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UEA 2025, Macro, SIS 2 e SIS 3 – Sugestões de temas de redação para estudar

Para o ano de 2025, eu me baseei em algumas ideias das revistas acadêmicas de pesquisa da própria UEA e de temas passados que caíram nas edições do Macro, SIS 2 e SIS 3. Eu sempre aconselho que você veja primeiro os temas de redação já lançados, eles são a melhor forma de você poder ver como realmente um tema da UEA é cobrado do que simplesmente ver uma aposta. Aqui, você vai conferir 12 sugestões de tema de redação que são divididos em 3 áreas:

Natureza e meio ambiente
O tópico da preservação também entra em colisão com a inovação. É necessário perceber que a UEA se preocupa não só nos temas de redação mas também nas pesquisas acadêmicas da vivência do ser humano com o meio ambiente, especialmente a Floresta Amazônica. Você pode pensar tanto em temas do âmbito cultural, desenvolvimento tecnológico e poluição.

Leis e garantia de direitos
Apesar de ser uma área muito geral, é necessário perceber o meio que podemos garantir que direitos chegarão aos cidadãos. Como a corrupção influencia que pessoas não sejam guardadas por direitos? Quem se beneficia por não ter uma lei em prática?

Internet
A área da internet mexe num âmbito de anonimato. Por mais que seja garantido que a internet é um local tão igual o mundo externo, a possibilidade de não se identificar dá espaço a inúmeras atrocidades, tal qual também possibilita inúmeras inovações e uma liberdade de expressão que não pode ser controlada por grandes corporações midiáticas que escolhem o que colocar no jornal televisivo e de papel.

I. O povo brasileiro é um povo acolhedor?
É um senso comum que o povo brasileiro é sorridente, gosta de ter pessoas por perto, mesmo que não as conheçam. Mas, onde realmente traçamos uma linha do acolhimento? Em um país com tantas discriminações, moralismo e preconceito, é questionável a nossa afinidade com o outro. Ainda mais que você possa mencionar que você é uma pessoa acolhedora, pense em como você pode ser uma exceção.

II. Envelhecer é um direito ou um gasto?
Nunca foi tão possível viver tanto tempo. Isso é algo que a economia não estava preparada, fazendo com que muitas empresas e governos precisem repensar no envelhecimento, desde a aposentadoria como também novos produtos e serviços voltados a uma população que, pela falta de palavras melhores, está vivendo mais do que o capitalismo esperava.
Menção honrosa: Esporte é um direito ou um gasto?

III. Cálculo de avaliação de aprendizado: adaptação do meio ou padronização?
Tempo. Dinheiro. Tudo pode ser metrificado para poder avaliar se é aceitável ou não. O ensino passa pelo mesmo ponto a partir de uma cultura que torna o aprendizado mais um produto do mesmo sistema. Todavia, assim como propagandas e produtos, nem todo produto é o mesmo e cada um se adapta pelas vendas e anúncios a serem reproduzidos. É interessante analisar como que o ensino também pode ser adaptado para cada consumidor – ou as vantagens de ser o mesmo para todos.

IV. Atendimento humanizado: entre o direito do paciente e o preparo do profissional da saúde
O atendimento humanizado virou lei no ano de 2025, sendo um marco do governo da época. Ainda que o SUS já estivesse o aplicando anteriormente e muito tenha se debatido e estudado, é necessário que se avalie o cenário das duas partes. De um lado, pacientes que não sabem como lidar com notícias, ou até mesmo falta de informação de procedimentos hospitalares. De um outro lado, profissionais sobrecarregados, que precisam fazer mais de uma tarefa por vez e sem tempo necessário para poderem se capacitar da melhor forma possível ou, se quer, recursos (como dinheiro, tempo ou infraestrutura) para tal.
Menção honrosa – Ensino online: entre o direito da educação e o preparo do profissional da educação

V. Comer mal é uma opção?
Desde fast-food a ultraprocessados, comer no Brasil e no mundo virou uma questão de lucro fácil para comida que nem se quer tem valor nutricional. Ao mesmo tempo que é possível apontar o dedo para pessoas que preferem a praticidade e a rapidez de comidas, não se pode ignorar o outro lado que possui dinheiro e tempo (necessariamente os dois ao mesmo tempo) para poderem cozinhar e terem uma alimentação saudável. Fica que entre a praticidade e a saúde, existe uma ponte que separa os dois que não é simplesmente uma opção de querer ou não querer.

VI. Produção de energia no Brasil: entre garantir energia a todos e as dificuldades de investir em novas fontes sustentáveis
A energia no Brasil é produzida por sua grande maioria por hidrelétricas. Mesmo que seja pela ajuda da natureza brasileira que proporciona essa possibilidade, outras opções que produzem muito mais energia com poucos recursos (como a nuclear) ou até outras formas de energia renovável (como eólica) ficam em segundo plano e levantam a questão de quem se beneficia pela falta de mudança e inovação da produção energética no Brasil.

VII. Por que o brasileiro se recusa a discutir sobre educação sexual?
Não necessariamente podemos colocar os brasileiros como exclusivos em falar de um tópico que não querem discutir. Poderíamos avaliar tantos outros tópicos, como política, como uso de drogas, mas o grande ponto que podemos analisar é quem se beneficia com essa falta de discussão. O Brasil já possui o ECA para proteger crianças e adolescentes que são os mais afetados por violência e abuso sexual, mas tanto se fala que a educação vem de casa (que também é o local que mais sofrem os abusos) e de criarem novas leis, que se ignora o que já possuímos – um estatuto que contempla essa defesa e uma educação que querem retirar os tópicos importantes.
Menção honrosa – Por que o brasileiro se recusa a discutir sobre o que não concorda?

VIII. Saneamento básico: entre o direito e a desigualdade social
O saneamento básico é um tópico de saúde que leva muito mais do que uma falta de vontade da população de receber ajuda. É dado que o saneamento básico ajuda o governo a economizar em recursos para saúde pois consegue já eliminar problemas de saúde só que medidas preventivas nas casas brasileiras. Entretanto o Brasil é um país continental com diferentes climas e distribuições populacionais. De fato, é mais fácil aplicar algo em grandes cidades pela vastidão de empresas e profissionais presentes, mas como aplicar o mesmo plano no cerrado, no sertão e em povos tradicionais?
Menção honrosa – Desafios para garantir o saneamento básico nas cidades e aos povos tradicionais na Floresta Amazônica

IX. A educação online ainda é um privilégio?
A pandemia da COVID-19 acelerou um processo que engatinhava com um jato. A educação à distância sempre existiu no Brasil, seja ela fosse por cartas, televisão, e que hoje em dia ganha a cara da educação online com o uso da internet para aulas e atividades. Todavia não podemos esquecer que o Brasil não é um país com uma cobertura majoritária de internet, tal qual nem todas as casas possuem internet ou um aparelho para poder usar. Isso sem contar as residências com espaço adequado ou os estudantes com tempo adequado para poderem estudar. Quando poderemos contar com a educação online ser a norma e um avanço na educação, que só mostrou e reforçou que educação é um privilégio para quem tem dinheiro?

X. As cotas deveriam deixar de existir?
Pelos primeiros anos desde a implementação da Lei de Cotas, as universidades possuem maioria de pardos e de negros como estudantes. Mais do que nunca, as medidas protetivas e inclusivas de bolsas, de descontos de matrículas e de moradias se tornam mais necessárias pela mudança do perfil sócio-econômico dos alunos. Todavia podemos já começar a pensar no fim da Lei de Cotas? É apenas com a maioria em alguns anos que uma ação afirmativa pode deixar de existir?

XI. A internet ajudou o trabalhador ou tornou sua jornada de trabalho interminável?
No passado, se você saísse do seu trabalho, só poderiam te encontrar se fossem até sua casa ou ligassem para você, salvo se você atendesse ou não pedisse para que quem atendeu respondessem que não estava. As redes sociais e o celular facilitaram a comunicação para que seja a qualquer momento e em qualquer lugar. Isso impede de se fazer uma fronteira da comunicação. Como você pode dizer ao seu chefe que você verá algo amanhã no trabalho se ele possui seu celular a todo momento? Isso afeta até relacionamentos sociais no sentido que as pessoas pensam que você ignora uma pessoa propositalmente por não responder ela de última hora, tornando a internet e as redes sociais como algo muito mais importante do que a vida real.

XII. Leitura: entre o tempo do hábito e a desigualdade econômica
Ler pode ser dado como uma das atividades mais debatidas de todos os tempos. Podemos ir desde o processo de alfabetização, a facilidade de encontrar livros, o acesso à bibliotecas e até o hábito da leitura no dia a dia. Mas isso cai também por um outro problema, na sociedade capitalista, tempo é dinheiro – o tempo que você gasta lendo é um tempo que você não está ganhando dinheiro. Mesmo que você baixe um arquivo PDF na internet, você ainda paga pela internet, você ainda paga pela eletricidade, não há como escapar de que você paga para poder ler. Há como separar o hábito da leitura e o dinheiro que precisamos investir?
Menção honrosa – Exercício: entre o tempo da prática e a desigualdade econômica

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Tema de Redação da UEA de 2024 – “Crianças e adolescentes devem ser proibidos de acessar redes sociais?”

A UEA 2025, do ano de 2024, teve como tema de redação a pergunta “Crianças e adolescentes devem ser proibidos de acessar redes sociais?”. O tema seguiu a tendência das últimas duas edições da UEA em propor uma pergunta, além de ser um tema parecido com o que foi cobrado no SIS 3 da UEA de 2021.

Você pode conferir a prova da UEA de 2024, ver a imagem abaixo ou ler os textos na íntegra abaixo:

Texto 1
A interação de crianças com a internet ocorre cada vez mais cedo e de forma ampla. Cerca de um terço dos usuários da rede no mundo é de crianças e adolescentes, segundo dados da pesquisa TIC Kids on-line, produzida pelo Comitê Gestor da Internet (CGO.br). Ao todo, 95% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos acessaram a internet em 2023. Entre as crianças de 9 a 10 anos, 68% disseram ter perfis em redes sociais.
“Importante destacar as oportunidades de aprendizado e entretenimento e acesso a direitos fundamentais dessa presença de crianças e adolescentes no ambiente digital, mas também os riscos de exploração, exposição e acesso a conteúdos inapropriados”, diz Maria Mello, coordenadora do Programa Criança e Consumo do Instituto Alana, entidade de histórica atuação nos direitos da infância.
(Pedro Rafael Vilela. https://agenciabrasil.ebc.com.br, 14.03.2024. Adaptado.)

Texto 2
O governador da Flórida, nos Estados Unidos, Ron DeSantis, sancionou um projeto de lei que limita o acesso de menores de 16 anos a redes sociais. A norma entrará em vigor em 1o de janeiro de 2025. A partir do ano que vem, crianças com menos de 14 anos estarão proibidas de acessar as plataformas de redes sociais, e adolescentes entre 14 e 15 anos podem ter acesso, desde que obtenham consentimento dos pais, uma medida que, segundo seus apoiadores, protegerá esses jovens e crianças dos riscos on-line à saúde mental.
Apoiadores afirmam que a lei conterá os efeitos prejudiciais das redes sociais sobre o bem-estar das crianças que usam essas plataformas excessivamente e que, como resultado, podem sofrer de ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental.
(https://g1.globo.com, 26.03.2024. Adaptado.)

Texto 3

(www.instagram.com, 26.07.2018.)

Texto 4
Proibir o uso das redes sociais não é a solução e achar que elas vão deixar de existir é ilusão. Uma das correntes positivas encontradas nas redes é o aprendizado. Hoje, já é possível encontrar diversos perfis para se aprender temas diversos que vão desde cozinhar até falar outro idioma. A própria plataforma do TikTok já disponibiliza uma seção “Aprender” com conteúdos mais educativos. Além do acesso ao conhecimento, as redes sociais também ampliaram as interações sociais. Conhecer novas pessoas com interesses em comum, por exemplo, faz com que as redes sociais promovam aspectos de socialização e de comunicação. Isso acontece com mais intensidade durante a adolescência, já que essa é uma fase em que há a inclusão social do indivíduo em grupos.
(Carolina Delboni. www.estadao.com.br, 14.08.2023. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Crianças e adolescentes devem ser proibidos de acessar redes sociais?