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Tema de Redação da UFRGS de 2025 – “Estudar? Para quê?”

Considere o texto “Estudar? Para quê?” de Michael França, Ciclista, vencedor do Prêmio Jabuti Acadêmico, economista pela USP, pesquisador do INSPER e visiting scholar nas universidades de Columbia e Stanford, publicado no Jornal Folha de São Paulo.

Num país marcado pela segregação sistêmica, poucos mitos são tão insistentes quanto o da educação como o principal passaporte para a ascensão social e diminuição das desigualdades. Muitos pobres sabem disso. E convencer um jovem desfavorecido a investir anos de sua vida no estudo, renunciando ao lazer ou à renda imediata que poderia vir de algum subemprego qualquer, é como pedir um ato de fé. Contudo, tal fé não costuma se sustentar quando vários exemplos ao redor teimam em contradizer a promessa. E a promessa é de que, se o jovem pobre estudar com esforço e dedicação, adquirirá habilidades e competências que abrirão portas no mercado de trabalho. O problema é que esse discurso ignora um ponto fundamental. Para muitos que vêm de origens desfavorecidas, o retorno da educação é menor. Quando chegam ao mercado, eles enfrentam discriminação e têm menos oportunidades do que os filhos das elites. Essa percepção mina sua confiança. Ao olhar para o futuro, esses jovens costumam ver poucos exemplos de pessoas como eles que conseguiram ascender socialmente por meio dos estudos. Eles sabem que o caminho da educação exigirá anos de sacrifício, dedicação e privações, sem garantia de que conseguirão se sustentar durante todo o percurso. Muitos, diante desse horizonte, desistem antes mesmo de começar. O efeito desse quadro se vê dentro das próprias escolas. Estudantes de baixa renda, em muitos casos, não se engajam nos estudos. Porém, nada disso tem a ver com suas capacidades, mas vem do fato de que eles não são ingênuos e percebem desde cedo que o esforço dos desfavorecidos, na dividida sociedade brasileira, raramente é recompensado. No fim, isso alimenta um ciclo perverso em que baixos níveis de dedicação levam a piores resultados, que, por sua vez, reforçam a descrença na educação. Uma profecia que se cumpre sozinha. Nesse contexto, os papagaios da educação, ou seja, aqueles que repetem exaustivamente que o país só avançará com ensino de qualidade, precisam aprender uma valiosa lição. A lição de que não se pode depositar todo o peso de uma sociedade excludente nas costas das escolas e dos professores. Não cabe a eles a tarefa de operar milagres. É preciso entender que a educação não é um sistema isolado. Ela não começa nem termina dentro da sala de aula. Ela é moldada pelas interações sociais, pelo ambiente em que cada estudante está inserido, por suas vivências, pelas expectativas em relação ao futuro e pela possibilidade de transformar o conhecimento acumulado em realização. Se a sociedade como um todo continuar relativamente fechada para os jovens periféricos, o valor da educação como promessa enfraquece. Dessa forma, avançar na oferta de uma educação de qualidade é um passo. Um passo importante, mas, ainda assim, representa apenas um passo. Sem transformar o mercado de trabalho, sem reduzir o peso da discriminação em nossa sociedade, sem justiça tributária, e sem reformas estruturais que corrijam as disparidades nos pontos de partida dos cidadãos brasileiros, nenhuma escola e nenhum professor conseguirão evitar que uma legião de estudantes se torne, cada vez mais, desencantada com o sistema. O texto é uma homenagem à música “Dá o Pé, Loro”, de Guinga. Disponível em: . Acesso em: 24 set. 2025.

A partir desse texto, considere a seguinte situação. O texto de Michael França foi publicado em uma coluna de “opinião” do Jornal Folha de São Paulo, logo ele recebeu todo tipo de comentário: algumas críticas bem fundamentadas, alguns elogios, muitas opiniões e também – como é bastante comum hoje em dia em redes sociais, fóruns de discussões etc. – vários comentários violentos. Em função dessa situação, o Jornal resolveu lançar uma edição especial de um caderno, onde serão publicados textos que discutem de forma substancial as ideias do artigo de Michael França. O Jornal estabeleceu apenas um critério para aceitar inscrições: o texto enviado deverá ter sido previamente escolhido por uma escola; portanto, ele será representativo do debate feito no interior dessa instituição. O fato é que sua escola decidiu participar do processo promovido pelo Jornal, e você decidiu participar também. Para tanto, a escola forneceu informações importantes para enriquecer o debate, sugerindo a leitura de parte da “Introdução” do estudo “Evasão escolar e o abandono: um guia para entender esses conceitos”, publicado no Observatório de Educação Ensino Médio e Gestão do Instituto Unibanco.

Introdução
A escola tem um papel social essencial quando se trata de potencializar vínculos sociais, de desenvolver habilidades físicas e cognitivas e de tornar o aluno um agente social. No entanto, existem percalços e negações diárias do direito à educação que aumentam a probabilidade de os jovens não darem continuidade aos estudos. Por trás de situações de abandono e evasão escolar, existem motivações diversas, desde gravidez, falta de conexão dos conteúdos com os interesses dos estudantes, necessidade imediata de geração de renda, entre outros. A predominância de currículos e práticas pedagógicas que não incluem a perspectiva de grupos historicamente excluídos, por exemplo, acaba por aumentar os índices de evasão e exclusão escolar de estudantes negros, LGBTQIAPN+ e com deficiência. As taxas de evasão consolidadas até 2023 mostram uma trajetória de queda nos últimos anos, totalizando 3,0% no ensino fundamental e 5,9% no ensino médio, conforme divulgado no Censo Escolar 2023. Um estudo assinado por Reynaldo Fernandes, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Educação (MEC), traçou em 2011 um perfil dos jovens com maior risco à evasão: são os de baixa renda, em sua maioria negros, forçados precocemente ao mercado de trabalho ou que engravidam já na adolescência. Fernandes apontou que esses fatores “externos” à atividade propriamente escolar se articulam a um processo contínuo de desinteresse e desengajamento, levando, por fim, ao abandono. Além disso, é na adolescência que o problema se apresenta com maior intensidade e por isso os índices de evasão no ensino médio são bem superiores aos do ensino fundamental. Segundo a edição 2023 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua Educação), que é realizada pelo IBGE, a taxa de escolarização entre os jovens de 15 a 17 anos naquele ano foi de 91,9%. Essa taxa retrata a proporção de estudantes de determinada faixa etária em relação ao total de pessoas dessa mesma faixa etária. O dado indica, portanto, que 8,1% dos adolescentes com idade típica do ensino médio estavam fora da escola em 2023, fato que dialoga com as muitas deficiências dessa etapa de ensino na educação brasileira. Tem relação, também, com o impacto das questões sociais na vida dos jovens e com experiências escolares que podem ter sido negativas em suas vidas desde o ensino fundamental. Adaptado de: . Acesso em: 24 set. 2025.

Ora, como você já deve ter percebido, o texto de Michael França é opinativo; nele, o autor apresenta seu ponto de vista sobre dificuldades encontradas por jovens, em especial os mais desfavorecidos, para se manterem na escola, e também sobre a relação entre a educação desses jovens e o mercado de trabalho. O texto da “Introdução” é predominantemente informativo; nele, são fornecidos dados que ilustram o problema da evasão escolar no Brasil, além de apontar possíveis causas disso.
De certa forma, podemos considerar que, no primeiro texto, o autor lança um olhar crítico ao futuro, ao argumentar que “Para muitos que vêm de origens desfavorecidas, o retorno da educação é menor. Quando chegam ao mercado, eles enfrentam discriminação e têm menos oportunidades do que os filhos das elites”. No segundo texto, vemos um olhar para o presente, ao afirmar-se que “existem percalços e negações diárias do direito à educação que aumentam a probabilidade de os jovens não darem continuidade aos estudos”.
Pois bem: a situação que está sendo proposta aqui é você escrever um texto, na modalidade dissertativa, que assume um ponto de vista em relação ao artigo “Estudar? Para quê?”, utilizando, para isso, o levantamento informativo presente na “Introdução”, fornecida pela escola.
A seleção dos textos apresentados pelos alunos à escola, entre os quais estará o seu, ficará a cargo de uma comissão composta por educadores de diversas áreas do conhecimento (literatura, sociologia, filosofia etc.). Lembre que o seu texto poderá ser escolhido pela escola para representá-la na edição especial do Jornal.
Observe que você poderá privilegiar diferentes aspectos presentes no artigo publicado no Jornal, formulando opiniões de aproximação ou de distanciamento em relação à análise feita pelo autor. O mais importante, porém, é que você consiga fundamentar – de modo bem-informado, ético e responsável – a sua interpretação a respeito das ideias trazidas para a discussão; é isso que se espera
de um debate que seja realmente relevante.
Bom trabalho!

Instruções
A versão final do seu texto deve:
1 – conter um título na linha destinada a esse fim;
2 – ter a extensão mínima de 30 linhas, excluído o título – aquém disso, seu texto não será avaliado –,
e máxima de 50 linhas. Segmentos emendados, ou rasurados, ou repetidos, ou linhas em branco terão
esses espaços descontados do cômputo total de linhas.
3 – ser escrita, na folha definitiva, com caneta e em letra legível, de tamanho regular.

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Redação UFRGS UFRGS UFRGS 2024 Acesso 2025

Tema de redação da UFRGS de 2024 – O Brasil é um país sem memória?

Considere, abaixo, o texto “Incêndio no Museu Nacional provoca reflexão: Brasil é um país
sem memória?”, de autoria do jornalista Leonardo Lichote, publicado no Jornal O Globo, em 08/09/2018.
Das chamas que consumiram o Museu Nacional parecia se erguer – palpável como os fragmentos
de documentos incinerados que também se erguiam dali – a confirmação do fracasso do Brasil em gerir
sua memória. Como se o crepitar do fogo chiasse a frase que, de tão repetida, se tornou um traço
incontestável de nossa personalidade: somos um país sem memória. Mas, para além do lugar-comum, o
que significa essa afirmação? Como nos tornamos uma Nação que deixa sua História queimar, quando
não voluntariamente a demole em nome da construção de algo mais moderno, seguindo a bençãomaldição de sermos “o país do futuro”, outra definição possível do Brasil?
O Globo conversou com pessoas que lidam com o tema e o pensam de diferentes formas. No
desdobramento que elas fazem da frase “o Brasil é um país sem memória” se desenha a consciência de
que há, aqui, muitos países e muitas memórias. Ou, como acredita o escritor Alberto Mussa, há país de
menos para dar conta de suas memórias.
— O Brasil não formou ainda uma noção de nacionalidade. Com o fim da escravidão, uma espécie
de esboço de nação começou a surgir, uma sociedade que pôde gerar um Machado de Assis ou mesmo
um Noel Rosa — afirma Mussa. — Mas então veio um projeto estatal de embranquecimento do Brasil,
com estímulo tremendo à importação de pessoas sobretudo da Europa. A imigração não é um problema.

Mas essas pessoas foram beneficiadas pelo sistema e em duas gerações se tornaram a elite do Brasil,
uma elite que não se identifica com o país.
Mussa ressalta que não defende ingenuamente a recuperação do mito da cordialidade ou da
democracia racial, mas sim que uma nação é formada pela contribuição de diversos povos:
— Seria importante que o pensamento filosófico europeu tivesse o mesmo valor do pensamento
mítico iorubá ou tupinambá. Assim que se constitui uma nação. Quando para você um cesto indígena
não significa nada, ou um tambor apreendido num terreiro de candomblé no início do século XX, você
não tem como cuidar dessa memória. Para se ter uma ideia, não temos nem um gentílico que nos
designe. Porque brasileiro, originalmente, é o português que veio aqui para pegar pau brasil e vender lá.
É uma atividade. Isso é muito simbólico do que o país passa.
Estudioso da História da presença africana no Brasil, o escritor e músico Spirito Santo ataca o
mesmo ponto e se refere a uma elite desenraizada que se comporta “como europeus de segunda classe,
ressentidos de sua suposta condição de asilados, degredados, piratas sem navio para fugir de uma ilha
estranha, já saqueada”. Ele faz questão de diferenciar brasis quando reflete sobre como o país lida com
sua memória:
— A grande maioria dos brasileiros cuida de forma exemplar de nossa memória por meio de
inúmeras manifestações culturais, disponíveis à atenção das instituições destinadas a organizá-los e
conservá-los, como as universidades, os museus. Mas o que fazer quando essas instituições assumem a
condição de espaços exclusivos de ascensão social para uma certa casta que se sente estrangeira e que
exerce poder por meio de arcaicos mecanismos de exclusão social de parte majoritária de nossa
população?
Sob outra perspectiva, a desvalorização da memória no âmbito institucional seria reflexo da própria
forma como o país lida com a cultura e a pesquisa. É o que pensa o antropólogo Roberto DaMatta, que
trabalhou por cerca de 30 anos no Museu Nacional.
— O Brasil não tem lugar para pessoas que fazem pesquisa, investigação e trabalho intelectual.
Essas pessoas existem, mas ninguém se interessa. Tanto que temos o ditado: “quem sabe faz, quem
não sabe ensina”. Educar no Brasil é tarefa de quem não sabe – define DaMatta. — Apostamos na
ignorância. Nada que não tenha a ver com algo prático, como ganhar dinheiro ou dar tiro em bandido,
atrai atenção.
Autor de “A utilidade do inútil”, o filósofo italiano Nuccio Ordine lembra que na mitologia grecoromana, a deusa da memória, Mnemosyne, era tida como a mãe de todas as artes e de todos os saberes:
— Perder a memória significa abrir mão de interrogar o passado para compreender o presente e
pre-ver o futuro — diz o filósofo, que marca a diferença entre memória e “raízes”. — A memória nos
ajuda a conhecer os grandes valores que unem toda a Humanidade. Em contrapartida, as raízes são
instrumentalizadas para construir uma perigosa narrativa da História fundada sobre uma ideia estática
de “identidade”, como os nacionalismos europeus que estão gerando formas perigosas de racismo.
Homero não é grego, assim como Jorge Amado não é brasileiro. A cultura é um patrimônio universal.
Na Grécia clássica, conta a antropóloga Regina Abreu (professora da pós-graduação em Memória
Social na UNIRIO), praticavam-se longos exercícios de memorização, de declamação, de repetição de
fatos considerados importantes.
— Memória é trabalho. Ela não se faz espontaneamente. É preciso convocar uma vontade de
memória — afirma a antropóloga, que defende que apenas o Estado pode assumir essa responsabilidade
em instituições como o Museu Nacional. — O trabalho ali empreendido é invisível, envolve muitos anos
em pesquisa. Tudo isso não traz visibilidade. Quem pode financiar este trabalho? O poder público. Nossas
elites econômicas, infelizmente, não estão interessadas em memória nacional. Preferem viajar para a
Disney ou visitar o Museu do Louvre em Paris. Como dizia Euclides da Cunha, elas continuam “cegas aos
quadros reais das nossas vidas”.
Disputa simbólica
A memória, muitos dos entrevistados notam, é um espaço importante de disputa simbólica. É
sintomático, por exemplo, que uma das primeiras declarações oficiais após o incêndio fizesse referência
à “lembrança da família imperial” (e não às pesquisas ou ao acervo do Museu Nacional).
— É na memória que definimos o que é mais importante e o que é menos. Ela não abarca tudo,
é uma ilha de edição — afirma, citando Waly Salomão, a historiadora Karen Worcman, fundadora do
Museu da Pessoa. — Quem está editando? É um poder imenso, porque isso influencia todos os valores
do país. O Museu da Pessoa nasce dessa consciência, ao se afirmar como um museu no qual toda e
qualquer pessoa pode integrar essa memória coletiva.
Ruy Castro, autor de biografias de personagens como Garrincha e Carmem Miranda, também
chama a atenção para esse “poder imenso”:
— Há várias passagens na história cultural do Brasil que foram “reescritas” 20 ou 30 anos depois
de acontecidas, e foi essa versão que passou a prevalecer. Como dizia George Orwell, quem controla o
passado controla o presente, e quem controla o presente controla o futuro. O texto acima vale-se de um fato traumático da história recente do Brasil – o incêndio que provocou
grande destruição do Museu Nacional e de seu acervo – para refletir a respeito de um tema importante
para compreender a sociedade brasileira, contido no subtítulo em forma de pergunta: “O Brasil é um país
sem memória?”.
Como se pode ver, trata-se de um assunto complexo, passível de ser expandido em diferentes
direções. Antes de tudo, porém, refletir sobre o tema é urgente e atual, exigindo a participação de vários
setores da nossa sociedade.
Isso posto, considere a seguinte situação.
Imagine que você é morador de alguma região do Rio Grande do Sul entre as que recentemente
foram afetadas pela maior enchente que já atingiu o Estado, o que causou danos enormes aos patrimônios
público e privado, e também à vida das pessoas residentes nesses locais.
Passada a catástrofe, um grupo de cidadãos do Estado lança a ideia de construir, em uma região a
ser definida futuramente, um espaço, um memorial, que reunirá a maior quantidade possível de materiais
diversos (informações, dados, testemunhos, imagens etc.), relativos à enchente. O fato é que essa ideia
encontrou resistência junto a outros grupos da sociedade organizada. Para esses, um acontecimento de
tamanhas proporções deve ser esquecido, devido ao sofrimento causado a tantas pessoas.
Em uma audiência pública ocorrida para debater a viabilidade, ou não, de construção desse espaço,
o grupo autor da ideia apresentou o texto acima, como forma de argumentar favoravelmente à sua
proposta.

Como você pode imaginar, esse texto causou grande controvérsia entre os presentes na audiência,
motivo pelo qual foi criada uma comissão que ficou encarregada de apresentar, em nova audiência pública,
argumentos sobre a pertinência das ideias, contidas no texto, à situação em questão.
Considere que você faz parte dessa comissão e que deverá apresentar seu ponto de vista
sobre a adequação das ideias formuladas pelo autor do texto para refletir sobre a viabilidade,
ou não, de criação de um espaço de memória da catástrofe.
Em outras palavras, você acha que os argumentos apresentados por Lichote, referentes
à construção da memória no Brasil, podem ser aplicados para discutir a construção, ou não,
de um espaço de memória relativo à catástrofe que atingiu o Rio Grande do Sul?
Você deverá organizar seu ponto de vista em um texto dissertativo, que será lido por você na
próxima audiência pública, em que estarão presentes grupos favoráveis e contrários à proposta.
Bom trabalho!
Instruções
A versão final do seu texto deve:
1 – conter um título na linha destinada a esse fim;
2 – ter a extensão mínima de 30 linhas, excluído o título – aquém disso, seu texto não será avaliado –, e
máxima de 50 linhas. Segmentos emendados, ou rasurados, ou repetidos, ou linhas em branco terão esses
espaços descontados do cômputo total de linhas.
3 – ser escrita, na folha definitiva, com caneta e em letra legível, de tamanho regular.