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2024 Redação UNICAMP UNICAMP 2025

Tema de Redação da UNICAMP de 2024 – Igualdade de gênero (texto de apresentação de um PL) e apostas online com jovens (comunicado)

Os temas de redação da UNICAMP 2025, aplicada no ano de 2024, foram sobre igualdade de gênero (com a produção de um gênero textual de texto de apresentação de um projeto de lei) e apostas online com jovens (comunicado).

Confira os textos motivadores

Proposta 1

Você é integrante de um coletivo que defende a igualdade de gênero. Após ler matérias sobre a aprovação de leis que afetam diretamente as mulheres, você constatou que tais leis são elaboradas por um Parlamento majoritariamente masculino.
Então decidiu mobilizar suas/seus colegas do coletivo para articular, por meio de iniciativa popular, um Projeto de Lei (PL)
que estabeleça igualdade de gêneros nas cadeiras do Congresso Nacional. Você ficou responsável por escrever o texto de
apresentação desse PL, o qual será lido na Câmara dos Deputados. Em seu texto, você deve destacar: a) malefícios que a desigualdade de gênero no Parlamento tem gerado na sociedade brasileira; e b) argumentos que comprovam que uma representação política mais igualitária pode levar a um cenário de maior justiça social no país. Você deve, obrigatoriamente, apropriar-se
de elementos da coletânea a seguir, demonstrando leitura crítica dela na elaboração de seu próprio texto.
Glossário:
Coletivo: conjunto de pessoas reunidas em prol de um mesmo objetivo: político, social ou artístico.
Iniciativa Popular: consiste na apresentação de um Projeto de Lei à Câmara dos Deputados, assinado por, no mínimo, 1% do
eleitorado nacional, distribuído por pelo menos cinco estados, com até 0,3% dos eleitores de cada um deles.

  1. Maioria no Congresso Nacional, os parlamentares homens são os principais responsáveis por 74% dos projetos desfavoráveis
    aos direitos das mulheres. Uma em cada quatro propostas sobre gênero no Congresso prejudica as mulheres de alguma forma.
    O levantamento do “Elas no Congresso”, de 2020, feito pela revista AzMina, avaliou 331 Projetos de Lei (PL). Os temas mais
    abordados foram gênero, aborto, cotas na política e violência doméstica. A doutoranda em Ciência Política da USP, Beatriz Rodrigues Sanchez, acredita que, devido a essa formação assimétrica do Congresso, os valores e a visão dos homens prevalecem,
    dificultando a instauração de políticas afirmativas e de maior visibilidade à pauta feminina: “Os homens brancos, heterossexuais,
    empresários e ruralistas ocupam a maior parte das cadeiras no Congresso Nacional”.
    (Adaptado de OLIVEIRA, Kaynã de. “Machismo estrutural no legislativo não enxerga interesses das mulheres”. Jornal da USP, 21/05/2021.)
  1. Aprovada por unanimidade na Câmara e no Senado mexicanos, a Reforma Constitucional de 2019 definiu que a busca pela
    paridade de gênero alcançaria os três poderes e organismos públicos autônomos, como o Banco do México e o Instituto Nacional de Estatística e Geografia. O avanço entre a Reforma de 2014 – que definiu a paridade no Legislativo – e a de 2019 foi
    possível porque já havia uma paridade no Congresso no momento dessa segunda votação, e, portanto, havia um expressivo
    número de mulheres parlamentares eleitas que então pressionaram pelo equilíbrio também no Executivo e no Judiciário.
    (Adaptado de BIANCONI, Giulliana et al. “Lei de paridade de gênero no México mostra caminho para nova política”. Gênero e Número, 22/08/2022.)
  2. Está em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL 1904/24) que equipara o aborto realizado após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio simples. Caso aprovado, uma mulher vítima de estupro que interrompa a gravidez pode
    ter pena maior do que a do estuprador. A pena para homicídio simples – definido pelo Código Penal como o crime praticado
    quando se mata alguém – varia de 6 a 20 anos de prisão. Já a pena para o estupro varia de 6 a 10 anos, podendo chegar a 12
    anos se a vítima tiver entre 14 a 17 anos, destaca a advogada Flávia Pinto Ribeiro, presidente da OAB Mulher Rio de Janeiro.
    (Adaptado de SCHROEDER, Lucas; SOUZA, Renata. “Mulher vítima de estupro pode ter pena maior que estuprador em caso de aborto, segundo projeto”. CNN Brasil, Política, 13/06/2024.)
  3. A deputada Soraya Santos ressalta que a importância da presença feminina na política vai muito além de discutir temas associados a mulheres. Para a parlamentar, a participação das mulheres se faz necessária para a discussão de pautas mais abrangentes, como violência contra crianças e adolescentes, educação ou saúde. Soraya Santos chama atenção também para uma
    outra forma de violência política, aquela presente nas estruturas partidárias, que sabotam as candidaturas femininas a cargos
    eletivos. Embora a legislação obrigue os partidos a reservar no mínimo 30% das candidaturas para mulheres nas eleições para
    a Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras de vereadores, até muito recentemente, a prática mais comum,
    conforme explica a deputada, era a apresentação das chamadas candidaturas “laranja”, uma maneira de burlar a lei. Nas eleições municipais de 2016, mais de 14 mil mulheres tiveram zero voto, muitas delas sequer sabiam que o seu CPF contava para
    a chapa, exemplifica Soraya Santos.
    (Adaptado de “Bancada feminina conseguiu aprovar 43 leis desde o início da legislatura, em 2023”. Rádio Câmara, 08/03/2024.)

Proposta 2

Você é diretor/a de uma escola pública e, ao circular pelos corredores dela, no intervalo entre as aulas, notou que os/as
alunos/as do Ensino Fundamental estavam usando o celular para apostar dinheiro em um jogo de azar. Preocupado/a com a situação, você decidiu escrever um comunicado a ser enviado aos responsáveis por esses/as alunos/as, expressando as preocupações
da instituição com esse novo hábito de crianças e pré-adolescentes. Em seu texto, você: a) explica de que forma essas apostas
por celular podem prejudicar o comportamento dos alunos na escola; e b) alerta sobre os principais perigos a que crianças e
pré-adolescentes estão sujeitos ao se envolverem com as bets. Você deve, obrigatoriamente, apropriar-se de elementos da coletânea a seguir, demonstrando leitura crítica dela na elaboração de seu próprio texto.
Glossário:
Bets: o termo “bet” é a palavra em inglês para “aposta”. No contexto de jogos de azar, a palavra bets se refere a qualquer tipo
de aposta feita em eventos cujo resultado é incerto, como partidas esportivas ou jogos de cassino. A palavra tem sido amplamente adotada por diversas plataformas de apostas online. (Adaptado de LEITES, Raphael. “O que são bets?”. Estadão – E-investidor. 01/10/2024.)

  1. Um universo cheio de tigrinhos, aviõezinhos, moedas de ouro e craques do futebol. O que parece fascinante é perigoso e não
    tem poupado crianças e adolescentes, público que cresce à medida que os algoritmos das redes sociais insistem em disseminar
    propagandas de jogos de azar, apostas online e bets. Além de jogar, influenciadores com idade entre seis e 17 anos estão sendo recrutados por casas de apostas virtuais para fazer publicidade daquilo que sequer deveriam acessar, mostrou investigação
    do Instituto Alana. Atraído por jogadores e locutores famosos, o estudante L., de 13 anos, decidiu se arriscar como técnico de
    futebol e usou escondido o cartão de crédito da avó para bancar suas apostas. Chegou a gastar R$30 mil. Perdeu tudo. Ivelise
    Fortim, professora de psicologia e de tecnologia em jogos digitais da PUC-SP, explicou que “jogos de apostas são proibidos para
    crianças e menores de idade porque eles têm maior impulsividade e dificuldade de controle, sem a maturidade necessária para
    tomar decisões sobre o risco financeiro envolvido. Entre as consequências mais graves para esse público, estão a depressão e o
    suicídio.”
    (Adaptado de BITTENCOURT, Carla. “Apostas online atraem crianças e adolescentes, apesar de ilegais”. Portal Lunetas, 26/06/2024.)
  1. As bets estão em processo de regulamentação no Brasil. Atualmente, só podem funcionar as empresas de apostas autorizadas pelo governo. Os demais sites devem ser bloqueados. A advogada Monique Guzzo, das áreas de Direito Público e Regulatório, explica que, antes da lei das bets (Lei 14.790/23), as apostas de quota-fixa estavam legalmente permitidas desde 2018, mas
    não havia um sistema de controle de entrada, fiscalização ou tributação. “Isso permitia que empresas estrangeiras operassem
    no Brasil sem um retorno significativo de impostos ao governo.” Além disso, não existia um órgão específico para regulamentar
    e fiscalizar essas empresas, o que dificultava o controle sobre a prática. Com a nova lei das bets, foram introduzidos requisitos
    e diretrizes para tal regulamentação.
    (Adaptado de “Regulamentação das bets: o que pode e o que não pode? Entenda.” Portal Migalhas, 03/10/2014.)
  2. No interior de São Paulo, a enfermeira Gabriely Sabino foi finalmente encontrada, após passar uma semana desaparecida. Ela
    assumiu à imprensa ter fugido após contrair dívidas ao investir no “Jogo do Tigrinho”, uma espécie de caça-níqueis online. Em
    Alagoas, dois influenciadores digitais foram presos, suspeitos de divulgar ganhos falsos e atrair jogadores para o mesmo game
    de apostas. No Maranhão, a polícia investigou suicídios que teriam ocorrido após usuários perderem grandes quantias na plataforma. O “Jogo do Tigrinho” chama apostadores com uma forte promessa de ganhos rápidos e fáceis. Para o psiquiatra Rodrigo
    Machado, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, o ciclo vicioso causado pelo jogo precisa também ser visto
    sob uma ótica de saúde pública. “A gente fica dependente não só de substâncias químicas, mas também de comportamentos
    altamente sedutores para o cérebro, como o transtorno do jogo. No Brasil, o vício em apostas é identificado como doença pela
    Classificação Internacional de Doenças (CID-10), nas categorias mania de jogo e jogo patológico.
    (Adaptado de QUEIROZ, Gustavo. “Jogo do Tigrinho: os perigos de se viciar em games de aposta”. Brasil de Fato, 01/07/2024.)

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2024 Redação UNESP UNESP UNESP 2025

Tema de Redação da UNESP de 2024 – Medicalização da vida: a quem interessa?

O tema de redação da UNESP 2025, do ano de 2024, foi “Medicalização da vida: a quem interessa?”.
Você pode conferir a seguir os textos motivadores na íntegra.

Texto 1


(Quino. Potentes, prepotentes e impotentes, 2003.)
1 Valium: medicamento introduzido no mercado em 1963 e comumente prescrito para quadros de ansiedade. Entre 1968 e 1981, foi o medica

mais amplamente prescrito em todo o Ocidente.
Texo 2


(André Dahmer. Malvados, 2019.)
Texo 3
A ascensão da indústria farmacêutica e do saber médico como aquele que regula as práticas por meio da dicotomia
normal/anormal contribui para a formação de novos discursos acerca da medicalização. Cada vez mais presenciamos
diagnósticos precoces de doenças graves como depressão, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e
quadros de ansiedade. Por conta desse estado de fluidez e rapidez em que nossa sociedade se encontra, ocorre uma significativa redução do lugar para o sofrimento e para a tristeza, que passam a ser entendidos como fazendo parte do campo
da irregularidade e da anormalidade e, por consequência, passam a ser rapidamente medicalizados.
(Marcele Zucolotto et al. “Sofro, logo me medico: a medicalização da vida como enfrentamento do mal-estar”. Id on Line, 2019.)
Texo 4
A medicalização da vida subjetiva promovida por correntes radicais das neurociências, a partir de uma concepção dos
estados afetivos como transtornos do funcionamento cerebral por deficiência de neurotransmissores, tem contribuído para
a perda ou o empobrecimento de uma das qualidades fundamentais do psiquismo: o fato de que ele só existe como trabalho permanente de representação, de simbolização do real, de resolução de conflitos. As manifestações da subjetividade
vão sendo progressivamente estigmatizadas como estorvo à vida produtiva e aos ideais de felicidade imediata promovidos
pela cultura das sensações corporais. Consequentemente os períodos de luto, as tristezas que a vida traz, as ansiedades
e angústias passam a ser encarados como anomalias intoleráveis sobre as quais se exige rápida intervenção médica em
nome do retorno rápido a um funcionamento “normal”.
(Maria Rita Kehl. “Elogio do medo”. https://artepensamento.ims.com.br. Adaptado.)
Texo 5
A medicalização inclui, por exemplo, entender como um problema médico o luto decorrente de perdas, o sofrimento
por uma separação difícil ou a tristeza decorrente de uma perda financeira após a reforma da previdência. Esse último
exemplo retrata uma dimensão perversa da medicalização, que desconsidera fenômenos sociais promotores de sofrimento
psíquico.
(Marcelo Kimati. “Medicalização e sociedade contemporânea”. Revista Cult, abril de 2023.)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo,
empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

Medicalização da vida: a quem interessa?

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FUVEST FUVEST 2025 Redação FUVEST

Tema de Redação da FUVEST de 2024 – As relações sociais por meio da solidariedade

O tema de redação da FUVEST 2025, do ano de 2024, foi “As relações sociais por meio da solidariedade”.
Confira os texto motivadores:


Texto 1:
“Rubião, de cabeça, subscreveu logo uma quantia grossa, para obrigar os que viessem depois. Era tudo verdade. Era também
verdade que a comissão ia pôr em evidência a pessoa de Sofia, e dar-lhe um empurrão para cima. As senhoras escolhidas não
eram da roda da nossa dama, e só uma a cumprimentava; mas, por intermédio de certa viúva, que brilhara entre 1840 e 1850,
e conservava do seu tempo as saudades e o apuro, conseguira que todas entrassem naquela obra de caridade”.
Machado de Assis. Quincas Borba. Capítulo XCII.
Texto 2:
As associações de indivíduos da mesma espécie constituem inumeráveis sociedades. Assim como as relações sociais, a vida é
constituída por simbioses – associações duráveis e reciprocamente proveitosas entre seres de espécies diferentes.
Edgar Morin. Fraternidade. Para resistir à crueldade do mundo. Adaptado.
Texto 3:
“Já estávamos em Uidá havia quase duas semanas quando comecei a perceber como o Akin
era esperto e inteligente. Ele conhecia quase todos os donos das lojas, pois de vez em quando
fazia alguns trabalhos para eles, como limpar o chão, levar recados ou entregar encomendas.
Foi dele a ideia de andar comigo e com a Taiwo pelas lojas e pedir presentes em nome dos
Ibêjis [assim são chamados os gêmeos entre os povos iorubás], qualquer coisa, desde que não
fizesse falta (…). Quando voltamos para casa, foi porque não conseguíamos mais carregar
todos os presentes que ganhamos, e a minha avó novamente ficou brava, mas, no fundo, acho
que gostou. A Titilayo riu e disse que éramos mais espertos do que ela imaginava, mas que
não devíamos fazer aquilo novamente porque os tempos estavam difíceis e as pessoas
poderiam não ter o que dar. Como ninguém gostava de recusar presentes aos Ibêjis,
acabavam gastando o que não podiam ou se desfazendo do que precisavam, sem contar que
ainda tinham que economizar dinheiro para quando começasse a época das chuvas, em que
quase não havia movimento no mercado, nem o que vender ou colher, e faltava trabalho para
muita gente. Os rios e lagoas transbordavam, engolindo as terras e os caminhos e dificultando
os negócios. O Akin disse que então só pediríamos nas casas dos ricos, dos comerciantes que
vendiam gente e moravam do outro lado da cidade. O Ayodele, que tinha voltado dos campos
de algodão, avisou que não era para irmos lá de jeito nenhum, pois eles nos colocariam dentro
de um navio e nos mandariam como carneiros para o estrangeiro”.
Yhuri Cruz. Ibeji, 2022.
Museu de Arte do Rio.
Ana Maria Gonçalves. Um defeito de cor.
Texto 4:
O mundo produz alimentos mais do que suficientes para erradicar a fome. Coletivamente, não nos faltam conhecimentos nem
recursos para combater a pobreza e derrotar a fome. O que precisamos é de vontade política para criar as condições para
expandir o acesso a alimentos. À luz disso, lançamos a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e saudamos sua abordagem
inovadora para mobilizar financiamento e compartilhamento de conhecimento, a fim de apoiar a implementação de
programas de larga escala e baseados em evidências, liderados e de propriedade dos países, com o objetivo de reduzir a fome
e a pobreza em todo o mundo. Nós convidamos todos os países, organizações internacionais, bancos multilaterais de
desenvolvimento, centros de conhecimento e instituições filantrópicas a aderir à Aliança para que possamos acelerar os
esforços para erradicar a fome e a pobreza, reduzindo as desigualdades e contribuindo para revitalizar as parcerias globais
para o desenvolvimento sustentável.
Texto 5:
“Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta”.
Cazuza. O tempo não para.
Declaração de Líderes do G20. Rio de Janeiro, 2024. Brasil. Adaptado.
Texto 6:
“Porque – guarde isto! – porque o homem, por mais ignorante
que seja, por mais cego, por mais bruto, gosta de ser tratado
como gente.”
Ruth Guimarães. Água funda.

Considerando as ideias apresentadas nos textos e outras informações que julgar pertinentes, redija uma dissertação, na qual você exponha seu ponto de vista sobre o tema: As relações sociais por meio da solidariedade.

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Redação UECE UECE

Tema de Redação da UECE 2021-2022.2 – Felicidade (artigo de opinião e história)

O tema de redação da UECE do ano de 2022 foi “felicidade”. Nas duas propostas, tanto a de um artigo de opinião sobre a busca da felicidade na sociedade contemporânea quanto na história sobre uma pessoa feliz apesar das intempéries da vida, o tema falava sobre como as pessoas buscam a felicidade apesar dos obstáculos.

Confira os textos motivadores.

PROVA I – REDAÇÃO
Prezado(a) Candidato(a),
Diferentes são as formas de compreender, sentir
e definir a felicidade. Assim, o sentimento é
também uma construção atravessada por
questões culturais, sociais e econômicas, dentre
outras. Nesta prova de redação, você escreverá
sobre a complexidade que envolve a felicidade, a
partir da relação entre as questões que afligem a
juventude na contemporaneidade (tais como
relacionamentos/solidão; busca por profissão/
desemprego; sexualidade/aceitação etc.).
Tomando por base seus conhecimentos sobre a
temática, bem como os dois textos motivadores,
escolha UMA das propostas a seguir e componha
seu texto.
Proposta 1:
Imagine que você foi convidado(a) pelo jornal de
sua escola para escrever um artigo de opinião
sobre o tema A BUSCA DA FELICIDADE NA
SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. Não esqueça de que
esse gênero deve ser redigido no padrão formal de
escrita da língua portuguesa.
Proposta 2:
Suponha que você foi convidado(a) a participar de
um projeto da escola, cujo objetivo é descobrir
histórias de pessoas que, apesar das intempéries da
vida, encontraram a felicidade. Você escreverá a
história de uma dessas pessoas para ser
publicada no jornal da escola. Utilize o padrão
formal de escrita da língua portuguesa.
TEXTO I
O que é a felicidade?
Estudo define o sentimento em diferentes países
Já parou para pensar o que felicidade
significa para você, exatamente? Essa é a
pergunta que pesquisadores de universidades de
12 países fizeram para 2.799 habitantes de áreas
urbanas da Argentina, Brasil, Croácia, Hungria,
Índia, Itália, México, Nova Zelândia, Noruega,
Portugal, África do Sul e Estados Unidos. A
intenção do estudo é descobrir o que faz as
pessoas felizes ao redor do mundo e as respostas
mostram que por trás de uma “humanidade
perdida” existe um coração.
Todos os participantes da pesquisa
(adultos com idade entre 30 e 60 anos) tiveram
que dar suas definições de felicidade e, das 7.551
respostas fornecidas pelos voluntários, os
pesquisadores tiraram uma série de conclusões.
No geral, em onze dos doze países
investigados, as relações familiares (15,79%) e
os relacionamentos sólidos (13,38%) são os
principais fatores gerais que contribuem para a
plena felicidade, seguidos de uma boa saúde
(5,75%). Os dados mostraram que,
frequentemente, a família é vista como fonte de
solidariedade, coesão e apoio mútuo.
Os participantes relataram que ver seus
filhos crescerem fortes e positivos é um
contentamento sem tamanho. Já os
relacionamentos amorosos fortes foram avaliados
como uma forma de compartilhar experiências de
vida, bem como dar e receber apoio.
Para os estudiosos, a ideia “zen” é muitas
vezes negligenciada em pesquisas sobre
felicidade, especialmente no mundo ocidental.
Mas não neste estudo. O trabalho mostra que,
para 42,33% dos participantes, de todos os
países investigados, harmonia e equilíbrio são a
felicidade.
Diferenças culturais interessantes
apareceram nos significados de felicidade
fornecidos por dicionários dos países pesquisados.
Na Noruega, número 1 no ranking de IDH (Índice
de Desenvolvimento das Organização das Nações
Unidas), a felicidade é:
1- Destino, coincidência.
2- Destino fortuito, sorte; felicitação.
3- Boas condições de vida.
4- Sentido profundo e duradouro de alegria e
bem-estar.
Já no Brasil felicidade é:
1- Qualidade ou estado de ser feliz; estado
totalmente satisfeito de consciência; satisfação,
contentamento e bem-estar.
2- Boa sorte; sorte.
3- Bom sucesso, realização.
E você, se considera feliz?
Disponível em:
https://gq.globo.com/Prazeres/Poder/Comportamento/
2016/01/. Texto adaptado.

TEXTO II
Célia Estrela, 51 anos, fez um curso de
ensino superior, como muitas pessoas, porém não
escolheu exatamente o que queria para o resto da
vida: você faz faculdade para ter um diploma,
mas eu não era feliz, resume. Há 20 anos, ela
decidiu largar a vida de economista para seguir
seu sonho: ser artista plástica. Autodidata, ela
conta que pinta desde criança: “quem tinha mais
medo era eu, mas meu pai me incentivou a
tentar. Ele disse que, se não desse certo, eu teria
o apoio da família”.
A decisão de transformar a arte em
trabalho veio após a primeira experiência
profissional com economia. Célia tentava pintar
uma coisa ou outra em seu tempo livre, porém as
oito horas diárias de trabalho a impediam de se
dedicar completamente aos quadros. Ainda assim,
via no rosto dos amigos qual deveria ser seu
caminho. A cada novo produto que produzia, a
procura e os elogios cresciam. As encomendas
foram aumentando, assim como a vontade de
largar tudo: “vi que só me sentia realmente feliz

nesse tempinho em que não estava no trabalho”,
completa […].
Para ela, ir atrás de um sonho não quer
dizer relaxar. A prova está no corpo: após 20
anos pintando diariamente por cerca de oito
horas, as dores são inevitáveis: “a vantagem é
que não tenho mais estresse. Quando você faz o
que gosta, nem sente o tempo passar”. Outro
bônus do “emprego hobby”, segundo a artista, é
ter cabeça e tempo para investir em outros
projetos pessoais. Para o futuro, o plano de Célia
é lançar um livro sobre decoração de mesas: “a
proposta é dar dicas para decorar usando coisas
reaproveitadas. A pessoa só se sente infeliz com o
que não pode ter. O que tenho me faz feliz”.
Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/especiai
s/ano-novo-2014/2013/12/26. Texto adaptado.

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Teses para redação

10 teses para usar em um tema de redação de ageísmo

Tema de redação para o ENEM – Desafios para valorizar o idoso no Brasil Tema de redação para a FUVEST – Envelhecimento da população (2014) / Ageísmo: entre a reflexão e o preconceito Tema de redação para a UEA, a UNESP e a UNIFESP – Envelhecer: dádiva ou punição? Tema de redação para a UERJ – Leitura da obra “O Curioso Caso de Benjamin Button” de F. Scott Fitzgerald com o tema “Se o envelhecimento fosse como ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’ de F. Scott Fitzgerald, a sociedade teria uma postura diferente ao etarismo?” Tema de redação para a UFU e a UNICAMP – Uma fábula entre um jovem e um idoso que tenha como moral da história um ponto positivo de se tornar mais velho que um jovem não conseguiria perceber pela idade. Tema de redação para a UFRGS – Leitura da entrevista “A gente vai passar mais tempo se vendo como velho do que como jovem” por Larissa Rosso entrevistando Candice Pomi e discutir sobre o tema “Vale a pena envelhecer no Brasil?” Tese 1 – Valorização do novo Tese 2 – Falta de adaptação da sociedade Tese 3 – Sentimento de incapacidade Tese 4 – Fugir do inevitável Tese 5 – Tentativa de controlar o futuro Tese 6 – Afastamento do mercado de trabalho Tese 7 – Sentimento de dependência Tese 8 – Auxílio que não te contempla Tese 9 – Falta de contato Tese 10 – Bolha social

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Teses para redação

10 teses para usar em um tema de redação de nazismo

Temas de redação que abordariam o nazismo em cada vestibular

Tema de redação para o ENEM – Desafios para valorizar o idoso no Brasil Tema de redação para a FUVEST – Envelhecimento da população (2014) / Ageísmo: entre a reflexão e o preconceito
Tema de redação para a UEA, a UNESP e a UNIFESP – Envelhecer: dádiva ou punição?
Tema de redação para a UERJ – Leitura da obra “O Curioso Caso de Benjamin Button” de F. Scott Fitzgerald com o tema “Se o envelhecimento fosse como ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’ de F. Scott Fitzgerald, a sociedade teria uma postura diferente ao etarismo?” Tema de redação para a UFU e a UNICAMP – Uma fábula entre um jovem e um idoso que tenha como moral da história um ponto positivo de se tornar mais velho que um jovem não conseguiria perceber pela idade.
Tema de redação para a UFRGS – Leitura da entrevista “A gente vai passar mais tempo se vendo como velho do que como jovem” por Larissa Rosso entrevistando Candice Pomi e discutir sobre o tema “Vale a pena envelhecer no Brasil?”

Tese 1 – Valorização do novo
Tese 2 – Falta de adaptação da sociedade
Tese 3 – Sentimento de incapacidade
Tese 4 – Fugir do inevitável
Tese 5 – Tentativa de controlar o futuro
Tese 6 – Afastamento do mercado de trabalho
Tese 7 – Sentimento de dependência
Tese 8 – Auxílio que não te contempla
Tese 9 – Falta de contato
Tese 10 – Bolha social

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Notícias em Níveis: Inglês

Roteiro de Estudos – “Alice no País das Maravilhas”

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Redação UNICAMP UNICAMP

Redação UNICAMP – Todos os gêneros cobrados desde 2004

2024 – Carta-denúncia e Discurso

2023 – Texto de convocação e Depoimento

2022 – Post (textão) e Manifesto coletivo

2021 – Discurso político e Diário

2020 – Podcast e Crônica 2019 – Abaixo-assinado e Postagem

2018 – Texto base para uma palestra e Artigo de opinião 2017 – Carta e Texto de apresentação 2016 – Resenha e Texto de divulgação científica 2015 – Síntese e Carta-convite 2014 – Relatório e Carta aberta 2013 – Resumo e Carta 2012 – Comentário em fórum e Manifesto 2011 – Editorial e Discurso 2010 – Dissertativo argumentativo, narrativa, carta argumentativa 2009 – Dissertativo argumentativo, texto narrativo, carta argumentativa 2008 – Dissertativo argumentativo, texto narrativo, carta argumentativa 2007 – Dissertativo argumentativo, texto narrativo, carta argumentativa 2006 – Dissertativo argumentativo, texto narrativo, carta argumentativa 2005 – Dissertativo argumentativo, texto narrativo, carta argumentativa 2004 – Dissertativo argumentativo, texto narrativo, carta argumentativa

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Redação UEL – Todos os gêneros textuais pedidos desde 2004

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Tema de Redação do ENEM de 2024 – “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”

O tema de redação do ENEM de 2024 foi “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”. Seguindo o modelo de temas que o ENEM sempre cobra, ele volta para mais um tipo de direito social que é negligenciado, seja por falta de políticas públicas ou também uma apatia da sociedade.

Você pode conferir o pdf da prova, ver a imagem do tema de redação completo ou ler os textos na íntegra abaixo: