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Tema de Redação da UEA SIS 3 de 2021 – “Uso de redes sociais por crianças: proibir ou permitir?”

O tema de redação da UEA SIS 3 no ano de 2021 teve a pergunta “Uso de redes sociais por crianças: proibir ou permitir?”. Os textos motivadores ajudavam você a conseguir decidir pelo lado da permissão ou da proibição.

Confira a seguir os textos motivadores na íntegra

Texto 1

Para evitar riscos da exposição de crianças nas redes sociais, o Instagram decidiu seguir com mais rigor seus termos de
uso da rede social, que indicam que a idade mínima para ter acesso ao serviço é de 13 anos. Em março de 2019, por exemplo,
um garoto de apenas 8 anos criou uma conta e, meses depois, a rede social decidiu notificá-lo da impossibilidade de seguir
utilizando-a.
Essa notificação levantou um debate sobre os riscos da exposição das crianças na internet e sobre a responsabilidade das
empresas de redes sociais de zelar pela segurança desses usuários, como explica o psicólogo clínico Vítor Friary, para quem
é preciso restringir o uso para crianças. Segundo ele, “Temos que avaliar a idade para usar as redes sociais, pois a criança
não tem preparo emocional e habilidades socioemocionais para agir de forma responsável diante de alguns problemas com os
quais ela venha se deparar durante esse acesso”.
O menino Gabriel César, de 12 anos, tem Instagram e gosta de acompanhar as novidades da rede. “Nele, posso ver tudo
que meus amigos postam, material da escola, ver os stories e também compartilhar novidades”, conta. Mas a mãe de Gabriel
não deixa o filho ter acesso livre à rede. A psicóloga e psicopedagoga Dulce Maria Morais coloca a sua posição quanto a esse
debate: “Não vejo como errado criança menor de 13 anos ter rede social, em função da necessidade, em nosso mundo, de se

aprender a usar as tecnologias virtuais. O que considero imprudente por parte dos responsáveis é a criança, sem monitora-
mento, ter rede social”.

(Aline Lourenço. “Crianças de até 13 anos terão Instagram deletado; entenda o motivo”. www.em.com.br, 20.09.2019. Adaptado.)

Texto 2

Embora a maioria das plataformas estabeleça a idade mínima de 13 anos para a criação de um perfil, cerca de 20 milhões
de crianças e adolescentes de 9 a 17 anos eram usuários de internet e ativos em redes sociais em 2018, segundo a pesquisa
TIC Kids Online Brasil.
A pesquisa ainda apontou que o uso de redes sociais por esse público está associado a uma série de benefícios. As redes

sociais ajudam os jovens a terem acesso à informação, construírem suas identidades, aprenderem sobre o mundo, se expres-
sarem e se relacionarem. As crianças estão desenvolvendo uma identidade virtual ao escolherem o que e como compartilhar, o

que consumir e quem seguir. Elas têm a chance de produzir conteúdo, aprimorar sua capacidade criativa e propor discussões
sobre os temas que as cercam.
Contudo, ao usarem as redes sociais, as crianças também estão sujeitas ao cyberbullying, que é a violência praticada
contra alguém via internet, e a situações de superexposição. Renata Guarido, mestre em psicologia e educação, pondera:
“qualquer episódio preconceituoso ou de insulto recebido pelas redes vai demandar da criança uma condição de lidar consigo
mesma e com esses ataques muito superior aos recursos psicológicos que ela tem, não apenas pela idade, mas porque a
exposição na internet é muito grande”.

(Mayara Penina. “Eu, criança virtual”. https://lunetas.com.br, 26.06.2020. Adaptado.)
Texto 3

Quanto mais exposição nas redes sociais, maior a quantidade de mensagens negativas com críticas, mas também men-
sagens positivas, elogios e bajulações. Essas últimas eram as maiores preocupações da mãe de três filhos Fernanda Rocha

Kanner, 38 anos, de São Paulo. Para proteger a futura saúde mental de sua filha Nina, ela resolveu apagar as redes sociais
da menina de 14 anos. Mas a decisão não passou despercebida, afinal, Nina tinha quase 2 milhões de seguidores. Fernanda
explica as razões de tomar essa decisão: “Não acho saudável nem para um adulto e muito menos para uma menina basear
referências de autoconhecimento em opiniões virtuais. Isso é ilusão. Eu não quero que a Nina cresça acreditando que é esse
personagem virtual”.

(Sabrina Ongaratto. “Mãe apaga redes sociais da filha de 14 anos com quase 2 milhões de seguidores:
‘Proteger a futura saúde mental’”. https://revistacrescer.globo.com, 20.07.2021. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empre-
gando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

Uso das redes sociais por crianças: proibir ou permitir?

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2020 Redação UEA UEA 2020 acesso 2021

Tema de Redação da UEA de 2020 – Censurar imagens de pessoas fora do padrão estético é uma forma adequada de combater o cyberbullying?

Texto 1
Cyberbullying é o bullying realizado por meio das tecnologias digitais. Pode ocorrer nas mídias sociais, plataformas de
mensagens, plataformas de jogos e celulares. É o comportamento repetido, com intuito de assustar, enfurecer ou envergonhar
aqueles que são vítimas. Quando o bullying ocorre on-line, pode parecer que o indivíduo está sendo atacado por todos os
lados, inclusive dentro da sua própria casa. Parece que não há como escapar.
(“Cyberbullying: o que é e como pará-lo”. www.unicef.org. Adaptado.)
Texto 2
Débora se sentia linda em certa noite. Ela estava em uma confraternização com a família, quando fez uma selfie com o
celular. A jovem, na época com 15 anos, compartilhou a fotografia em seu perfil no Facebook. O registro, feito em um momento
de alegria, tornou-se um dos maiores traumas de sua vida.
Após publicar a selfie na rede social, a jovem notou que desconhecidos estavam compartilhando a fotografia. Ela descobriu que havia se tornado meme — como são chamadas as imagens de humor replicadas exaustivamente em redes sociais
— em razão de sua aparência. Enquanto a selfie arrancava risadas daqueles que compartilhavam a imagem, Débora chorava
em seu quarto na periferia da zona sul de São Paulo (SP).
A repercussão da imagem fez com que a garota evitasse sair de casa para não ser reconhecida. “Eu me sentia muito feia,
muito humilhada e inferior a outras meninas. Nos comentários sobre os memes com a minha foto, falavam muito sobre a minha
aparência e isso me chateava”, conta Débora, atualmente com 22 anos. Na época, ela abandonou a escola, deixou de sair
de casa e chegou a tentar o suicídio.
Por meio de nota, o Facebook informou que bullying e assédio violam os padrões da comunidade da rede social. No comunicado, a empresa solicita que as pessoas denunciem conteúdos que acharem que não deveriam estar na plataforma. Débora,
porém, afirma que desde 2012 tem denunciado todos os memes com sua selfie, mas as imagens nunca foram excluídas.
O Facebook declarou, em comunicado, que a rede social tem atuado cada vez mais para coibir os casos de bullying. Em
2018, lançou uma ferramenta de revisão de fotos, vídeos ou postagens, por meio da qual é possível pedir que determinada
denúncia, caso não tenha tido os resultados esperados, seja reavaliada.
(Vinícius Lemos. “‘Virei meme e minha vida se tornou um pesadelo’: brasileira abandonou a escola e tentou se matar após piadas”.
www.bbc.com, 19.07.2020. Adaptado.)
Texto 3
O TikTok orientou seus moderadores a censurar vídeos nos quais aparecessem pessoas consideradas fora do padrão
estético. Estas instruções foram encontradas em documentos internos aos quais o The Intercept teve acesso.
Segundo esse veículo, as normas instruíam os funcionários do aplicativo a observar, nos vídeos, se as pessoas apresentavam algum tipo de “forma corporal anormal”, como aparência facial feia, muitas rugas no rosto ou ainda sorrisos tortos.
Outras partes do corpo também eram observadas, pois nos documentos há menção a barrar pessoas com barriga de cerveja.
A presença dessas características era o suficiente para que os tiktokkers ficassem de fora da indicação algorítmica, perdendo audiência.
Ao The Intercept, um porta-voz da ByteDance, empresa proprietária do aplicativo de vídeos curtos, disse que a maior parte
das diretrizes obtidas pelo veículo não estão mais em uso ou, em alguns casos, nunca foram utilizadas, além de afirmar que
elas foram criadas com o objetivo de combater o cyberbullying.
(André Luiz Dias Gonçalves. “TikTok é acusado de censurar vídeos de usuários ‘feios e pobres’”.
www.tecmundo.com.br, 16.03.2020. Adaptado.)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Censurar imagens de pessoas fora do padrão estético
é uma forma adequada de combater o cyberbullying?

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2024 Redação UEA Redação UEA SIS 2 Redação UEA SIS 3 Vestibulares 2024

UEA 2024 Acesso 2025 – Macro, SIS 2 e SIS 3 – Redação – Sugestão de Roteiro de Estudos

banco de provas da UEA – https://lazuedu.com/banco-de-provas/ banco de provas da UEA SIS – https://onestudy.com.br/provas-anteriores-sis-3-uea/

Redação UEA Abril = como escrever uma introdução com e sem repertório, quais são os elementos de um parágrafo de introdução, como usar as palavras do tema, como fazer a conexão do repertório com a realidade do tema e criar teses a partir dos textos motivadores (Sugestão de tema para praticar: UEA SIS 3 de 2019 – A Indenização é a melhor forma de combater o abandono afetivo?)

Maio = como escrever um parágrafo de desenvolvimento com repertório dos textos motivadores, entendendo como fazer o tópico frasal, explicação e justificação (Sugestão de tema para praticar: UEA SIS 2 de 2020 – As ações de amparo social podem diminuir a invisibilidade das pessoas em situação de rua?)

Junho = como escrever uma conclusão, conectando os repertórios com a discussão, justificando e explicando (Sugestão de tema para praticar: UEA SIS 2 de 2022 – Jogos eletrônicos: entre os perigos do vício e os benefícios cognitivos)

Julho = Férias

Agosto = Como lidar com temas de “sim” e “não” (Sugestão de tema para praticar: UEA de 2020 – Censurar Imagens de Pessoas Fora do Padrão Estético É Uma Forma Adequada de Combater o Cyberbullying?)

Setembro = Como lidar com temas de “entre” (Sugestão de tema para praticar: UEA de 2021 – Floresta Amazônica: Entre os Benefícios do Agronegócio e os Malefícios do Desmatamento)

Outubro = Escrever os últimos temas de redação da UEA, da UEA SIS 2 ou da UEA SIS 3 (totalizando 3 temas / 1 redação a cada 2 semanas (total de 15 redações em 30 semanas)

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Redação UEA

Tema de Redação da UEA SIS 3 de 2023 – “Racismo no futebol: é necessário punir também os clubes ou só os torcedores criminosos?”

O tema de redação da UEA SIS 3 de 2023 foi “Racismo no futebol: é necessário punir também os clubes ou só os torcedores criminosos?”.
O SIS é uma outra forma de ingresso para a UEA que conta com um vestibular em três etapas, acompanhando cada ano do ensino médio.

Você pode conferir os textos motivadores a seguir:

Texto 1

(Marília Marz. https://fotografia.folha.uol.com.br)

Texto 2


Segundo o professor Luiz Herculano de Sousa Guilherme, coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), o racismo “é um conjunto de ideias, pensamentos e ações que parte do pressuposto da existência de raças superiores e inferiores. Consiste em uma atitude depreciativa e discriminatória em relação a
um grupo social ou étnico”.


(Blog do IFSC. “Entendendo o racismo”. www.ifsc.edu.br, 24.11.2021. Adaptado.)


Texto 3


A repercussão dos ataques racistas direcionados ao atacante Vinicius Júnior, do Real Madrid, no duelo com o Valência pelo Campeonato Espanhol em 21 de maio de 2023, mostra que este não é um fato isolado. Em outro jogo, torcedores do Atlético de Madrid fizeram um boneco do mesmo atacante sendo enforcado, em referência a práticas supremacistas brancas. Nos últimos anos, foram vários os casos de racismo contra atletas brasileiros no futebol europeu. Em 2022, uma banana foi
atirada no campo após um gol de Richarlison em um jogo do Brasil contra a Tunísia, em Paris.
O racismo no esporte mais popular do mundo, porém, não se limita à Europa. No Brasil, a prática avança de maneira preocupante. Segundo levantamento do Observatório da Discriminação Racial do Futebol, foram registrados 90 casos de
ofensas raciais em 2022, contra 64 em 2021. Um aumento de 40%.


(Lincoln Chaves. “Ofensas a Vinicius Jr. fazem parte de histórico de racismo no futebol”. https://agenciabrasil.ebc.com.br, 24.05.2023. Adaptado.)

Texto 4

Os códigos disciplinares do futebol definem que clubes e federações podem ser penalizados por atos discriminatórios cometidos por torcedores. Ainda é uma polêmica definir quem deve ser punido (judicial e esportivamente): apenas a pessoa que cometeu o ato, caso seja identificada; ou se o clube a que ela pertença também deve responder pelo crime.
O código disciplinar brasileiro prevê, além de multa que pode chegar a R$ 100 mil, a perda de pontos no campeonato em que a manifestação ocorreu. Há, porém, um detalhe no texto do artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) que trata da perda de pontos: diz ele que a punição ocorrerá se a “infração prevista neste artigo for praticada simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade de prática desportiva”. Por isso que, em caso de torcedor isolado cometendo ato discriminatório, a punição mais provável seja a multa. A Justiça desportiva também tem absolvido clubes que identificaram as pessoas que realizaram os crimes.

(Marcel Rizzo. “Racismo: leis esportivas preveem punições a clubes por atos de torcedores”. www.uol.com.br, 18.07.2022. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:


Racismo no futebol: é necessário punir também os clubes ou só os torcedores criminosos?

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Redação UEA Redação UEA SIS 2

Tema de Redação da UEA SIS 2 de 2023 – “Zoológicos: preservação ou desrespeito aos animais?”

O tema de redação da UEA sis 2 de 2023 foi “Zoológicos: preservação ou desrespeito aos animais?”.

Você pode conferir os textos motivadores no link do PDF ou a seguir:

Texto 1

Texto 2
Os zoológicos são uma oportunidade única de observar e aprender sobre os animais selvagens, e isso sempre gerou um fascínio importante no ser humano. Por se tratar de locais de lazer, podem informar o público com a composição de ambientes atraentes e divertidos. Entretanto, um bom zoológico é responsável não só por informar. mas também por educar e conscientizar o público sobre a importância de proteger a biodiversidade
À medida que a sociedade se conscientizou sobre o bem-estar animal e a conservação da diversidade biológica, passou a não gostar de manter animais selvagens em cativeiro apenas para o entretenimento. Isso significa que, cada vez mais, os zoológicos são obrigados a justificar o cativeiro, alem do entretenimento do público, não se limitando a abrigar animais selvagem, mas sendo ativos na preservação da biodiversidade mundial.
(Érica Terrón Gonzáles. “Zoológicos como aliados da biodiversidade”. http://meusanimais.com.br , 21.12.2022. Adaptado)

Texto 3
Juntos, zoológicos e aquários no Brasil atraem cerca de 20 milhões de visitantes por ano. Pesquisadores que defendem a manutenção de zoológicos acreditam que essas instituições ajudam a conscientizar a população sobre a importância de preservar a biodiversidade, auxiliando inclusive na conservação de animais ameaçados, pois muitos zoológicos têm programas específicos para promover a reprodução e manutenção de espécies em extinção. Além disso, a receita gerada com ingressos de visitantes financia também atividades de conservação, pesquisa e educação.
(Patrícia Figueiredo. “Em defesa de espécies ameaçadas, ativistas dão argumentos a favor e contra os zoológicos.”. https:// g1.globo.com , 26.02.2019. Adaptado.)

Texto 4
Em julho de 2022, a organização não governamental (ONG) “Os Animais Importam” protocolou uma ação civil pública contra a visitação noturna disponibilizada pelo Zoológico de São Paulo. A requerente alega que permitir a circulação do público durante a noite impede os animais de descansarem. “A visitação durante o dia já causa
por si só estresse aos animais lá mantidos, mais ainda em período noturno, momento que deveria ser destinado ao repouso e sossego desses animais”
assegura a ONG.
O Zoológico de São Paulo afirma que atua com base em evidências e diretrizes internacionais de conservação: “todo cuidado animal do Zoológico de São Paulo é baseado em metodologia científica, realizado a monitorado por uma grande e multidisciplinar equipe com especialização no manejo e cuidado de animais selvagens, além de educadores focados em ações de educação visando à preservação da biodiversidade”.
Leandro Ferro, presidente da ONG, criticou a existência de zoológicos. “Esses pobres animais são usados como ativos turísticos e de diversão. A ciência já provou que os animais podem sentir emoções, sofrer e criar laços de forma até mais
complexa que os seres humanos. Nos zoos, eles estão mais para uma coleção de arte em um museu vivo” garante Ferro.
Não é a primeira vez que a entidade entra com uma ação contra o Zoológico de São Paulo. Em 2021, o tema do requerimento foi a transferência do orangotango Sansão para um santuário, local sem fins lucrativos onde animais são reabilitados. O animal está isolado em seu recinto no zoológico de aproximadamente 30 metros quadrados há mais de três anos.
(Bruno Lucca. “ONG entra com ação contra visitação noturna no Zoológico de SP”. www.folha.uol.com.br, 28.07.2022. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos escreva um texto expositivo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
ZOOLÓGICOS: PRESERVAÇÃO OU DESRESPEITO AOS ANIMAIS?


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Redação UEA

Tema de Redação da UEA de 2023 – “É possível viver a democracia em um país tão desigual como o Brasil?”

O tema de redação da UEA 2024 foi “É possível viver a democracia em um país tão desigual como o Brasil?”. A prova, realizada em 2023, que garante o acesso à universidade em 2024, teve o tema com uma pergunta, semelhante ao tema do ano anterior (“O ativismo digital pode mudar positivamente a sociedade brasileira?”). Você pode conferir os textos motivadores a seguir:

Texto I
Democracia: sistema ou regime que se baseia na ideia
da soberania popular e na distribuição equilibrada do poder, e que se caracteriza pelo direito ao voto, pela divisão dos poderes e pelo controle dos meios de decisão e execução.
No Brasil, afora dois períodos em que não foi exercida com sistema de representação direta (1937-1945, 1964-1985), a partir da independência, consolidou-se como princípio e como realidade, conforme o artigo 1o
da Constituição de 1988: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
(www.aulete.com.br. Adaptado.)

Texto II
A crise da democracia contemporânea é um dos principais temas sobre o qual tem se debruçado a teoria política nas primeiras décadas do século 21. Em entrevista concedida à Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV – Fiocruz), a cientista política Céli Pinto, professora emérita da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), afirma que o Brasil, um país rico mas com grande desigualdade social, dificilmente vai ter uma
democracia robusta, pois, para isso, precisa de alguma igualdade. Segundo a pesquisadora, o que se vê com o neoliberalismo é justamente o oposto: “existe uma relação bastante grande entre diminuição da democracia, inclusive dos valores democráticos, com aumento da desigualdade social, porque nesse caso teria mais possibilidade de ascensão de um líder carismático e populista, na defesa de que a democracia é
um sistema que não atende aos interesses das pessoas. As
grandes desigualdades sociais são muito propícias a regimes antidemocráticos. Em contrapartida, quanto mais igualdade social, maior é a possibilidade de haver democracia”, defende a professora.
(Redação – EPSJV/Fiocruz. “Uma democracia robusta precisa de alguma igualdade social”. www.epsjv.fiocruz.br, 29.09.2022. Adaptado.)

Texto III

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Tema de Redação da UEA de 2021 – “Floresta Amazônica: Entre os Benefícios do Agronegócio e os Malefícios do Desmatamento”

O tema de redação da UEA de 2021 foi “Floresta Amazônica: entre os benefícios do agronegócio e os malefícios do desmatamento”. A seguir, você pode acompanhar os textos motivadores do tema da UEA 2022, realizada no ano de 2021. Você pode conferir os textos motivadores neste link ou vê-los na íntegra abaixo.

Texto 1

O agronegócio (1) surpreendeu em 2020. O setor teve um crescimento de 24,31% no número de contratações em relação a 2019 e bateu recorde com cerca de 62 mil novos empregos com carteira assinada, em um ano em que a taxa de desemprego chegou a 14,1%, segundo o IBGE. A área com maior número de contratações foi a da agricultura, seguida pela de criação de gado e de aves.
Para a professora Elaine Toldo Pazello, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da Universidade de São Paulo (USP), a razão desse aumento no número de contratações foi a alta nas exportações de grãos em 2020, “explicadas pela desvalorização da nossa moeda e valorização do dólar”.
De acordo com Borges Matias, professor de Administração Financeira, aposentado pela FEA-RP, o crescimento do setor tem sido grande, gerando não só empregos, mas também a criação de novas tecnologias e mais especializações na área. A previsão para 2021 é positiva, diz o professor, e pode transformar o Brasil no maior exportador de grãos do mundo nos próximos dois anos.

(Léia Coelho. “Agronegócio surpreende e bate recorde no número de contratações em 2020”. https://jornal.usp.br, 25.03.2021. Adaptado.) (1) agronegócio: todas as atividades econômicas que se relacionam com a produção e a comercialização de produtos derivados da agricultura e da pecuária.

Texto 2

Cinco estados brasileiros enfrentam o que já é considerada a pior seca em 91 anos. O déficit de chuvas atual já é considerado severo, segundo o Sistema Nacional de Meteorologia (SNM), que representa o comitê de órgãos do governo federal. O alerta emitido vale para os estados que se localizam na bacia do Rio Paraná: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. Mas por que tem chovido menos?
De acordo com o cientista Paulo Artaxo, doutor em física atmosférica pela Universidade de São Paulo (USP) e estudioso da Amazônia há 37 anos, “estamos em uma trajetória que está colocando em xeque a economia brasileira. A economia quase que exclusivamente baseada em carne e soja pode não ser mais viável em 10 anos. Qual é o futuro do Brasil que queremos? O futuro como exportadores de carne e soja está comprometido”, afirma.
O desmatamento da Amazônia é uma das causas para chover menos na região central do Brasil. Uma das provas disso aconteceu em agosto de 2019, quando uma chuva preta caiu na capital paulista e o dia “virou noite”. Na época, a fumaça proveniente de queimadas na região amazônica, dos estados do Acre e Rondônia e da Bolívia, chegou a São Paulo pela ação dos ventos, o que causou a chuva preta e a escuridão na capital.
Esses ventos que muitas vezes trazem chuva para São Paulo vêm da região equatorial do Oceano Atlântico e são chamados de ventos alísios. Eles trazem a umidade do oceano no sentido leste a oeste e, chegando na Amazônia, essa umidade se precipita em forma de chuva. Essa chuva hidrata o solo e é absorvida pelas raízes mais profundas das grandes árvores, que são essenciais nesse processo. As árvores drenam a umidade e, por meio da transpiração, devolvem a umidade para o ar, de forma que o ciclo de umidade e chuva vai se repetindo levado pelos ventos, de acordo com Pedro Luiz Cortês, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP. “A soja ou a pastagem, por exemplo, não têm raízes profundas e não conseguem desempenhar o mesmo papel. Com a intensificação do desmatamento, a floresta corre o risco de entrar em um ciclo em que perde a capacidade de manutenção da umidade atmosférica e esse processo pode tornar-se irreversível”, explica.
Mesmo que a floresta seja restaurada, demoram-se anos para que as árvores criem raízes profundas para desempenhar o mesmo papel das que vêm sendo devastadas. Uma plantação de soja não desempenha o mesmo papel da floresta nativa.

(Bárbara Muniz Vieira. “Entenda por que está chovendo menos no Brasil e se há risco de nova crise hídrica em SP”. https://g1.globo.com, 14.06.2021. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

Floresta Amazônica: entre os benefícios do agronegócio e os malefícios do desmatamento

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UEA 2024 – Sugestões de temas de redação para estudar

Visando ajudar os alunos com a redação da UEA no ano de 2023 para a UEA edição 2024, tanto Macro quanto SIS, fiz uma coletânea de 3 eixos temáticos com 9 temas. Obviamente, quero deixar claro que acho muito mais valioso saber como argumentar é muito melhor do que saber de um tema de antemão.

Veja os eixos temáticos e os temas:

  • 1. Eixo de educação

– O aumento do analfabetismo na sociedade brasileira: entre a culpa do Estado e da sociedade

Texto para leitura:

Em 8 de setembro comemora-se o Dia Mundial da Alfabetização. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), com o objetivo de ressaltar a importância da alfabetização para o desenvolvimento social e econômico mundial. 

Alfabetizar todos os brasileiros desde o início de sua trajetória escolar é um dos maiores desafios político-educacionais do Brasil. Por essa razão, o Governo Federal criou, em janeiro de 2019, a Secretaria de Alfabetização (Sealf), do Ministério da Educação, e instituiu, em abril do mesmo ano, por meio do Decreto nº 9.765, de 11 de abril de 2019, a Política Nacional de Alfabetização (PNA). 

As ações realizadas pela Secretaria de Alfabetização do Ministério da Educação, em atendimento à PNA, focam na participação de docentes, famílias, escolas, redes de ensino e do poder público, visando à elevação da qualidade da alfabetização e ao combate do analfabetismo em todo o território brasileiro.

Sabendo que a aprendizagem da linguagem oral, da leitura e da escrita começa em casa, na convivência entre pais e filhos e seguindo as diretrizes da PNA, o Ministério da Educação, por meio da Sealf, lançou o programa Conta pra Mim, que tem como objetivo a ampla promoção da Literacia Familiar. (Fonte: Site do Governo Federal, 08/09/2022)

– Negros são maioria em universidades: as cotas devem deixar de existir?

“É a primeira vez que temos mais pretos e pardos nas universidades públicas do que brancos. Isso mostra um acerto da política de cotas, mas ainda há avanços que precisam ser conquistados“, avaliou o pesquisador Cláudio Crespo, do IBGE.
No mercado de trabalho, no entanto, 64,1% dos desempregados eram negros ou pardos em 2018, e 66,1% eram subutilizados (trabalhavam menos horas do que gostariam). Além disso, somente 29,8% dos negros ou pardos ocupavam cargos gerenciais, e dos 10% mais pobres do país, 75,2% eram negros ou pardos. O levantamento também apontou que os índices de violência aumentaram em 2017 para negros e pardos. Negros e pardos também são sub-representados no Parlamento brasileiro, de acordo com a pesquisa do IBGE. Apesar de representarem 55,9% da população brasileira, o Congresso tinha apenas 24,4% de negros ou pardos em 2018. “Esse é um espaço importante para tomada de decisões, de poder, e, nesse espaço, pretos e pardos estão sub-representados. Quanto maior a esfera de poder, menor a representação“, disse Crespo. “O que pode impulsionar uma campanha é a capacidade de financiamento, e quando se desagrega as campanhas se vê que aqueles candidatos que tiveram ao menos 1 milhão (de reais) de recursos para para a campanha, aí se tem menos pretos e pardos”. (Fonte: Site da UOL Economia, 13/11/2019)

– Desempregados com diplomas: entre o sucateamento do ensino superior e a especialização do trabalho

A culpa não é só da crise econômica, que levou o desemprego a 11,8% no terceiro trimestre deste ano, segundo o IBGE, mas do perfil dos recém-formados. Eles se concentram em poucas áreas e, quando buscam uma vaga, percebem que não há tanto espaço para as mesmas funções.
Os números de 2014, os mais recentes disponíveis, mostram que 80% dos formandos estudavam em seis ramos: comércio e administração; formação de professor e ciências da educação; saúde; direito; engenharia e computação. Ao olhar o que faziam os trabalhadores com ensino superior, o professor notou que os cargos não existiam na mesma proporção dos diplomas.
Para a professora Elisabete Adami, da Administração da PUC-SP, esse objetivo está ligado à ideia de que o diploma basta para ganhar mais. (Fonte: Site da BBC, 4/11/2016)

  • 2. Eixo de saúde

– O movimento antivacina é passageiro?

A história do movimento antivacina, de fato, é anterior ao desenvolvimento dos primeiros imunizantes e está associada a epidemias de varíola. Nos tempos antigos, a simples visão de pacientes com varíola causava medo e pânico. Era uma doença perigosa.
Vários líderes religiosos acreditavam que a varíola era uma punição de Deus e não deveria ser tratada. Alguns médicos se opuseram ao conceito de vacinação de Jenner. Foi nessa época que o movimento antivacinação começou a surgir, opondo-se aos Jennerites – seguidores do médico. As partes em conflito publicaram panfletos e tentaram usar jornais e tirinhas para ridicularizar seus oponentes.
No Brasil, o medo e a desinformação sobre a imunização, além de questões políticas, foram os combustíveis para a chamada Revolta da Vacina, entre 10 e 16 de novembro de 1904.
Em 1995, Andrew Wakefield, professor e consultor em gastroenterologia em uma escola de medicina em Londres, publicou um artigo na principal revista médica The Lancet, dizendo que a vacina contra o sarampo poderia causar a doença de Crohn (inflamação dos intestinos). Pesquisadores criticaram sua metodologia e descobriram que nem o sarampo nem a vacina contra o sarampo causaram a doença. Em janeiro de 2010, o Conselho Médico Geral do Reino Unido considerou Wakefield culpado de desonestidade e irresponsabilidade e de realizar procedimentos de que seus pacientes não precisavam (por exemplo, o médico realizou uma colonoscopia em crianças que os colegas julgaram desnecessária). (Fonte: Site da BBC, 15/01/2022)

– Uso de protetor solar: entre a ascensão de uma geração informada e os efeitos da falta de hábito da antiga geração

O sol pode ter um efeito muito negativo na pele, pois tem o potencial de danificar nossas células, o que pode levar a alguns tipos de câncer. Para minimizar os impactos dos raios ultravioleta (UV), existem os protetores e bloqueadores solares, além de roupas com ação antirradiação. Expor ao sol constantemente uma área desprotegida pode causar danos irreversíveis à pele. Uma imagem publicada no Journal of The European Academy of Dermatology and Venereology mostrou uma diferença gritante entre uma região que recebeu filtros solares por 40 anos e outra que não estava protegida.
A foto mostra o rosto e o pescoço de uma mulher de 92 anos que supostamente usou hidratante com proteção UV no rosto, mas não no pescoço. O resultado é uma diferença marcante nos danos visíveis dos raios UV.
“Embora seja improvável que possamos (ou mesmo devamos) tentar derrotar o envelhecimento humano por várias razões, os modificadores do envelhecimento ainda serão capazes de mudar tanto o tempo de saúde (o tempo em que vivemos sem doenças) quanto o tempo de vida”, disse Posch em um comunicado. “Tais avanços serão realizados por uma redução significativa de doenças relacionadas à idade, incluindo a prevenção de câncer. Por quê? Porque há uma sobreposição substancial entre as características do câncer e as características do envelhecimento. Assim, abordar as mudanças biológicas do envelhecimento também abordará os pré-requisitos da cancerogênese”. (Fonte: Site Contilnet notícias, 03/09/2022)

– Aumento de cirurgias plásticas em jovens no Brasil: entre a pressão social e a responsabilidade parental
O Brasil é líder mundial no ranking de cirurgias plásticas em jovens. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), dos quase 1,5 milhão de procedimentos estéticos feitos em 2016, 97 mil (6,6%) foram realizados em pessoas com até 18 anos de idade. Entre as justificativas para o quadro está a insatisfação com a própria imagem e, segundo o psicólogo Michel da Matta Simões, pesquisador da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, boa parte é motivada por demandas sociais “que exigem dessas pessoas mais do que elas podem ou se sentem capazes de oferecer”.
Para o psicólogo, as redes sociais desempenham um papel importante nesse processo de insatisfação, seja pelo alcance “que elas proporcionam quanto pelas possibilidades que elas oferecem”. Simões acredita que o universo virtual, ao veicular a ideia de corpo e estilo de vida perfeitos como algo real e concreto, cria padrões e ideais de beleza que são inatingíveis. “Todo esse mecanismo dificulta a integração daquilo que se tem a oferecer e torna os recursos pessoais de cada um insuficientes, porque, aquilo que é natural é imperfeito e, portanto, diferente daquilo que se posta e compartilha.”
O professor diz que os procedimentos cirúrgicos com fins estéticos são recomendados para jovens a partir dos 18 anos, quando possuem mais autonomia e maturidade para tomarem decisões. Mas, casos em que pessoas estão suscetíveis ao sofrimento do bullying escolar, além de “uma redução drástica de autoestima e qualidade de vida”, devem ser analisados separadamente. “Se a gente pensar que a definição de saúde pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é o estado de bem-estar físico, social, mental e psicológico, a cirurgia plástica nesses casos vai trazer uma melhora para a qualidade de vida do paciente, logo para a saúde”, analisa Coltro. (Fonte: Site da Universidade de São Paulo-USP, 11/01/2021)

  • 3. Eixo do ambiente digital

– Analfabetismo digital: descaso da sociedade ou manipulação proposital?

Nos países emergentes, a educação online requer acesso a redes de informação, além da formação daqueles que irão conceber e aplicar competências ao modelo educacional online. Ou seja, além de aplicar as novas tecnologias à educação, devem ser desenhados novos cenários educativos onde os alunos possam aprender a movimentar-se e a intervir no novo espaço virtual. Esta não é uma conquista casual. É um erro presumir que as novas gerações alcançarão interações e competições virtuais de forma intuitiva. Na realidade, essas são habilidades que devem ser trabalhadas, caso contrário sofrerão paralisia ou atraso educacional. Contudo, as perspectivas podem ser difíceis em países que nem sequer eliminaram o analfabetismo.
O Estado deve ser o meio para fornecer políticas eficazes para erradicar o analfabetismo e, ao mesmo tempo, alcançar o acesso universal à educação através do uso de novas tecnologias de informação, sem diferenciar se existem programas online ou online. modelos presenciais. (Fonte: Site do MSN, 04/10/2023)

– Golpes na internet: o Governo é negligente em proteger a população?
Normalmente, não é uma tarefa simples atacar e fraudar dados em um servidor de uma instituição bancária ou comercial e, por este motivo, golpistas vêm concentrando esforços na exploração de fragilidades dos usuários. Utilizando técnicas de engenharia social e por diferentes meios e discursos, os golpistas procuram enganar e persuadir as potenciais vítimas a fornecerem informações sensíveis ou a realizarem ações, como executar códigos maliciosos e acessar páginas falsas. (Fonte: Site do Governo Federal, 21/12/2020)

– Nichos na internet: entre a aceitação social e o distanciamento da realidade

De acordo com o fundador da Grupos Internet S.A., Leandro Costa Schmitz, observa-se que cerca de 60% dos usuários são estudantes e que há grande número dos chamados grupos de apoio, em que pessoas se solidarizam e trocam informações e experiências sobre temas como doenças no trabalho, câncer, amamentação.
Há também grupos que se caracterizam pela condição fisiológica em comum. Um exemplo é o jornalista recém-formado Jean Schutz, cego, que percebendo a demora com que informações chegavam para pessoas com deficiências visuais, criou o grupo de discussões cegos@grupos.com.br. O grupo funciona há dois anos e possui 142 integrantes, que utilizam programas para adaptar o computador às suas necessidades especiais. Segundo Schutz, as discussões acontecem sobre os temas mais variados, com participantes de vários estados brasileiros, além de estrangeiros de Portugal e Argentina. O contato, diz ele, não se restringe somente à lista de discussão, e algumas vezes acontecem conversas por telefone.
Azevedo cita como algumas das vantagens dos fóruns de discussão: no plano objetivo, o apoio técnico dos outros membros na resolução de problemas específicos, constituindo uma rede de contatos que podem se tornar fornecedores ou solicitantes de serviços; e no plano subjetivo, o sentimento de pertencimento a um grupo e o reconhecimento de competências do indivíduo por outras pessoas do grupo. Mas há também desvantagens. A primeira delas é o excesso de mensagens que chegam na caixa de correio eletrônico, se a lista não dispor de servidor web que concentre as mensagens postadas. A segunda é a dispersão de um tema e a dificuldade de acompanhar uma discussão quando a lista possui muitos membros. (Site: Jornal da Tribuna, 17/08/2005)

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2022 Redação UEA Vestibulares 2022

Tema de Redação da UEA SIS 3 de 2022 – Por que a produtividade tóxica está cada vez mais presente na sociedade atual?

O tema da UEA SIS 3 de 2022 foi “Por que a produtividade tóxica está cada vez mais presente na sociedade atual?”.

O SIS (Sistema de Ingresso Seriado) é uma outra modalidade que visa chamar o interesse de alunos do ensino médio residentes do estado. A UEA (Universidade do Estado do Amazonas) possui esta modalidade por triênios.

Você pode conferir os textos motivadores a seguir ou pode vê-los também pelo PDF no link.

Confira.

Texto 1

A ordem é produzir, de manhã, tarde ou noite, não pode
parar. Chamada de mito da produtividade, ou produtividade tóxica, essa ideia associa o nosso valor exclusivamente àquilo que entregamos, seja no trabalho, em casa ou nos estudos — o tempo não pode ser desperdiçado. Apesar de ser comum, especialistas dizem que esse raciocínio não é nada saudável e afirmam a importância do descanso mental, de um momento sem fazer nada, apenas deixando os pensa-
mentos passarem.

“A pessoa acha que, quanto mais ela produzir, mais reco-
nhecida será, que mais conquistas alcançará. Ela sente que precisa estar ativa o tempo todo; quanto menos folga tiver no dia, melhor o seu desempenho; quanto mais tarefas concluir no dia, melhor. Essas são algumas características que com põem esse mito”, exemplifica a psicóloga clínica Marilene Kehdi.

No entanto, muitas vezes o “não fazer nada” é fazer
alguma coisa. Relaxar faz bem para o corpo e para a mente. O problema é que, por mais que isso pareça algo simples, é difícil de ser aplicado. Quando estamos em casa, de folga, por exemplo, queremos nos entreter, assistir a uma série, ler um livro, fazer uma caminhada, ou seja, devemos sempre estar fazendo alguma coisa ou ficamos com a impressão de que estamos desperdiçando o tempo. “É preciso ter o momento de trabalhar, de descansar e de lazer. Quando o tempo não é dividido assim, pode-se chegar ao esgotamento emocional, à fadiga. Pode-se começar a desenvolver transtornos mentais e doenças físicas”, alerta a psicóloga.

(Bruna Alves. “Você não precisa produzir o tempo todo; reconheça a produtividade tóxica”. www.uol.com.br, 12.04.2021. Adaptado.)

Texto 2

O filósofo Bertrand Russell escreveu, em “Elogio ao Ócio”, que, se os homens e mulheres não estivessem tão cansados, não aproveitariam o tempo livre com diversões “monótonas” e passivas e, talvez, teriam mais oportunidades para dedicar-se a alguma atividade de interesse público. Mesmo que a nossa relação com o trabalho tenha passado por transformações desde que Russell escreveu seu livro, o homem do século 21 ainda tem dificuldade para usar os momentos ociosos e decidir o que fazer com eles.

Na sociedade atual, tempo livre virou sinônimo de tempo que ainda não foi preenchido por alguma atividade produtiva. O ócio, o prazer de fazer absolutamente nada, foi totalmente engolido pela rotina agitada do dia a dia. Ter pavor de férias e considerar-se inútil ao “estar à toa” são sentimentos cada vez mais comuns. Ieda Rhoden, doutora em ócio e potencial humano e professora da Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos), trabalha com o conceito de “enfermidade do tempo” ao falar desses sintomas. “É quando a pessoa tem dificuldade em lidar com o tempo livre. Se a agenda está cheia e alguém desmarca um compromisso, em vez de aproveitar para fazer algo de interesse pessoal, ela preenche a hora com alguma coisa formalmente ligada à ocupação, algo considerado socialmente produtivo”, exemplifica a professora.

A sociedade cobra e espera que todos sejam seres alta-
mente produtivos, dentro de um conceito capitalista. As pessoas avaliam as outras pela produtividade que demonstram e, consequentemente, essa expectativa gera uma cobrança individual de corresponder e se encaixar nesse padrão.
(“Não tenha medo do ócio”. www.gazetadopovo.com.br, 28.03.2016. Adaptado.)

Texto 3

A produtividade tóxica afeta mais uns do que outros.
Principalmente, destaca-se nas pessoas ambiciosas, mas
também nas que têm baixa autoestima. Elisa Sánchez,
psicóloga do trabalho no Colégio de Psicologia de Madri, diz: “as pessoas com alto nível de exigência sentem que não são suficientes apesar do que fazem. Sempre precisam da opinião externa e do reconhecimento para se sentirem validadas. Para elas o medo é relevante. Por isso, trabalham mais e quanto mais os outros verem, melhor. Assim, têm a sensação de que controlam o tempo e suas vidas”.

(Noelia Núñez. “Pandemia provoca produtividade tóxica: como identificá-la e se libertar dela”. https://brasil.elpais.com, 02.08.2021. Adaptado.)

Texto 4

(Raphael Salimena. “Produtividade do lazer”. https://reddit.com, 2020.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre
o tema:

Por que a produtividade tóxica está cada vez mais presente na sociedade atual?

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Redação UEA

Tema de Redação da UEA SIS 2 de 2022 – Jogos eletrônicos: entre os perigos do vício e os benefícios cognitivos

O tema da UEA SIS 2 de 2022 foi “Jogos eletrônicos: entre os perigos do vício e os benefícios cognitivos”.

O SIS (Sistema de Ingresso Seriado) é uma modalidade da UEA (Universidade do Estado do Amazonas) que beneficia moradores do estado do Amazonas e quem está cursando desde o primeiro ano do ensino médio e já tem interesse em estudar na UEA.

Você pode ver os textos motivadores a seguir ou vê-los também no arquivo em PDF no link.

Confira.

Texto 1

No dia 18 de junho de 2022, o gaming disorder (transtorno dos jogos eletrônicos, em português) entrou oficialmente no rol de doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se, segundo a OMS, de um padrão de comportamento que prejudica a capacidade de controlar a prática dos games, de modo a priorizá-los em detrimento de outras atividades e interesses. A expectativa dos especialistas é que o reconhecimento do vício em games como um distúrbio mental resulte em medidas relevantes de prevenção e tratamento.

Assim como em casos de dependência química ou de vício em jogos não eletrônicos, o gaming disorder provoca uma sensação de perda de liberdade, já que a pessoa não joga porque quer, mas porque se sente na obrigação de fazê-lo. Dentro do universo virtual, há ainda outro complicador: o envolvimento de pessoas mais jovens, que têm uma capacidade crítica menor e acabam trocando a vida social pela on-line com naturalidade. “Tenho atendido jovens que não aceitam que têm um problema, que não veem mal em ficar jogando por horas”, afirma o Dr. Aderbal Vieira Junior, psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Dependências do Comportamento da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

O Dr. Adriano Segal, psiquiatra do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, aponta a obesidade, a inatividade física e problemas posturais como prejuízos frequentes para a saúde do jogador compulsivo. “As consequências mais graves, no entanto, até pela facilidade de acesso aos jogos atualmente, se refletem na ausência de vida afetiva, social e até profissional”, reforça.

(Paulo Sérgio Fernandes. “OMS classifica vício em jogos eletrônicos como doença”. www.hospitaloswaldocruz.org.br. Adaptado.)

Texto 2

Os videogames podem ser um grande aliado para quem tem dificuldade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, ignorar as distrações do dia a dia e priorizar sua lista de afazeres. Pesquisas recentes sugerem que jogos eletrônicos podem tornar a mente mais afiada, reforçar a memória, melhorar o foco, as habilidades espaciais e até mesmo a visão. Ou seja, talvez a prática não seja tão “perda de tempo” como alguns imaginam.
“Fiquei muito surpresa ao descobrir que videogames têm efeitos positivos no cérebro e no nosso comportamento”, diz a neurocientista cognitiva Daphné Bavelier, cuja pesquisa usou eletrodos presos ao couro cabeludo de jogadores para entender o que acontece no cérebro enquanto se joga videogame.
Os games de ação — aqueles que envolvem tomar decisões rápidas, navegar em diferentes ambientes e encontrar alvos visuais — parecem oferecer os benefícios cognitivos mais significativos. “Jogos de tiro em primeira e terceira pessoa realmente reforçam o quão bem o jogador presta atenção. Eles também melhoram a capacidade de enxergar ou escutar e revelam, ainda, uma melhora acentuada na cognição espacial, na memória e na capacidade multitarefa”, afirma Bavelier. O que acontece é que, ao jogar esses games, o cérebro está sendo treinado.

Em relação à visão, um estudo recente revelou que jogar 50 horas de games de ação por nove semanas — um pouco menos de 1 hora por dia — melhora a sensibilidade ao contraste. Em outras palavras, há um aumento da capacidade de distinguir entre tons de cinza, o que é útil quando se está dirigindo à noite ou em outras situações de baixa visibilidade.

No entanto, para obter tais benefícios, os jogos não precisam ser necessariamente violentos. Em um estudo, participantes foram convidados a jogar um game que envolvia resolver enigmas e coletar moedas como recompensa. Eles jogaram 30 minutos por dia durante 3 meses. Ao final do estudo, o hipocampo, a parte do cérebro que é vital para a memória, havia sido aprimorado.

(Michael Mosley. “O inesperado impacto positivo dos videogames na visão e na atenção”. www.bbc.com, 05.02.2022. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto expositivo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

Jogos eletrônicos: entre os perigos do vício e os benefícios cognitivos