Categorias
"A Visão das Plantas" Djaimilia Pereira de Almeida FUVEST FUVEST 2026 FUVEST 2027 FUVEST 2028 FUVEST 2029

“A Visão das Plantas” de Djaimilia Pereira de Almeida – Resumo de cada capítulo

Capítulo 1

Acordou em casa, tudo estava ao mesmo jeito mas ao mesmo tempo não. O pó cobria tudo, algumas roupas eram comidas pelas traças. “A mobília não saudou o seu regresso. Não tinha mais ninguém na vida.”. Sentia cheiros mas não eram tão confiáveis quanto seu ouvido. “Sobrava‑lhe a casa de jantar, a pequena saleta, os dois quartitos húmidos, a cozinha de tecto escuro aberta para a despensa, os frascos, caixas de farinha de milho bichada, garrafas de aguardente e o quintal, tomado pelas silvas, as urtigas e os cardos.”. A maresia fez com o capitão o mesmo que a casa, tinha degradado com o tempo. A natureza tomou conta da casa, tal como o mofo. Teve até medo da luz que entrava e do espírito da casa sair e o capitão fechou de novo tudo, respirando o pó. A casa tinha também cicatrizes, mesmo sem ter matado alguém. Ali, o capitão achou lugar para descansar o coração, mesmo que não merecesse.

Capítulo 2 Livrou-se da mobília velha e inutilizável, manteve uma mesa e duas cadeiras que usava para escrever. Mantinha-se sempre um silêncio, apreciava aquilo tudo. Queimou roupa velha e coisas que não usaria mais, despediu-se sem aplauso. Dormia na cama que a mãe se foi, sem sentir falta, sem ela saber dela. “Contava com a monotonia saborosa dos seus hábitos de capitão velho, retornado à casa de família desagravado para morrer em descanso.”

Capítulo 3 Ao poucos ia morrendo, achou consolo naquele pouco de jardim que ia arrumando e que a vida proliferava. O jardim se penetrava por tudo, remover tudo que ali havia de memória humana. Ele ia com calma, com as mãos, ora parando para fumar, ora sentindo o vento do mar de tarde. Tinha vezes que dormia, mas ia sempre mondando, limpando.

Capítulo 4 Temia endoidecer com o passar do tempo. Ia limpando, tinha já queimado vilas, feito a natureza se apavorar, mas ali continuava a mesmice. A natureza fazia o favor de lembrar que, no final, restariam apenas os cadáveres e a memória da morte, e assim ela conspira para que os homens adormeçam. Celestino, o nome do capitão, ia todo dia fazer algo novo, fosse em mar ou na casa. Pela mesmidão, a natureza achava um meio de se reconsolidar e ele ia perdendo a luta contra o tempo, queria pará-lo. Talvez fosse assim com Deus, “traz os resistentes à solta, prontos a rasteirar os felizes, no fundo do beco, para se desforrar do tédio.”.

Capítulo 5 Celestino plantou de tudo, de flores a árvores frutíferas e fazia o adubo. Chegou a ter exertos que pedia ou ganhava e tinha cactos que sabia a quantidade de espinhos. Tinha até uma caveira de conchas no bambuza que crescia bem. Padre Alfredo o visitou, indo dar sermão mas foi intoxicado pelos cheiros das flores e aquele sol a pino. Ia tirando conclusões daquele homem que cuidava tão bem das plantas. Gostava da mãe dele, era importante que nada o faltasse.

Capítulo 6 Costumava sair nas manhãs nubladas, de barba longa, sobretudo preto, cara de poucos amigos aos adultos e sorriso para crianças. “Tinha pelas crianças a simpatia de um admirador de obras perfeitas.”. As mulheres rezavam, os homens riam das histórias inventadas, as crianças morriam de curiosidade. Os cachorros nem visitavam a frente pois Celestino os espantava, até construiu um espantalho com cortinas esgarçadas e as pessoas inventaram histórias de rituais. Mas isso afastava os adultos, as crianças eram curiosas, três procuravam ver como ele era, mas viam um jardim florido, bem cuidado, e “um pires com três cubos de marmelada e três fatias de queijo curado.”.

Capítulo 7 Os boatos iam ao Padre, Celestino visitava a igreja, sem nunca se ajoelhar, sentava como se aquilo fosse sua forma de o assim fazer e se acalmar. Padre comentava que a casa tinha ouvidos a ele, sem que ele se quer dissesse algo.

Capítulo 8 Mas os boatos mais pareciam pelo passado do capitão do que a atualidade dita de um homem que dançava com o Diabo e falava línguas. Não conseguiu dele palavras ou até sua vida como uma pessoa com as mãos encharcadas de sangue e de rum, mas de um homem com ideias desconexas e talvez senil que não completa ideias, com as mãos cheirando adubo e terra. Ele se foi. “A loucura é o mais santo dos remédios. Ao contrário do que se dizia na vila e lhe assegurava a língua‑de‑trapos do sacristão, a casa não fora ocupada por um facínora, mas por um homem atrapalhado com os preparativos do seu enterro.”.

Capítulo 9 A narração abre aspas para a fala do Capitão, chamando as crianças como se falasse sendo Jesus Cristo, contando da história de sua vida ali na aldeia. Nasceu e não conhecia o pai, sabia que era Capitão, Nuno, delirava achando que caminhava em casa e o som do mar distante inquietava-o. Sonhava em ser dono da casa, de seu medo e da aldeia. Entre a narração, há um devaneio de se a história e a mentira valesse a pena se ele inventava, podendo ser possível analisar de ele inventar as histórias ou as plantas dali. Os pequenos suplicavam com os olhos para continuar. Foi ser capitão e a mãe deu a casaca e o cordão de ouro. Foi para a África, passou fome, febre, e foi apanhado por holandeses. Cuidaram dele, matou-os no sono e deixou a menina holandesa amarrada em um tronco de árvore lançada para a sorte. Foi assim sangue frio sempre e foi isso que o fez viver. Matou animais, queimou vilas e dormia tranquilo sem remorso.

Capítulo 10 As crianças comiam as amores, pedindo por mais, mais sangue. Conta como cuida das plantas, faz o café, cumprimenta e cuida de cada flor por pétala. Sonha e dorme pensando nelas. As crianças iam enjoando das amoras e o vento soprava as palavras de Celestino. A vizinha pensava que ia matar as crianças, o marido ria.

Capítulo 11 Os rumores a respeito do capitão pioravam depois da conversa com o Padre Alfredo. Dois anos se passaram e ele fazia parte do folclore da vila. As mães tapavam os olhos das crianças quando passavam por ali e as avós ameaçavam levar os netos para serem decapitados se não comessem tudo ou se comportassem mal. As crianças viam aquele velho grande mexendo nas flores. “Para pirata, era chato. Se calhar, disfarçava. Quem dera a Raul ter um roseiral bonito como aquele. Celestino deixou de querer saber se o espreitavam, se não lhe falavam. O espantalho fizera o seu trabalho.”. A casa de sementes vendia de má vontade e acusava de montar um altar para Judas Escariotes. Mas o mar chegava com gente nova e gente nova ia embora, por mar ou por terra, e foram logo deixando ele. Ele ia ficando cego e andando com dificuldade. Mas o que puxava todos do folclore eram as flores na primavera, quase como uma luxúria, uma tentação para pecar. De tarde, o capitão ia espreitar se o pires de guloseimas estava vazio. Sempre assim o encontrava.

Capítulo 12 Algumas frases soltas são citadas, misturando passado e presente do capitão, envolvendo cheiros, ratos, pessoas, conhecidas e ainda não citadas na história, além de, claro, falar das flores.

Capítulo 13 Celestino já não dava conta das trepadeiras e algumas plantas mais altas, planejou salgar a terra com a ajuda de ou Manuel ou Bentes. “de frente, a casa velha tinha rosinhas atrás das orelhas, de costas, era melaço e varejeiras.”.

Capítulo 14 Outra sequência de frases soltas, falando das rotas do capitão pelas Índias, os ratos, em uma previsão de que Celestino perdia noção da realidade e ia enlouquecendo.

Capítulo 15 Em uma noite que a vizinha o vigiava, um vento bateu e Celestino sentia que ia morrer. Mas a Natureza não o tomou, era livre para aquela casa que achou e criou com suas plantas.

Capítulo 16 “As plantas viam o jardineiro como as plantas vêem. Não se sentiam agradecidas. Tratavam o seu regador à semelhança da chuva que caía sobre elas nas noites de Outono. Florescerem não era o seu meio de meterem conversa com o jardineiro, mas uma forma de acentuarem a sua indiferença à declaração de amor que ele cultivava a cada hora. Tanto lhes fazia serem cuidadas por um assassino, se eram sujas as mãos que as amparavam ou o que viera antes do amor que ele lhes dedicava.”. As plantas não faziam diferença para ele, tal qual Celestino não via diferença na vida do motim dos escravos que matou jogando cal no porão. As plantas continuariam, perceberiam a mudança como um chapéu usado moldou-se a uma cabeça e foi jogado fora.

Capítulo 17 A vila ficava a mudar aos poucos, mas Celestino não veria a mudança ao século XX. Imaginava e passeava na vila que se indiferenciava por ele, não era ódio e nem repulsa, mas o tempo passou e era um fantasma que não assustava. O padre era quem o via com frequência, dizendo que não era tarde, mas quando que “tarde” começava? Tinha nada a dizer aos ouvidos de Jesus. Quem o esperava era a casa, o mar tinha findado.

Capítulo 18 Novas frases soltas, que se misturam entre descrições e alucinações, lembrou da holandesa de oito anos, em Júlio e Saraiva, da infância, dos novos tempos e do mar que o tragava.

Capítulo 19 Celestino envelhecia. Talvez ali tivesse descoberto o amor, ou até mesmo a prova viva de Deus que há bem em todos, ou que não há justiça alguma no mundo que um capitão que ceifava vidas agora cultive flores lindas. Talvez até do fazer bem que viesse de quem fosse cabeça oca. Pensava de vez em quando em atirar nas costas do Padre Alfredo com nariz empinado de perfumista depois de falar do calendário da paróquia. Também as crianças cresciam em sua volta e casais se faziam. Pode ser que cada flor fosse uma vida ceifada por ele, dali surgia o amor, ao contrário do que pensavam de que plantava as flores do seu caixão. Mas uma coisa era certa – o tempo passava. As pessoas espiavam esse homem que ali ficava no jardim ou deliravam de noite que ele invadia suas casas.

Capítulo 20 Há uma descrição de Celestino avançando por uma mata virgem, com os pensamentos de que a morte o rodeava e a floresta o engoliria.

Capítulo 21 Há uma breve explicação dos pais de Celestino, o pai viu o filho nascer sem saber como criar e ainda menos que ia morrer em pai, profissão da família. A mãe trabalhava muito, fazia de tudo em roupas que a sufocavam naquele calor de Portugal. Ainda assim, há uma descrição do madeireiro vendo aquela madeira vinda do Brasil que contava uma história, de uma mata que Celestino se perderia. Ao fim, Celestino viu o sol e caiu sangrando na praia. Alguns trechos falam de pensamentos desconexos, entre festejar com negros, a noite, as estrelas e pães.

Capítulo 22 “Aprendeu a fazer queijo. Cozia a sua broa. Recuperou o alambique.”. Perdia-se no tempo e não sabia mais traçar qual tempo estava, até mesmo repetia as atividades de infância agora velho. No ribeiro, enquanto ainda estava bêbado, pensou ter ouvido vozes e pensava se estava ficando louco. Pensou ser a holandesa que prendeu no tronco, mas não achou nada e nem teve respostas.

Capítulo 23 Descreve-se as manhãs em sua casa. Sobe a fumaça do orvalho no chão, como sobe o do cigarro do capitão. Começou a vida brincando com marinheiros e acabava ela brincando com jardineiros.

Capítulo 24 Várias frases soltas de móveis, chuva e sangue de noite.

Capítulo 25 Enquanto cuidava dos potes de terra, viu um brilho. Achou que era o pingente que sua mãe tinha lhe dado, mas ele ainda o tinha. Foi tomado de um ataque de loucura e cavou sem parar, como se sua alma fosse feita para isso e sua vida disso dependesse. Cavou até cair a noite, estava todo dentro da cova e chorou. Sua pele doía mas cavava, e assim adormeceu, sem saber o que procurava ou o que tinha por ali.

Capítulo 26 Já era meio-dia e foi acordado com o sol a pino. Sentiu um galo na testa e foi dormir com os pés gelados e as ideias embaralhadas.

Capítulo 27 No dia seguinte, amanheceu mais velho, com a pança, a corcunda e a pele áspera que antes havia de um corpo esguio. Foi se ver ao espelho e se espantava. Cortou a barba longa no queixo e a deixou cair aos pés desconhecidos, como se ela não fizesse parte dele. Barbeou-se, com paciência e com calma, já que tremia e se arrependia de ver aquela pele seca. O mundo teve outro sentimento, a cara feita fazia a chuva e o vento ter outro sabor. Naquele espetáculo da natureza, o capitão teve sua última aventura em leme e “Fechou a porta e foi para dentro ver se comia alguma coisa.”.

Capítulo 28 Tinha ficado doente em uma das tantas visitas do médico. Recomendava descanso e caldo. O padre, provocando-o, perguntava se não queria confessar. Ele respondia não com a cabeça e veemente. Na época do frio, temia das plantas morrerem e ia conferir tudo apesar da doença. Talvez pelo sistema de irrigação ou algo maior, as plantas continuavam as mesmas, e essas flores e frutos mostravam piedade aquele monstro de outrora. Na época de São João, foi levado por Manuel, primo do caseiro falecido Amadeu. Mas não gostava do barulho e da gente, tentou voltar para casa, perdeu-se e machucou-se ao cair no chão. Manuel o encontrou em um beco. Implorou para ser levado para casa. “Foi a primeira e única vez na vida que implorou alguma coisa fosse a quem fosse.”. Ficava cego, a pele nunca mais ganhou cor, conhecia as flores pelo tato e pensava que as flores o respondiam pelo tato. Alguns animais o visitavam, gato e rafeiro, tipo de cachorro de guiar gado, deixava alguns ossos, os coelhos, que cavavam buracos, torcia os pescoços. Junto ao limoeiro, enterrou os cabelos das barbas, tão distantes dele quanto jamais foram. Pode ser que seria assim enterrado no jardim ou saberia voltar ao jardim pelo cheiro. “Todos os dias o jardim estava diferente. Jamais se entediava.”.

Capítulo 29 Certa vez, o padre havia lhe trazido um peixe, mas esqueceu na cozinha e ele apodreceu. O cheiro o enojou, acostumou-se com as flores.

Capítulo 30 “Raul, Pedro e Luzia ainda apareciam. Queriam ouvir histórias do corso.”. Deleitava-se com as crianças, os risos e os olhares das histórias que contava. Mostrou também suas tatuagens e cicatrizes. Mas tudo aquilo deu vazão de curiosidade para pena e nojo. Um homem que viveu tanto e degolou todos era agora escravo do jardim e vítima do tempo. Era ironia do destino que o mar tenha o deixado em terra. Não cuidou do jardim, estava escravo dele. “Mas depois de as crianças se terem ido embora, não saberia dizer quem o tinha visitado.”.

Capítulo 31 Celestino recebia visitas nortunas, principalmente de uma negra que preparava uma refeição a ele a até mesmo a de Padre Alfredo mais jovem. Estava sonâmbulo, acordava em lugares diferentes, sujo, lambuzado, cansado, machucado, sem lembrar do que fez. As pessoas não o olhavam mais e as crianças não o visitavam.

Capítulo 32 “A casa e o jardim, que começara por compor à sua imagem, estavam desleixados.”. Não completava frases que escrevia e também as atividades do jardim não eram mais as mesmas belas de antes. Sonhava de olhos abertos, misturava infância, passado e o presente de uma vez, ora cantarolando, ora navegando. A holandesa aparecia de vez em quando, dormindo perto dele como uma neta fria. Pensava na morte e o que seriam de suas plantas.

Capítulo 33 Em vez de continuar sonâmbulo, sonhava acordado, as plantas iam saindo de seu corpo, inerte, sem reação, babando com o brilho da Lua e o estado vegetal do antigo capitão.

Capítulo 34 Sem saber que era a morte, uma negra de saia e avental vinha lhe fazer companhia de dia. Cuidava dele, dava de comer, lia enquanto podava as rosas. Aos poucos, ia sendo embalado. Em uma noite, voltou do bosque, distante da morte, mais velho, mais cedo, cada vez mais distante do que já foi e piorando.

Capítulo 35 A morte ia o chamando, agia como um menino de tão indefeso, fraco e sem força ou meio de reagir. A negra ia o chamando por Capitão, talvez por ser um nominativo, ou talvez para ver se ali restava o que ele já foi, coisa que não restava mais nada além da carcaça. “Com medo dela, entregue aos seus braços, entre o sono e o delírio, derrotado. Não era hoje, ainda não. De volta, deitava‑o na cama, tapava‑o, voltava à cozinha. A morte, quando quer, tem toda a paciência do mundo.”

Capítulo 36 Celestino agora era patriarca de uma casa que vinham vivos e alucinações. Vivia com a escrava e a menina holandesa, “a velha negra por ele mandada ao Atlântico e a menina que o capitão deixara no mato de olhos vendados.”. Ia passando o tempo, ele, morimbundo, ouviu da morte de Mendes, de gatinhos nascendo, e as mulheres da casa iam e vinham. Mal sabia o que era realidade. Ele ia perdendo forma assim como o jardim. Como a morte não o engolia para a terra, aos poucos tudo perdia-se forma para virar uma coisa só. Só via a menina holandesa de olhos vendados, pois o que a vida fez, a morte não desfaz. Assim iam passando seus momentos.

Capítulo 37 Os gatinhos nasceram. Celestino os vigiava, alimentava, e pode ser que, farto do ato, a mãe desceu a ladeira e nunca mais teve com a ninhada. Os filhotes da gata tigrada também viraram gatos e também se foram.

Capítulo 38 Via o espantalho a dançar pelas ventanias. Pensava em como ele dançava sem precisar de descanso e caldo, coisa que ele precisava. Ficava entre pensamentos de ventos e lembrando dos corpos de escravos mortos no episódio da cal, assim como vendo o corpo da escrava sem vida ao mar. Ainda estava ali, pensava, cuidava dos cravos e aos poucos ia se rastejando, como se dissesse à Morte que podia vir buscá-lo.

Capítulo 39 O Capitão ia se esquecendo de andar, de falar, retornava ao estado de menino amedrontado. O jardim tomava conta dele, por meio do medo. O espantalho agora dava medo, ouvia as vozes e se apavorava dos barulhos de fora, de quem seriam, de quando. Tinha medo das plantas virem estrangular ele, como a velha preta, que não aparecia mais.

Capítulo 40 Manuel um dia veio buscar o pirata para ver o mar novamente, tirar daquele jardim que tratava as flores como filhas e parecia até que seu desejo era se tornar uma flor. Manuel quis estar perto de um pirata sério, quis fazer seu pé molhar, esboçar algo, nada. Era um velho em outro mundo, sem pensamento conectado. Manuel se decepcionou e ficou em silêncio naquele velho que respirava e tiritava com o som da maré. Levou de volta para casa, comeram dois nacos de pão e deixou-o na cama, aquele capitão que todos souberam do regresso já tinham morrido. Virou cantiga de pescador. Morreu sem que as plantas parecessem saber. O médico e o padre viram-no na cama. Cobiçou o pirata, que nas mãos que o padre tinha, faziam as plantas morrerem.

Categorias
FUVEST FUVEST 2029

FUVEST 2029 – Lista de obras de leitura obrigatória

Desde o ano de 2025, a FUVEST inova pedindo uma lista completamente composta de autoras. No ano de 2028, a maioria das obras continua sendo de mulheres, com o retorno de escritores homens na lista.

Dessa forma, a FUVEST do ano de 2028, acesso 2029, possui 3 obras novas comparadas ao ano passado. As obras que não fazem mais parte da lista são “Memórias de Martha” de Júlia Lopes de Almeida, “A paixão segundo G. H.” de Clarice Lispector, e “Balada de amor ao vento” de Paulina Chiziane.

A lista de obras de leitura obrigatória da FUVEST 2029 ficou da seguinte forma:

Você pode conferir os resumos das obras clicando no nome delas