Categorias
Redação UEA Redação UEA SIS 2 Redação UEA SIS 3 UEA UEA 2025 acesso 2026 UEA SIS 2 2025 UEA SIS 3 2025

UEA 2025, Macro, SIS 2 e SIS 3 – Sugestões de temas de redação para estudar

Para o ano de 2025, eu me baseei em algumas ideias das revistas acadêmicas de pesquisa da própria UEA e de temas passados que caíram nas edições do Macro, SIS 2 e SIS 3. Eu sempre aconselho que você veja primeiro os temas de redação já lançados, eles são a melhor forma de você poder ver como realmente um tema da UEA é cobrado do que simplesmente ver uma aposta. Aqui, você vai conferir 12 sugestões de tema de redação que são divididos em 3 áreas:

Natureza e meio ambiente
O tópico da preservação também entra em colisão com a inovação. É necessário perceber que a UEA se preocupa não só nos temas de redação mas também nas pesquisas acadêmicas da vivência do ser humano com o meio ambiente, especialmente a Floresta Amazônica. Você pode pensar tanto em temas do âmbito cultural, desenvolvimento tecnológico e poluição.

Leis e garantia de direitos
Apesar de ser uma área muito geral, é necessário perceber o meio que podemos garantir que direitos chegarão aos cidadãos. Como a corrupção influencia que pessoas não sejam guardadas por direitos? Quem se beneficia por não ter uma lei em prática?

Internet
A área da internet mexe num âmbito de anonimato. Por mais que seja garantido que a internet é um local tão igual o mundo externo, a possibilidade de não se identificar dá espaço a inúmeras atrocidades, tal qual também possibilita inúmeras inovações e uma liberdade de expressão que não pode ser controlada por grandes corporações midiáticas que escolhem o que colocar no jornal televisivo e de papel.

I. O povo brasileiro é um povo acolhedor?
É um senso comum que o povo brasileiro é sorridente, gosta de ter pessoas por perto, mesmo que não as conheçam. Mas, onde realmente traçamos uma linha do acolhimento? Em um país com tantas discriminações, moralismo e preconceito, é questionável a nossa afinidade com o outro. Ainda mais que você possa mencionar que você é uma pessoa acolhedora, pense em como você pode ser uma exceção.

II. Envelhecer é um direito ou um gasto?
Nunca foi tão possível viver tanto tempo. Isso é algo que a economia não estava preparada, fazendo com que muitas empresas e governos precisem repensar no envelhecimento, desde a aposentadoria como também novos produtos e serviços voltados a uma população que, pela falta de palavras melhores, está vivendo mais do que o capitalismo esperava.
Menção honrosa: Esporte é um direito ou um gasto?

III. Cálculo de avaliação de aprendizado: adaptação do meio ou padronização?
Tempo. Dinheiro. Tudo pode ser metrificado para poder avaliar se é aceitável ou não. O ensino passa pelo mesmo ponto a partir de uma cultura que torna o aprendizado mais um produto do mesmo sistema. Todavia, assim como propagandas e produtos, nem todo produto é o mesmo e cada um se adapta pelas vendas e anúncios a serem reproduzidos. É interessante analisar como que o ensino também pode ser adaptado para cada consumidor – ou as vantagens de ser o mesmo para todos.

IV. Atendimento humanizado: entre o direito do paciente e o preparo do profissional da saúde
O atendimento humanizado virou lei no ano de 2025, sendo um marco do governo da época. Ainda que o SUS já estivesse o aplicando anteriormente e muito tenha se debatido e estudado, é necessário que se avalie o cenário das duas partes. De um lado, pacientes que não sabem como lidar com notícias, ou até mesmo falta de informação de procedimentos hospitalares. De um outro lado, profissionais sobrecarregados, que precisam fazer mais de uma tarefa por vez e sem tempo necessário para poderem se capacitar da melhor forma possível ou, se quer, recursos (como dinheiro, tempo ou infraestrutura) para tal.
Menção honrosa – Ensino online: entre o direito da educação e o preparo do profissional da educação

V. Comer mal é uma opção?
Desde fast-food a ultraprocessados, comer no Brasil e no mundo virou uma questão de lucro fácil para comida que nem se quer tem valor nutricional. Ao mesmo tempo que é possível apontar o dedo para pessoas que preferem a praticidade e a rapidez de comidas, não se pode ignorar o outro lado que possui dinheiro e tempo (necessariamente os dois ao mesmo tempo) para poderem cozinhar e terem uma alimentação saudável. Fica que entre a praticidade e a saúde, existe uma ponte que separa os dois que não é simplesmente uma opção de querer ou não querer.

VI. Produção de energia no Brasil: entre garantir energia a todos e as dificuldades de investir em novas fontes sustentáveis
A energia no Brasil é produzida por sua grande maioria por hidrelétricas. Mesmo que seja pela ajuda da natureza brasileira que proporciona essa possibilidade, outras opções que produzem muito mais energia com poucos recursos (como a nuclear) ou até outras formas de energia renovável (como eólica) ficam em segundo plano e levantam a questão de quem se beneficia pela falta de mudança e inovação da produção energética no Brasil.

VII. Por que o brasileiro se recusa a discutir sobre educação sexual?
Não necessariamente podemos colocar os brasileiros como exclusivos em falar de um tópico que não querem discutir. Poderíamos avaliar tantos outros tópicos, como política, como uso de drogas, mas o grande ponto que podemos analisar é quem se beneficia com essa falta de discussão. O Brasil já possui o ECA para proteger crianças e adolescentes que são os mais afetados por violência e abuso sexual, mas tanto se fala que a educação vem de casa (que também é o local que mais sofrem os abusos) e de criarem novas leis, que se ignora o que já possuímos – um estatuto que contempla essa defesa e uma educação que querem retirar os tópicos importantes.
Menção honrosa – Por que o brasileiro se recusa a discutir sobre o que não concorda?

VIII. Saneamento básico: entre o direito e a desigualdade social
O saneamento básico é um tópico de saúde que leva muito mais do que uma falta de vontade da população de receber ajuda. É dado que o saneamento básico ajuda o governo a economizar em recursos para saúde pois consegue já eliminar problemas de saúde só que medidas preventivas nas casas brasileiras. Entretanto o Brasil é um país continental com diferentes climas e distribuições populacionais. De fato, é mais fácil aplicar algo em grandes cidades pela vastidão de empresas e profissionais presentes, mas como aplicar o mesmo plano no cerrado, no sertão e em povos tradicionais?
Menção honrosa – Desafios para garantir o saneamento básico nas cidades e aos povos tradicionais na Floresta Amazônica

IX. A educação online ainda é um privilégio?
A pandemia da COVID-19 acelerou um processo que engatinhava com um jato. A educação à distância sempre existiu no Brasil, seja ela fosse por cartas, televisão, e que hoje em dia ganha a cara da educação online com o uso da internet para aulas e atividades. Todavia não podemos esquecer que o Brasil não é um país com uma cobertura majoritária de internet, tal qual nem todas as casas possuem internet ou um aparelho para poder usar. Isso sem contar as residências com espaço adequado ou os estudantes com tempo adequado para poderem estudar. Quando poderemos contar com a educação online ser a norma e um avanço na educação, que só mostrou e reforçou que educação é um privilégio para quem tem dinheiro?

X. As cotas deveriam deixar de existir?
Pelos primeiros anos desde a implementação da Lei de Cotas, as universidades possuem maioria de pardos e de negros como estudantes. Mais do que nunca, as medidas protetivas e inclusivas de bolsas, de descontos de matrículas e de moradias se tornam mais necessárias pela mudança do perfil sócio-econômico dos alunos. Todavia podemos já começar a pensar no fim da Lei de Cotas? É apenas com a maioria em alguns anos que uma ação afirmativa pode deixar de existir?

XI. A internet ajudou o trabalhador ou tornou sua jornada de trabalho interminável?
No passado, se você saísse do seu trabalho, só poderiam te encontrar se fossem até sua casa ou ligassem para você, salvo se você atendesse ou não pedisse para que quem atendeu respondessem que não estava. As redes sociais e o celular facilitaram a comunicação para que seja a qualquer momento e em qualquer lugar. Isso impede de se fazer uma fronteira da comunicação. Como você pode dizer ao seu chefe que você verá algo amanhã no trabalho se ele possui seu celular a todo momento? Isso afeta até relacionamentos sociais no sentido que as pessoas pensam que você ignora uma pessoa propositalmente por não responder ela de última hora, tornando a internet e as redes sociais como algo muito mais importante do que a vida real.

XII. Leitura: entre o tempo do hábito e a desigualdade econômica
Ler pode ser dado como uma das atividades mais debatidas de todos os tempos. Podemos ir desde o processo de alfabetização, a facilidade de encontrar livros, o acesso à bibliotecas e até o hábito da leitura no dia a dia. Mas isso cai também por um outro problema, na sociedade capitalista, tempo é dinheiro – o tempo que você gasta lendo é um tempo que você não está ganhando dinheiro. Mesmo que você baixe um arquivo PDF na internet, você ainda paga pela internet, você ainda paga pela eletricidade, não há como escapar de que você paga para poder ler. Há como separar o hábito da leitura e o dinheiro que precisamos investir?
Menção honrosa – Exercício: entre o tempo da prática e a desigualdade econômica

Categorias
Redação UEA UEA 2019 acesso 2020

Tema de redação da UEA Macro de 2019 – Lista suja do trabalho escravo: entre a proteção aos trabalhadores afetados e o direito de defesa das empresas

Texto 1

O Ministério da Economia divulgou a atualização do cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores
a condições análogas à escravidão, conhecido como lista suja do trabalho escravo. A lista denuncia pela prática do crime
187 empregadores, entre empresas e pessoas físicas. No total, 2375 trabalhadores foram submetidos a condições análogas
à escravidão. A maioria dos casos está relacionada a trabalhos praticados em fazendas, obras de construção civil, oficinas de
costura, garimpo e mineração.

A legislação brasileira atual classifica como trabalho análogo à escravidão toda atividade forçada desenvolvida sob con-
dições degradantes ou em jornadas exaustivas. Também é passível de denúncia qualquer caso em que o funcionário seja

vigiado constantemente, de forma ostensiva, por seu patrão. Outra forma de escravidão contemporânea reconhecida no Brasil
é a servidão por dívida, que ocorre quando o funcionário tem seu deslocamento restrito pelo empregador sob alegação de que
deve liquidar determinada quantia de dinheiro.
(Bruno Bocchini. “Atualização da lista suja do trabalho escravo tem 187 empregadores”. https://agenciabrasil.ebc.com.br, 03.04.2019. Adaptado.)

Texto 2

A lista de empregadores flagrados utilizando trabalho análogo ao escravo no Brasil é considerada pela ONU um modelo
de combate à escravidão contemporânea em todo o mundo.

A partir da chamada “lista suja”, empresas e bancos públicos que assinaram o Pacto Nacional pela Erradicação do Traba-
lho Escravo podem negar crédito, empréstimos e contratos a empresários que usam trabalho análogo ao escravo. “A lista é

simplesmente um instrumento de transparência da ação do Estado, que tem a obrigação de fiscalizar e garantir direitos traba-
lhistas”, afirma Mércia Silva, do Instituto Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Inpacto).

“A lista suja combate o trabalho escravo, mas, mais do que isso, é um instrumento de gerenciamento de risco para a ati-
vidade econômica brasileira, porque ninguém quer se associar a empresas que usam trabalho análogo à escravidão”, disse o

cientista político Leonardo Sakamoto. “Não é uma questão de ‘bondade’ do mercado. A empresa que foi flagrada com trabalho
escravo pode estar sofrendo um processo grande e pode nem ter dinheiro no futuro para quitar empréstimos que venha a
tomar, se for condenada a pagar milhões. Era necessário que o mercado brasileiro tivesse um instrumento para garantir esse
controle”, afirma Sakamoto.

(Camilla Costa. “Para que serve a ‘lista suja’ do trabalho escravo?”. www.bbc.com, 06.04.2015. Adaptado.)

Texto 3

Para o presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Distrito Federal, Pedro Foltran, a função da lista suja do trabalho
escravo é intimidar empresas. As empresas afirmam que são incluídas na lista depois de um suposto flagrante autuado pelos
fiscais do governo e alegam que não têm a oportunidade de se manifestar no processo, o que viola seu direito à ampla defesa.
(“‘Lista do trabalho escravo’ serve para intimidar, diz presidente do TRT-10”. https://conjur.com.br, 06.03.2017. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empre-
gando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

Lista suja do trabalho escravo: entre a proteção aos trabalhadores

afetados e o direito de defesa das empresas

Categorias
2024 Redação UEA UEA UEA 2024 acesso 2025

Tema de Redação da UEA de 2024 – “Crianças e adolescentes devem ser proibidos de acessar redes sociais?”

A UEA 2025, do ano de 2024, teve como tema de redação a pergunta “Crianças e adolescentes devem ser proibidos de acessar redes sociais?”. O tema seguiu a tendência das últimas duas edições da UEA em propor uma pergunta, além de ser um tema parecido com o que foi cobrado no SIS 3 da UEA de 2021.

Você pode conferir a prova da UEA de 2024, ver a imagem abaixo ou ler os textos na íntegra abaixo:

Texto 1
A interação de crianças com a internet ocorre cada vez mais cedo e de forma ampla. Cerca de um terço dos usuários da rede no mundo é de crianças e adolescentes, segundo dados da pesquisa TIC Kids on-line, produzida pelo Comitê Gestor da Internet (CGO.br). Ao todo, 95% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos acessaram a internet em 2023. Entre as crianças de 9 a 10 anos, 68% disseram ter perfis em redes sociais.
“Importante destacar as oportunidades de aprendizado e entretenimento e acesso a direitos fundamentais dessa presença de crianças e adolescentes no ambiente digital, mas também os riscos de exploração, exposição e acesso a conteúdos inapropriados”, diz Maria Mello, coordenadora do Programa Criança e Consumo do Instituto Alana, entidade de histórica atuação nos direitos da infância.
(Pedro Rafael Vilela. https://agenciabrasil.ebc.com.br, 14.03.2024. Adaptado.)

Texto 2
O governador da Flórida, nos Estados Unidos, Ron DeSantis, sancionou um projeto de lei que limita o acesso de menores de 16 anos a redes sociais. A norma entrará em vigor em 1o de janeiro de 2025. A partir do ano que vem, crianças com menos de 14 anos estarão proibidas de acessar as plataformas de redes sociais, e adolescentes entre 14 e 15 anos podem ter acesso, desde que obtenham consentimento dos pais, uma medida que, segundo seus apoiadores, protegerá esses jovens e crianças dos riscos on-line à saúde mental.
Apoiadores afirmam que a lei conterá os efeitos prejudiciais das redes sociais sobre o bem-estar das crianças que usam essas plataformas excessivamente e que, como resultado, podem sofrer de ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental.
(https://g1.globo.com, 26.03.2024. Adaptado.)

Texto 3

(www.instagram.com, 26.07.2018.)

Texto 4
Proibir o uso das redes sociais não é a solução e achar que elas vão deixar de existir é ilusão. Uma das correntes positivas encontradas nas redes é o aprendizado. Hoje, já é possível encontrar diversos perfis para se aprender temas diversos que vão desde cozinhar até falar outro idioma. A própria plataforma do TikTok já disponibiliza uma seção “Aprender” com conteúdos mais educativos. Além do acesso ao conhecimento, as redes sociais também ampliaram as interações sociais. Conhecer novas pessoas com interesses em comum, por exemplo, faz com que as redes sociais promovam aspectos de socialização e de comunicação. Isso acontece com mais intensidade durante a adolescência, já que essa é uma fase em que há a inclusão social do indivíduo em grupos.
(Carolina Delboni. www.estadao.com.br, 14.08.2023. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Crianças e adolescentes devem ser proibidos de acessar redes sociais?

Categorias
2024 Redação UEA Redação UEA SIS 2 UEA UEA SIS 2 2024

Tema de Redação da UEA SIS 2 de 2024 – “Mães solo no mercado de trabalho: uma realidade possível?”

O tema de redação da UEA SIS 2 de 2024 foi “Mães solo no mercado de trabalho: uma realidade possível?”. Como primeiro contato de redação do sistema seriado, os alunos precisavam discutir dos entraves, dificuldades e sobrecarga de mães que cuidam sozinhas das crianças e como empresas não facilitam a absorção dessas trabalhadoras e a falta de políticas públicas faz o problema persistir.

Para ajudar o aluno, foram apresentados 4 textos motivadores, você pode conferir a imagem abaixo da prova, conferir o link do documento da prova da UEA SIS 2 2024 ou ver os textos na íntegra abaixo:

Texto 1


(A Mãe Solo. www.facebook.com)

Texto 2
O número de mães solo, aquelas que cuidam sozinhas de seus filhos, aumentou 17,8% na última década, passando de 9,6 milhões em 2012 para 11,3 milhões em 2022. Esta situação gera ainda mais dificuldades para o ingresso dessas mulheres no mercado de trabalho. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O estudo indica que a maior parte dessas mães, pouco mais de 70%, vive apenas com seus filhos, é formada por mulheres negras, com baixa escolaridade, e está no Norte e Nordeste do país.
Janaína Feijó, responsável pelo estudo, resume a dificuldade enfrentada por essas mães: “essa mãe praticamente não tem com quem contar, não tem uma rede de apoio e não conta também com o pai da criança, o que faz com que a sobrecarga da maternidade recaia muito mais forte sobre a mãe nestas condições”.
(Carolina Pessoa Mulatinho. “Mães solo têm mais dificuldade de entrar no mercado de trabalho”. https://agenciabrasil.ebc.com.br, 14.05.2023.)

Texto 3
A falta de oportunidades de empregos que possibilitem às mães solo condições adequadas para cuidar dos filhos, como creches, flexibilidade de horários, opção de trabalho remoto, e a ineficácia de políticas públicas1 podem ser entraves determinantes para que elas consigam conciliar ou não maternidade e trabalho para garantir o sustento de suas famílias.
A professora de filosofia Joelma de Paulo traz sua perspectiva sobre o tema: “A maternidade dificulta o acesso da mãe ao mercado de trabalho exatamente por não existirem políticas públicas. A mãe solo que não tem rede de apoio dificilmente vai poder retornar ao mercado de trabalho. O único projeto que conheço para ajudar as mães solo é a creche em período integral”.
(Andréa Alves. “Mães solo enfrentam desafios no mercado de trabalho”. https://portalluneta.com.br, 05.02.2024. Adaptado.)
1 políticas públicas são ações e programas desenvolvidos pelo Estado para garantir e colocar em prática direitos previstos na Constituição Federal e em outras leis.

Texto 4
Para entender a alta proporção de mães solo com baixo nível educacional, é necessário analisar em que fase da vida elas se tornaram mães pela primeira vez. Como a maternidade requer uma dedicação quase que exclusiva das mães nos primeiros anos da infância da criança, torna-se muito difícil conciliar com outras atividades e responsabilidades.
Quando a maternidade acontece durante a fase escolar (antes dos 24 anos), pode desencadear uma série de desdobramentos na vida profissional e pessoal da mulher, que, a longo prazo, pode ser irreversível. A interrupção dos estudos é uma delas.
A falta de capacitação faz com que seja cada vez mais difícil essa mãe ser absorvida pelo mercado de trabalho e compromete seus salários potenciais futuros. Mesmo quando a criança atinge a idade de frequentar a escola e essa mãe pode ir em busca de emprego, ainda assim a mãe solo
enfrenta dificuldades.
(Janaína Feijó. “Mães solo no mercado de trabalho”. https://blogdoibre.fgv.br, 12.05.2023. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto expositivo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Mães solo no mercado de trabalho: uma realidade possível?

Categorias
2021 Redação UEA Redação UEA SIS 3 UEA

Tema de Redação da UEA SIS 3 de 2021 – “Uso de redes sociais por crianças: proibir ou permitir?”

O tema de redação da UEA SIS 3 no ano de 2021 teve a pergunta “Uso de redes sociais por crianças: proibir ou permitir?”. Os textos motivadores ajudavam você a conseguir decidir pelo lado da permissão ou da proibição.

Confira a seguir os textos motivadores na íntegra

Texto 1

Para evitar riscos da exposição de crianças nas redes sociais, o Instagram decidiu seguir com mais rigor seus termos de
uso da rede social, que indicam que a idade mínima para ter acesso ao serviço é de 13 anos. Em março de 2019, por exemplo,
um garoto de apenas 8 anos criou uma conta e, meses depois, a rede social decidiu notificá-lo da impossibilidade de seguir
utilizando-a.
Essa notificação levantou um debate sobre os riscos da exposição das crianças na internet e sobre a responsabilidade das
empresas de redes sociais de zelar pela segurança desses usuários, como explica o psicólogo clínico Vítor Friary, para quem
é preciso restringir o uso para crianças. Segundo ele, “Temos que avaliar a idade para usar as redes sociais, pois a criança
não tem preparo emocional e habilidades socioemocionais para agir de forma responsável diante de alguns problemas com os
quais ela venha se deparar durante esse acesso”.
O menino Gabriel César, de 12 anos, tem Instagram e gosta de acompanhar as novidades da rede. “Nele, posso ver tudo
que meus amigos postam, material da escola, ver os stories e também compartilhar novidades”, conta. Mas a mãe de Gabriel
não deixa o filho ter acesso livre à rede. A psicóloga e psicopedagoga Dulce Maria Morais coloca a sua posição quanto a esse
debate: “Não vejo como errado criança menor de 13 anos ter rede social, em função da necessidade, em nosso mundo, de se

aprender a usar as tecnologias virtuais. O que considero imprudente por parte dos responsáveis é a criança, sem monitora-
mento, ter rede social”.

(Aline Lourenço. “Crianças de até 13 anos terão Instagram deletado; entenda o motivo”. www.em.com.br, 20.09.2019. Adaptado.)

Texto 2

Embora a maioria das plataformas estabeleça a idade mínima de 13 anos para a criação de um perfil, cerca de 20 milhões
de crianças e adolescentes de 9 a 17 anos eram usuários de internet e ativos em redes sociais em 2018, segundo a pesquisa
TIC Kids Online Brasil.
A pesquisa ainda apontou que o uso de redes sociais por esse público está associado a uma série de benefícios. As redes

sociais ajudam os jovens a terem acesso à informação, construírem suas identidades, aprenderem sobre o mundo, se expres-
sarem e se relacionarem. As crianças estão desenvolvendo uma identidade virtual ao escolherem o que e como compartilhar, o

que consumir e quem seguir. Elas têm a chance de produzir conteúdo, aprimorar sua capacidade criativa e propor discussões
sobre os temas que as cercam.
Contudo, ao usarem as redes sociais, as crianças também estão sujeitas ao cyberbullying, que é a violência praticada
contra alguém via internet, e a situações de superexposição. Renata Guarido, mestre em psicologia e educação, pondera:
“qualquer episódio preconceituoso ou de insulto recebido pelas redes vai demandar da criança uma condição de lidar consigo
mesma e com esses ataques muito superior aos recursos psicológicos que ela tem, não apenas pela idade, mas porque a
exposição na internet é muito grande”.

(Mayara Penina. “Eu, criança virtual”. https://lunetas.com.br, 26.06.2020. Adaptado.)
Texto 3

Quanto mais exposição nas redes sociais, maior a quantidade de mensagens negativas com críticas, mas também men-
sagens positivas, elogios e bajulações. Essas últimas eram as maiores preocupações da mãe de três filhos Fernanda Rocha

Kanner, 38 anos, de São Paulo. Para proteger a futura saúde mental de sua filha Nina, ela resolveu apagar as redes sociais
da menina de 14 anos. Mas a decisão não passou despercebida, afinal, Nina tinha quase 2 milhões de seguidores. Fernanda
explica as razões de tomar essa decisão: “Não acho saudável nem para um adulto e muito menos para uma menina basear
referências de autoconhecimento em opiniões virtuais. Isso é ilusão. Eu não quero que a Nina cresça acreditando que é esse
personagem virtual”.

(Sabrina Ongaratto. “Mãe apaga redes sociais da filha de 14 anos com quase 2 milhões de seguidores:
‘Proteger a futura saúde mental’”. https://revistacrescer.globo.com, 20.07.2021. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empre-
gando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

Uso das redes sociais por crianças: proibir ou permitir?

Categorias
Redação UEA

Tema de Redação da UEA de 2023 – “É possível viver a democracia em um país tão desigual como o Brasil?”

O tema de redação da UEA 2024 foi “É possível viver a democracia em um país tão desigual como o Brasil?”. A prova, realizada em 2023, que garante o acesso à universidade em 2024, teve o tema com uma pergunta, semelhante ao tema do ano anterior (“O ativismo digital pode mudar positivamente a sociedade brasileira?”). Você pode conferir os textos motivadores a seguir:

Texto I
Democracia: sistema ou regime que se baseia na ideia
da soberania popular e na distribuição equilibrada do poder, e que se caracteriza pelo direito ao voto, pela divisão dos poderes e pelo controle dos meios de decisão e execução.
No Brasil, afora dois períodos em que não foi exercida com sistema de representação direta (1937-1945, 1964-1985), a partir da independência, consolidou-se como princípio e como realidade, conforme o artigo 1o
da Constituição de 1988: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
(www.aulete.com.br. Adaptado.)

Texto II
A crise da democracia contemporânea é um dos principais temas sobre o qual tem se debruçado a teoria política nas primeiras décadas do século 21. Em entrevista concedida à Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV – Fiocruz), a cientista política Céli Pinto, professora emérita da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), afirma que o Brasil, um país rico mas com grande desigualdade social, dificilmente vai ter uma
democracia robusta, pois, para isso, precisa de alguma igualdade. Segundo a pesquisadora, o que se vê com o neoliberalismo é justamente o oposto: “existe uma relação bastante grande entre diminuição da democracia, inclusive dos valores democráticos, com aumento da desigualdade social, porque nesse caso teria mais possibilidade de ascensão de um líder carismático e populista, na defesa de que a democracia é
um sistema que não atende aos interesses das pessoas. As
grandes desigualdades sociais são muito propícias a regimes antidemocráticos. Em contrapartida, quanto mais igualdade social, maior é a possibilidade de haver democracia”, defende a professora.
(Redação – EPSJV/Fiocruz. “Uma democracia robusta precisa de alguma igualdade social”. www.epsjv.fiocruz.br, 29.09.2022. Adaptado.)

Texto III