão de empresas e profissionais presentes, mas como aplicar o mesmo plano no cerrado, no sertão e em povos tradicionais?
Menção honrosa – Desafios para garantir o saneamento básico nas cidades e aos povos tradicionais na Floresta Amazônica

IX. A educação online ainda é um privilégio?
A pandemia da COVID-19 acelerou um processo que engatinhava com um jato. A educação à distância sempre existiu no Brasil, seja ela fosse por cartas, televisão, e que hoje em dia ganha a cara da educação online com o uso da internet para aulas e atividades. Todavia não podemos esquecer que o Brasil não é um país com uma cobertura majoritária de internet, tal qual nem todas as casas possuem internet ou um aparelho para poder usar. Isso sem contar as residências com espaço adequado ou os estudantes com tempo adequado para poderem estudar. Quando poderemos contar com a educação online ser a norma e um avanço na educação, que só mostrou e reforçou que educação é um privilégio para quem tem dinheiro?

X. As cotas deveriam deixar de existir?
Pelos primeiros anos desde a implementação da Lei de Cotas, as universidades possuem maioria de pardos e de negros como estudantes. Mais do que nunca, as medidas protetivas e inclusivas de bolsas, de descontos de matrículas e de moradias se tornam mais necessárias pela mudança do perfil sócio-econômico dos alunos. Todavia podemos já começar a pensar no fim da Lei de Cotas? É apenas com a maioria em alguns anos que uma ação afirmativa pode deixar de existir?

XI. A internet ajudou o trabalhador ou tornou sua jornada de trabalho interminável?
No passado, se você saísse do seu trabalho, só poderiam te encontrar se fossem até sua casa ou ligassem para você, salvo se você atendesse ou não pedisse para que quem atendeu respondessem que não estava. As redes sociais e o celular facilitaram a comunicação para que seja a qualquer momento e em qualquer lugar. Isso impede de se fazer uma fronteira da comunicação. Como você pode dizer ao seu chefe que você verá algo amanhã no trabalho se ele possui seu celular a todo momento? Isso afeta até relacionamentos sociais no sentido que as pessoas pensam que você ignora uma pessoa propositalmente por não responder ela de última hora, tornando a internet e as redes sociais como algo muito mais importante do que a vida real.

XII. Leitura: entre o tempo do hábito e a desigualdade econômica
Ler pode ser dado como uma das atividades mais debatidas de todos os tempos. Podemos ir desde o processo de alfabetização, a facilidade de encontrar livros, o acesso à bibliotecas e até o hábito da leitura no dia a dia. Mas isso cai também por um outro problema, na sociedade capitalista, tempo é dinheiro – o tempo que você gasta lendo é um tempo que você não está ganhando dinheiro. Mesmo que você baixe um arquivo PDF na internet, você ainda paga pela internet, você ainda paga pela eletricidade, não há como escapar de que você paga para poder ler. Há como separar o hábito da leitura e o dinheiro que precisamos investir?
Menção honrosa – Exercício: entre o tempo da prática e a desigualdade econômica

Categorias
Redação UEA Redação UEA SIS 2 UEA SIS 2 2020

Tema de Redação da UEA SIS 2 de 2020 – “As ações de amparo social podem diminuir a invisibilidade das pessoas em situação de rua?”

Texto 1

Muitas pessoas em situação de rua podem ser encontradas em diversos pontos da cidade de Manaus vivendo em condições
desumanas. De acordo com Rosiane Pinheiro Palheta, doutora em Serviço Social, “existem muitos casos em que a pessoa

prefere ficar na rua porque a considera mais aconchegante e mais segura do que permanecer dentro da própria casa. A depen-
dência química pode ser o motivo de as pessoas estarem na rua e, nesses casos, apesar de haver vínculo afetivo com a família,

esse é suprimido pelo vínculo com o álcool e as drogas”.
Para o doutor Luiz Antônio Souza, sociólogo e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a questão das
pessoas em situação de rua é uma das expressões mais explícitas da desigualdade social. Esse é o caso de Erivaldo Macedo, de
46 anos, baiano que mora em Manaus há dois anos e oito meses. Sua cidade natal, Coronel João Sá, é um município no interior
da Bahia que faz parte do Polígono das Secas, característico por ser árido e seco, o que prejudica a subsistência da população.
Segundo ele, “morar nas ruas de Manaus é melhor do que viver na minha cidade natal. A base de vida lá é a agropecuária e, sem
chuva, a renda não existe”.
Valter Lopes, de 62 anos, disse morar nas ruas de Manaus há 20 anos. “Eu escolhi estar aqui. Eu trabalho reparando os
carros e, quando consigo dinheiro, vou para um quarto que custa R$ 30”. Mesmo tendo a oportunidade de estar em um abrigo
para pessoas de situação de rua, Valter diz que não conseguia ficar nesse tipo de espaço, pois não conquistaria o seu dinheiro e
perderia a liberdade. “O tratamento no abrigo é bom, mas aí fica aquele monte de gente sem fazer nada”.
(Deborah Arruda. “Drama social: moradores de rua em Manaus vivem com condições desumanas”. https://d.emtempo.com.br, 04.08.2020. Adaptado.)

Texto 2

Quanto à área da moradia, Róbson Mendonça, presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de
São Paulo, afirma que os albergues não são solução. “Albergue não capacita, não gera nada, faz a pessoa em situação de rua
ficar estagnada, indo de albergue em albergue, sem uma solução. Precisamos pensar uma maneira de tornar a ação efetiva,
fazendo com que o albergue seja algo provisório. O sujeito deve sair dele para um hotel social, conseguir um emprego e ir
progredindo gradativamente”, diz.
Além disso, deve-se ponderar que a discriminação que afeta a população em situação de rua faz com que as pessoas em
geral não entendam, por exemplo, a demanda por políticas de cultura, acreditando que ações de saúde, moradia e trabalho já
seriam suficientes. Ledo engano. Como para qualquer outro cidadão, a cultura para as pessoas em situação de rua também
é importante. Durante dois anos, no Complexo Zaki Narchi, em São Paulo, o projeto Oficinas trabalhou questões de direitos
humanos com pessoas em situação de rua, por meio de uma metodologia de arte-educação, ao oferecer oficinas de fanzines,
fotografia e preparação de eventos culturais, como carnaval.

Para Neide Vita, educadora em direitos humanos pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), as polí-
ticas públicas devem ser feitas “com” as pessoas em situação de rua e não apenas “para elas”. “Só conseguimos fazer uma

política pública, e implementá-la, se ouvirmos todos os lados. Durante anos, a população de rua foi violentada e não conseguiu
ter visibilidade”, afirma.

(Luciano Velleda. “População em situação de rua é desafio para políticas públicas”. www.redebrasilatual.com.br, 24.09.2016. Adaptado.)

Texto 3

A “Política Nacional de Assistência” garante o direito da pessoa em situação de rua ser atendida por uma rede de acolhida
e de serviços de assistência. Embora os direitos sejam assegurados pelo Estado, esse muitas vezes discrimina as pessoas em
situação de rua, não as enxerga como seres humanos e, quando elas precisam de atendimento, o poder público revela descaso
ao demorar a atendê-las. Esse menosprezo desencoraja esses indivíduos de reivindicar um direito que lhes pertence. Isso influi
na descrença deles quanto aos projetos sociais.
Assim, devido à ineficácia de algumas medidas protetivas, o meio pelo qual as pessoas em situação de rua sobrevivem é
o trabalho informal. Essa alternativa, porém, é também muitas vezes impossibilitada pela cisão entre as pessoas em situação
de rua e a sociedade, pois aquelas nem são notadas como seres humanos, são invisíveis sociais. Segundo Domingos do
Nascimento Nonato, doutorando em Direitos Humanos pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e Raimundo Wilson Gama
Raiol, doutor em Direitos Fundamentais e Relações Sociais pela UFPA, “em geral, a população em situação de rua é vista
pela sociedade como um grupo que oferece risco relacionado a atos criminosos ou à violência, e não como um segmento que
se encontra em risco”.

(Ricardo G. Vasconcelos et al. “Pessoas em situação de rua: invisibilidade social, empregabilidade, saúde e vulnerabilidades –

um estudo a partir da Prática Curricular de Extensão”. Conecte-se!, vol. 3, no

6, 2019. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empre-
gando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

As ações de amparo social podem diminuir a invisibilidade

das pessoas em situação de rua?

Categorias
2025 Redação UEA Redação UEA SIS 2 Redação UEA SIS 3 UEA

UEA 2025 Acesso 2026 – Macro, SIS 2 e SIS 3 – Redação – Sugestão de Roteiro de Estudos

banco de provas da UEA – https://lazuedu.com/banco-de-provas/ banco de provas da UEA SIS – https://onestudy.com.br/provas-anteriores-sis-3-uea/

Redação UEA Abril = Parágrafo de introdução como escrever uma introdução com e sem repertório, quais são os elementos de um parágrafo de introdução, como usar as palavras do tema, como fazer a conexão do repertório com a realidade do tema e criar teses a partir dos textos motivadores, escolhendo um ponto de vista a ser trabalhado. (Sugestão de tema para praticar: UEA SIS 2 de 2023 – Zoológicos: preservação ou desrespeito aos animais?)

Maio = Parágrafo de desenvolvimento como escrever um parágrafo de desenvolvimento com repertório dos textos motivadores, entendendo como fazer o tópico frasal, explicação e justificação de suas teses. (Sugestão de tema para praticar: UEA SIS 3 de 2023 – Racismo no futebol: é necessário punir também os clubes ou só os torcedores criminosos?)

Junho = Parágrafo de conclusão como escrever uma conclusão, conectando os repertórios com a discussão, justificando e explicando e encerrando o tema. (Sugestão de tema para praticar: UEA Macro de 2023 –
É possível viver a democracia em um país tão desigual como o Brasil?)

Julho = Férias

Agosto = Como lidar com temas de “sim” e “não” ou temas de “ou” (Sugestão de tema para praticar: UEA Macro de 2024 – Crianças e adolescentes devem ser proibidos de acessar redes sociais?)

Setembro = Como lidar com temas de “entre” ou resposta aberta (Sugestão de tema para praticar: UEA SIS 3 de 2024 – Queda nos índices de vacinação: entre o medo e a desinformação)

Outubro = Escrever os temas de redação do ano passado de cada edição, da UEA Macro, da UEA SIS 2 ou da UEA SIS 3 totalizando 3 temas / Ou 1 redação a cada 2 semanas (total de 15 redações em 30 semanas)

Categorias
2024 Redação UEA Redação UEA SIS 2 UEA UEA SIS 2 2024

Tema de Redação da UEA SIS 2 de 2024 – “Mães solo no mercado de trabalho: uma realidade possível?”

O tema de redação da UEA SIS 2 de 2024 foi “Mães solo no mercado de trabalho: uma realidade possível?”. Como primeiro contato de redação do sistema seriado, os alunos precisavam discutir dos entraves, dificuldades e sobrecarga de mães que cuidam sozinhas das crianças e como empresas não facilitam a absorção dessas trabalhadoras e a falta de políticas públicas faz o problema persistir.

Para ajudar o aluno, foram apresentados 4 textos motivadores, você pode conferir a imagem abaixo da prova, conferir o link do documento da prova da UEA SIS 2 2024 ou ver os textos na íntegra abaixo:

Texto 1


(A Mãe Solo. www.facebook.com)

Texto 2
O número de mães solo, aquelas que cuidam sozinhas de seus filhos, aumentou 17,8% na última década, passando de 9,6 milhões em 2012 para 11,3 milhões em 2022. Esta situação gera ainda mais dificuldades para o ingresso dessas mulheres no mercado de trabalho. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O estudo indica que a maior parte dessas mães, pouco mais de 70%, vive apenas com seus filhos, é formada por mulheres negras, com baixa escolaridade, e está no Norte e Nordeste do país.
Janaína Feijó, responsável pelo estudo, resume a dificuldade enfrentada por essas mães: “essa mãe praticamente não tem com quem contar, não tem uma rede de apoio e não conta também com o pai da criança, o que faz com que a sobrecarga da maternidade recaia muito mais forte sobre a mãe nestas condições”.
(Carolina Pessoa Mulatinho. “Mães solo têm mais dificuldade de entrar no mercado de trabalho”. https://agenciabrasil.ebc.com.br, 14.05.2023.)

Texto 3
A falta de oportunidades de empregos que possibilitem às mães solo condições adequadas para cuidar dos filhos, como creches, flexibilidade de horários, opção de trabalho remoto, e a ineficácia de políticas públicas1 podem ser entraves determinantes para que elas consigam conciliar ou não maternidade e trabalho para garantir o sustento de suas famílias.
A professora de filosofia Joelma de Paulo traz sua perspectiva sobre o tema: “A maternidade dificulta o acesso da mãe ao mercado de trabalho exatamente por não existirem políticas públicas. A mãe solo que não tem rede de apoio dificilmente vai poder retornar ao mercado de trabalho. O único projeto que conheço para ajudar as mães solo é a creche em período integral”.
(Andréa Alves. “Mães solo enfrentam desafios no mercado de trabalho”. https://portalluneta.com.br, 05.02.2024. Adaptado.)
1 políticas públicas são ações e programas desenvolvidos pelo Estado para garantir e colocar em prática direitos previstos na Constituição Federal e em outras leis.

Texto 4
Para entender a alta proporção de mães solo com baixo nível educacional, é necessário analisar em que fase da vida elas se tornaram mães pela primeira vez. Como a maternidade requer uma dedicação quase que exclusiva das mães nos primeiros anos da infância da criança, torna-se muito difícil conciliar com outras atividades e responsabilidades.
Quando a maternidade acontece durante a fase escolar (antes dos 24 anos), pode desencadear uma série de desdobramentos na vida profissional e pessoal da mulher, que, a longo prazo, pode ser irreversível. A interrupção dos estudos é uma delas.
A falta de capacitação faz com que seja cada vez mais difícil essa mãe ser absorvida pelo mercado de trabalho e compromete seus salários potenciais futuros. Mesmo quando a criança atinge a idade de frequentar a escola e essa mãe pode ir em busca de emprego, ainda assim a mãe solo
enfrenta dificuldades.
(Janaína Feijó. “Mães solo no mercado de trabalho”. https://blogdoibre.fgv.br, 12.05.2023. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto expositivo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Mães solo no mercado de trabalho: uma realidade possível?

Categorias
2024 Redação UEA Redação UEA SIS 2 Redação UEA SIS 3 Vestibulares 2024

UEA 2024 Acesso 2025 – Macro, SIS 2 e SIS 3 – Redação – Sugestão de Roteiro de Estudos

banco de provas da UEA – https://lazuedu.com/banco-de-provas/ banco de provas da UEA SIS – https://onestudy.com.br/provas-anteriores-sis-3-uea/

Redação UEA Abril = como escrever uma introdução com e sem repertório, quais são os elementos de um parágrafo de introdução, como usar as palavras do tema, como fazer a conexão do repertório com a realidade do tema e criar teses a partir dos textos motivadores (Sugestão de tema para praticar: UEA SIS 3 de 2019 – A Indenização é a melhor forma de combater o abandono afetivo?)

Maio = como escrever um parágrafo de desenvolvimento com repertório dos textos motivadores, entendendo como fazer o tópico frasal, explicação e justificação (Sugestão de tema para praticar: UEA SIS 2 de 2020 – As ações de amparo social podem diminuir a invisibilidade das pessoas em situação de rua?)

Junho = como escrever uma conclusão, conectando os repertórios com a discussão, justificando e explicando (Sugestão de tema para praticar: UEA SIS 2 de 2022 – Jogos eletrônicos: entre os perigos do vício e os benefícios cognitivos)

Julho = Férias

Agosto = Como lidar com temas de “sim” e “não” (Sugestão de tema para praticar: UEA de 2020 – Censurar Imagens de Pessoas Fora do Padrão Estético É Uma Forma Adequada de Combater o Cyberbullying?)

Setembro = Como lidar com temas de “entre” (Sugestão de tema para praticar: UEA de 2021 – Floresta Amazônica: Entre os Benefícios do Agronegócio e os Malefícios do Desmatamento)

Outubro = Escrever os últimos temas de redação da UEA, da UEA SIS 2 ou da UEA SIS 3 (totalizando 3 temas / 1 redação a cada 2 semanas (total de 15 redações em 30 semanas)

Categorias
Redação UEA Redação UEA SIS 2

Tema de Redação da UEA SIS 2 de 2023 – “Zoológicos: preservação ou desrespeito aos animais?”

O tema de redação da UEA sis 2 de 2023 foi “Zoológicos: preservação ou desrespeito aos animais?”.

Você pode conferir os textos motivadores no link do PDF ou a seguir:

Texto 1

Texto 2
Os zoológicos são uma oportunidade única de observar e aprender sobre os animais selvagens, e isso sempre gerou um fascínio importante no ser humano. Por se tratar de locais de lazer, podem informar o público com a composição de ambientes atraentes e divertidos. Entretanto, um bom zoológico é responsável não só por informar. mas também por educar e conscientizar o público sobre a importância de proteger a biodiversidade
À medida que a sociedade se conscientizou sobre o bem-estar animal e a conservação da diversidade biológica, passou a não gostar de manter animais selvagens em cativeiro apenas para o entretenimento. Isso significa que, cada vez mais, os zoológicos são obrigados a justificar o cativeiro, alem do entretenimento do público, não se limitando a abrigar animais selvagem, mas sendo ativos na preservação da biodiversidade mundial.
(Érica Terrón Gonzáles. “Zoológicos como aliados da biodiversidade”. http://meusanimais.com.br , 21.12.2022. Adaptado)

Texto 3
Juntos, zoológicos e aquários no Brasil atraem cerca de 20 milhões de visitantes por ano. Pesquisadores que defendem a manutenção de zoológicos acreditam que essas instituições ajudam a conscientizar a população sobre a importância de preservar a biodiversidade, auxiliando inclusive na conservação de animais ameaçados, pois muitos zoológicos têm programas específicos para promover a reprodução e manutenção de espécies em extinção. Além disso, a receita gerada com ingressos de visitantes financia também atividades de conservação, pesquisa e educação.
(Patrícia Figueiredo. “Em defesa de espécies ameaçadas, ativistas dão argumentos a favor e contra os zoológicos.”. https:// g1.globo.com , 26.02.2019. Adaptado.)

Texto 4
Em julho de 2022, a organização não governamental (ONG) “Os Animais Importam” protocolou uma ação civil pública contra a visitação noturna disponibilizada pelo Zoológico de São Paulo. A requerente alega que permitir a circulação do público durante a noite impede os animais de descansarem. “A visitação durante o dia já causa
por si só estresse aos animais lá mantidos, mais ainda em período noturno, momento que deveria ser destinado ao repouso e sossego desses animais”
assegura a ONG.
O Zoológico de São Paulo afirma que atua com base em evidências e diretrizes internacionais de conservação: “todo cuidado animal do Zoológico de São Paulo é baseado em metodologia científica, realizado a monitorado por uma grande e multidisciplinar equipe com especialização no manejo e cuidado de animais selvagens, além de educadores focados em ações de educação visando à preservação da biodiversidade”.
Leandro Ferro, presidente da ONG, criticou a existência de zoológicos. “Esses pobres animais são usados como ativos turísticos e de diversão. A ciência já provou que os animais podem sentir emoções, sofrer e criar laços de forma até mais
complexa que os seres humanos. Nos zoos, eles estão mais para uma coleção de arte em um museu vivo” garante Ferro.
Não é a primeira vez que a entidade entra com uma ação contra o Zoológico de São Paulo. Em 2021, o tema do requerimento foi a transferência do orangotango Sansão para um santuário, local sem fins lucrativos onde animais são reabilitados. O animal está isolado em seu recinto no zoológico de aproximadamente 30 metros quadrados há mais de três anos.
(Bruno Lucca. “ONG entra com ação contra visitação noturna no Zoológico de SP”. www.folha.uol.com.br, 28.07.2022. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos escreva um texto expositivo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
ZOOLÓGICOS: PRESERVAÇÃO OU DESRESPEITO AOS ANIMAIS?