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Santa Casa

Redação Santa Casa – 3 formas de rasurar sua redação sem perder pontos

É muito comum que uma palavra, uma frase ou outra precise ser removida de sua redação na hora que você escreve o texto definitivo. Felizmente, o vestibular da Santa Casa tolera algumas formas de rasura de palavras/frases que foram escritas com caneta para você poder corrigir seu texto. A seguir, são 3 formas que você pode fazer sem prejudicar sua nota.

  1. Rabiscar o erro
    Retirar a frase ou a palavra que foi escrita (mesmo que você queira apenas ajustar o pensamento ou errou a ortografia) é uma forma tolerável de fazer na sua redação para ajustar sua linha de raciocínio. Escrevendo logo na frente o que é para ser o texto e fazendo com que fique claro que ali foi apenas um equívoco e não atrapalhe seu raciocínio, sua redação não é prejudicada.
  2. Colocar o erro entre parênteses
    Os parênteses são uma boa forma de delimitar bem onde se encontra o erro de escrita. Para deixar até melhor, você pode riscar a frase e/ou a palavra errada e colocar entre parênteses para que fique claro ao corretor que ele pode ignorar o que está escrito por ali e continuar a leitura.
  3. Escrever por cima do erro
    É muito importante utilizar o máximo de espaço possível da folha de redação. Para isso, você pode riscar o erro e escrever acima o que deveria ser escrito começando logo a frente. Quem possui uma letra muito grande pode sair prejudicado nesse tipo de exemplo pois pode não ter espaço o suficiente para escrever na mesma linha duas palavras da sua própria escrita. Entretanto, é bom reforçar a ideia de que uma letra legível ela não é nem tão grande e nem tão pequena, ocupando metade da linha é um bom tamanho para que tanto você possa economizar linhas e também utilizar a outra metade para escrever por cima do risco o que você quer escrever. Isso também economiza linhas que você estaria desperdiçando caso tivesse que sempre escrever na frente do erro o seu texto.

Eu também tenho um vídeo a respeito disso, com exemplos para ficar mais visual:

https://youtu.be/b6tGbLOLeHY

E você? Como você gerencia seus erros nos textos da redação da Santa Casa? Escreve nos comentários!

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Redação UNICAMP UNICAMP 2025

Tema de redação da UNICAMP de 2024 – Conscientização sobre armas de fogo (convocação) e relato de racismo (depoimento)

Uma amiga sua de escola foi vítima de um disparo acidental por arma de fogo, realizado por
uma pessoa que havia obtido porte de colecionador de armas com base nos Decretos Federais
9.846/2019 e 10.627/2021. Um ano após a morte de sua amiga, você foi informada/o de que um
grupo de empresários de seu bairro inauguraria um clube de tiro perto da sua casa. Preocupada/o,
você decidiu convocar uma reunião com a associação de moradores do seu bairro para discutirem
providências a serem tomadas a respeito. No seu texto de convocação, você deve a) destacar
os perigos que envolvem a abertura de um clube de tiro em seu bairro; b) apresentar argumentos
contrários à posse e ao porte de armas de fogo; e, de modo mais amplo, c) criticar uma política de
segurança pública baseada no armamento da população brasileira. O seu texto deve, obrigatoriamente, levar em conta a coletânea a seguir.

  1. Dados do Exército Brasileiro mostram que, entre janeiro de 2019 e maio de 2022, surgiram 1.006
    clubes de tiro no Brasil. É quase um clube de tiro inaugurado por dia, totalizando mais de 2 mil espaços como estes em todo o país. Paralelamente, números divulgados pelo Anuário de Segurança
    Pública apontam um crescimento de 474% no número de pessoas que conseguiram o Certificado
    de Registro – documento emitido pelo Exército –, que dá direito ao cidadão de exercer atividades
    como Caçador, Atirador e Colecionador, os chamados CACs. Essa autorização também inclui transitar com a arma no percurso entre a casa e o clube de tiro. A abertura de clubes de tiros interessa
    ao setor econômico da indústria armamentista, composta por indústrias de armas, empresários de
    clubes, atiradores, influenciadores digitais, instrutores e todos que defendem o uso da arma de
    fogo. Muitos desses estabelecimentos também trabalham com a venda de armas e auxiliam o
    interessado com a documentação exigida para tirar o porte de arma.
    (Adaptado de SOBREIRA, Amanda. Como a política de armas de Bolsonaro facilita crimes e arsenais como o de Roberto Jefferson. Brasil de Fato, 29/10/2022.)
  2. O Instituto Sou da Paz aponta que, atualmente no Brasil, mais de 880 mil armas de fogo estão nas mãos de CACs. A lei em vigor permite que os atiradores comprem até 60 armas, sendo
    que 30 de uso restrito, como fuzis, além da compra anual de até 180 mil balas. Já os caçadores
    podem comprar até 30 armas, 15 delas de uso restrito e até 6 mil balas. Para os colecionadores, a legislação não impõe limite numérico.
    (Adaptado de DEISTER, Jaqueline. O que os últimos homicídios cometidos por policiais significam no debate sobre armamento? Brasil de Fato, 20/07/2022.)
    “Ter uma arma triplica o risco de suicídio”, salienta David Hemenway, professor de saúde
    pública da Universidade de Harvard. Várias de suas pesquisas concluíram que estados onde
    há mais lares com armas têm taxas de suicídio mais altas, particularmente suicídios por armas
    de fogo. A diferença seria explicada pelo acesso mais fácil ao armamento, já que não havia
    nessas residências problemas de saúde mental ou casos de pensamentos suicidas acima da
    média. Em análises da relação entre disponibilidade de armas de fogo e mortes não intencionais, homicídios e suicídios de mulheres e crianças, o professor Hemenway concluiu que em
    estados com mais armas há mais mortes violentas nesses grupos. Outra análise, comparando
    25 países de renda alta, revelou que, onde há mais armas, há mais homicídios de mulheres,
    com os Estados Unidos da América no topo da lista.
    (Adaptado de CORRÊA, Alessandra. Armas são eficazes para defesa pessoal? Por que este professor americano sustenta que esse discurso é mito. BBC News Brasil
  1. A organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) tem utilizado os decretos do presidente para adquirir legalmente armas de fogo. A política facilita a compra de armamento para quem
    se registra como colecionador, atirador ou caçador, apelidados de CACs. De acordo com o jornal O
    Estado de S. Paulo, criminosos da facção têm usado tal nomenclatura para as compras. Os equipamentos foram comprados com autorização da lei atual – alguns por meio de “laranjas”, pessoas
    que adquirem as armas para o grupo, mas também por criminosos com extensa ficha criminal.
    (Adaptado de Notícias Uol – São Paulo. PCC utiliza política dos CACs de Bolsonaro para comprar armas, diz jornal. 25/07/2022.)
  2. O Instituto de Segurança Pública concluiu que o combate à criminalidade se dá com novas
    formas de atuação das polícias, principalmente no que tange às ações de inteligência e estrutura (armamento, viaturas, coletes, contingente, informatização). Tais mecanismos, até então
    utilizados pelo estado de São Paulo, ilustram o combate à criminalidade através de políticas de
    segurança e de políticas públicas sociais.
    (Adaptado de CAPEZ, Fernando. Controvérsias jurídicas. Segurança pública e armamento da população civil. Consultor Jurídico, 14/04/2022.)

O colégio em que você estuda decidiu lançar um projeto de educação antirracista. Antes de elaborar tal projeto, a direção resolveu escutar estudantes, familiares, professoras/es e funcionárias/os
sobre a questão da discriminação racial no espaço escolar. Solicitou, então, que cada um desses
membros da comunidade escolar enviasse um depoimento, a ser mantido em sigilo. Decidida/o
a contribuir com esse projeto e compartilhar a sua experiência como estudante do terceiro ano do
ensino médio, você enviará o seu depoimento, no qual deve a) declarar como se identifica racialmente; b) relatar se já presenciou, cometeu ou sofreu algum ato de racismo dentro do colégio e
c) explicar como a diversidade étnico-racial é tratada nesse espaço escolar: no currículo, ou nos
conflitos cotidianos, ou na contratação de professoras/es, ou na presença de alunas/os negras/os.
O seu texto deve, obrigatoriamente, levar em conta a coletânea a seguir.

  1. Antirracismo: postura, sentimento, movimento, conceito de oposição ao racismo.
    (Dicionário Caldas Aulete. Disponível em https://www.aulete.com.br/antirracismo. Acesso em 01/09/2022.)
  2. “As escolas trazem o racismo como uma questão entre duas pessoas, confundindo-o com bullying.
    Não o enxergam como um sistema que se retroalimenta e se reinventa”, explica Ednéia Gonçalves,
    diretora-executiva adjunta da Ação Educativa. Pensar uma educação antirracista envolve tratar da
    relação entre duas pessoas, mas também de permitir que todos tenham sua identidade e história
    acolhidas no espaço escolar. E o processo de acolhimento e de reconhecimento das identidades
    requer que a escola repense todas as suas dimensões: curricular, formativa, de atendimento, avaliação, material didático, arquitetura e rotina. Se a escola não tiver um trabalho constante, sério
    e intencional de autoestima, autocuidado, de valorização da cultura negra, vai ser muito difícil
    as pessoas se identificarem como negras. As escolas estão avançando, mas o racismo aparece muito nas dobras. Quando você esgarça, ele pula”, alerta Ednéia.
  1. Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena.
    § 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história
    e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos
    étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos
    indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da
    sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política,
    pertinentes à história do Brasil.

§ 2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros
serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras.
(Adaptado de BRASIL. Palácio do Planalto. Lei nº 11.645, de 10/03/2008, que altera a Lei nº 9.394, de 20/12/1996, modificada pela Lei n° 10.639, de 09/01/2003.)

  1. “Há quase uma ausência do debate racial no campo da Educação. E esse silêncio nos leva a
    acreditar no mito da democracia racial. Mas os números revelam que não é assim”, explicou Iara Pires Viana, geógrafa e gestora da Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais. Segundo ela,
    há uma relação intrínseca entre as desigualdades raciais e o direito de aprender. Iara defende que
    o papel da Educação para não reproduzir o racismo é o de denunciar a pedagogia das ausências,
    isto é, o racismo epistêmico, marcado em todo o processo de formação. Promover uma educação antirracista vai muito além de simplesmente combater as manifestações materiais do racismo
    cotidiano, como ofensas e xingamentos. Apesar de positivas, essas medidas não bastam para a
    construção de uma educação efetivamente inclusiva e equânime. A educação antirracista implica
    necessariamente a revisão do currículo, garantindo sua pluriversalidade, bem como a composição
    de um corpo docente etnicamente diverso.

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Redação UFRGS UFRGS UFRGS 2024 Acesso 2025

Tema de redação da UFRGS de 2024 – O Brasil é um país sem memória?

Considere, abaixo, o texto “Incêndio no Museu Nacional provoca reflexão: Brasil é um país
sem memória?”, de autoria do jornalista Leonardo Lichote, publicado no Jornal O Globo, em 08/09/2018.
Das chamas que consumiram o Museu Nacional parecia se erguer – palpável como os fragmentos
de documentos incinerados que também se erguiam dali – a confirmação do fracasso do Brasil em gerir
sua memória. Como se o crepitar do fogo chiasse a frase que, de tão repetida, se tornou um traço
incontestável de nossa personalidade: somos um país sem memória. Mas, para além do lugar-comum, o
que significa essa afirmação? Como nos tornamos uma Nação que deixa sua História queimar, quando
não voluntariamente a demole em nome da construção de algo mais moderno, seguindo a bençãomaldição de sermos “o país do futuro”, outra definição possível do Brasil?
O Globo conversou com pessoas que lidam com o tema e o pensam de diferentes formas. No
desdobramento que elas fazem da frase “o Brasil é um país sem memória” se desenha a consciência de
que há, aqui, muitos países e muitas memórias. Ou, como acredita o escritor Alberto Mussa, há país de
menos para dar conta de suas memórias.
— O Brasil não formou ainda uma noção de nacionalidade. Com o fim da escravidão, uma espécie
de esboço de nação começou a surgir, uma sociedade que pôde gerar um Machado de Assis ou mesmo
um Noel Rosa — afirma Mussa. — Mas então veio um projeto estatal de embranquecimento do Brasil,
com estímulo tremendo à importação de pessoas sobretudo da Europa. A imigração não é um problema.

Mas essas pessoas foram beneficiadas pelo sistema e em duas gerações se tornaram a elite do Brasil,
uma elite que não se identifica com o país.
Mussa ressalta que não defende ingenuamente a recuperação do mito da cordialidade ou da
democracia racial, mas sim que uma nação é formada pela contribuição de diversos povos:
— Seria importante que o pensamento filosófico europeu tivesse o mesmo valor do pensamento
mítico iorubá ou tupinambá. Assim que se constitui uma nação. Quando para você um cesto indígena
não significa nada, ou um tambor apreendido num terreiro de candomblé no início do século XX, você
não tem como cuidar dessa memória. Para se ter uma ideia, não temos nem um gentílico que nos
designe. Porque brasileiro, originalmente, é o português que veio aqui para pegar pau brasil e vender lá.
É uma atividade. Isso é muito simbólico do que o país passa.
Estudioso da História da presença africana no Brasil, o escritor e músico Spirito Santo ataca o
mesmo ponto e se refere a uma elite desenraizada que se comporta “como europeus de segunda classe,
ressentidos de sua suposta condição de asilados, degredados, piratas sem navio para fugir de uma ilha
estranha, já saqueada”. Ele faz questão de diferenciar brasis quando reflete sobre como o país lida com
sua memória:
— A grande maioria dos brasileiros cuida de forma exemplar de nossa memória por meio de
inúmeras manifestações culturais, disponíveis à atenção das instituições destinadas a organizá-los e
conservá-los, como as universidades, os museus. Mas o que fazer quando essas instituições assumem a
condição de espaços exclusivos de ascensão social para uma certa casta que se sente estrangeira e que
exerce poder por meio de arcaicos mecanismos de exclusão social de parte majoritária de nossa
população?
Sob outra perspectiva, a desvalorização da memória no âmbito institucional seria reflexo da própria
forma como o país lida com a cultura e a pesquisa. É o que pensa o antropólogo Roberto DaMatta, que
trabalhou por cerca de 30 anos no Museu Nacional.
— O Brasil não tem lugar para pessoas que fazem pesquisa, investigação e trabalho intelectual.
Essas pessoas existem, mas ninguém se interessa. Tanto que temos o ditado: “quem sabe faz, quem
não sabe ensina”. Educar no Brasil é tarefa de quem não sabe – define DaMatta. — Apostamos na
ignorância. Nada que não tenha a ver com algo prático, como ganhar dinheiro ou dar tiro em bandido,
atrai atenção.
Autor de “A utilidade do inútil”, o filósofo italiano Nuccio Ordine lembra que na mitologia grecoromana, a deusa da memória, Mnemosyne, era tida como a mãe de todas as artes e de todos os saberes:
— Perder a memória significa abrir mão de interrogar o passado para compreender o presente e
pre-ver o futuro — diz o filósofo, que marca a diferença entre memória e “raízes”. — A memória nos
ajuda a conhecer os grandes valores que unem toda a Humanidade. Em contrapartida, as raízes são
instrumentalizadas para construir uma perigosa narrativa da História fundada sobre uma ideia estática
de “identidade”, como os nacionalismos europeus que estão gerando formas perigosas de racismo.
Homero não é grego, assim como Jorge Amado não é brasileiro. A cultura é um patrimônio universal.
Na Grécia clássica, conta a antropóloga Regina Abreu (professora da pós-graduação em Memória
Social na UNIRIO), praticavam-se longos exercícios de memorização, de declamação, de repetição de
fatos considerados importantes.
— Memória é trabalho. Ela não se faz espontaneamente. É preciso convocar uma vontade de
memória — afirma a antropóloga, que defende que apenas o Estado pode assumir essa responsabilidade
em instituições como o Museu Nacional. — O trabalho ali empreendido é invisível, envolve muitos anos
em pesquisa. Tudo isso não traz visibilidade. Quem pode financiar este trabalho? O poder público. Nossas
elites econômicas, infelizmente, não estão interessadas em memória nacional. Preferem viajar para a
Disney ou visitar o Museu do Louvre em Paris. Como dizia Euclides da Cunha, elas continuam “cegas aos
quadros reais das nossas vidas”.
Disputa simbólica
A memória, muitos dos entrevistados notam, é um espaço importante de disputa simbólica. É
sintomático, por exemplo, que uma das primeiras declarações oficiais após o incêndio fizesse referência
à “lembrança da família imperial” (e não às pesquisas ou ao acervo do Museu Nacional).
— É na memória que definimos o que é mais importante e o que é menos. Ela não abarca tudo,
é uma ilha de edição — afirma, citando Waly Salomão, a historiadora Karen Worcman, fundadora do
Museu da Pessoa. — Quem está editando? É um poder imenso, porque isso influencia todos os valores
do país. O Museu da Pessoa nasce dessa consciência, ao se afirmar como um museu no qual toda e
qualquer pessoa pode integrar essa memória coletiva.
Ruy Castro, autor de biografias de personagens como Garrincha e Carmem Miranda, também
chama a atenção para esse “poder imenso”:
— Há várias passagens na história cultural do Brasil que foram “reescritas” 20 ou 30 anos depois
de acontecidas, e foi essa versão que passou a prevalecer. Como dizia George Orwell, quem controla o
passado controla o presente, e quem controla o presente controla o futuro. O texto acima vale-se de um fato traumático da história recente do Brasil – o incêndio que provocou
grande destruição do Museu Nacional e de seu acervo – para refletir a respeito de um tema importante
para compreender a sociedade brasileira, contido no subtítulo em forma de pergunta: “O Brasil é um país
sem memória?”.
Como se pode ver, trata-se de um assunto complexo, passível de ser expandido em diferentes
direções. Antes de tudo, porém, refletir sobre o tema é urgente e atual, exigindo a participação de vários
setores da nossa sociedade.
Isso posto, considere a seguinte situação.
Imagine que você é morador de alguma região do Rio Grande do Sul entre as que recentemente
foram afetadas pela maior enchente que já atingiu o Estado, o que causou danos enormes aos patrimônios
público e privado, e também à vida das pessoas residentes nesses locais.
Passada a catástrofe, um grupo de cidadãos do Estado lança a ideia de construir, em uma região a
ser definida futuramente, um espaço, um memorial, que reunirá a maior quantidade possível de materiais
diversos (informações, dados, testemunhos, imagens etc.), relativos à enchente. O fato é que essa ideia
encontrou resistência junto a outros grupos da sociedade organizada. Para esses, um acontecimento de
tamanhas proporções deve ser esquecido, devido ao sofrimento causado a tantas pessoas.
Em uma audiência pública ocorrida para debater a viabilidade, ou não, de construção desse espaço,
o grupo autor da ideia apresentou o texto acima, como forma de argumentar favoravelmente à sua
proposta.

Como você pode imaginar, esse texto causou grande controvérsia entre os presentes na audiência,
motivo pelo qual foi criada uma comissão que ficou encarregada de apresentar, em nova audiência pública,
argumentos sobre a pertinência das ideias, contidas no texto, à situação em questão.
Considere que você faz parte dessa comissão e que deverá apresentar seu ponto de vista
sobre a adequação das ideias formuladas pelo autor do texto para refletir sobre a viabilidade,
ou não, de criação de um espaço de memória da catástrofe.
Em outras palavras, você acha que os argumentos apresentados por Lichote, referentes
à construção da memória no Brasil, podem ser aplicados para discutir a construção, ou não,
de um espaço de memória relativo à catástrofe que atingiu o Rio Grande do Sul?
Você deverá organizar seu ponto de vista em um texto dissertativo, que será lido por você na
próxima audiência pública, em que estarão presentes grupos favoráveis e contrários à proposta.
Bom trabalho!
Instruções
A versão final do seu texto deve:
1 – conter um título na linha destinada a esse fim;
2 – ter a extensão mínima de 30 linhas, excluído o título – aquém disso, seu texto não será avaliado –, e
máxima de 50 linhas. Segmentos emendados, ou rasurados, ou repetidos, ou linhas em branco terão esses
espaços descontados do cômputo total de linhas.
3 – ser escrita, na folha definitiva, com caneta e em letra legível, de tamanho regular.

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Redação UEL UEL UEL 2025

Tema de redação da UEL de 2024 – O diálogo

O tema de redação da UEL de 2024 foi o diálogo. Pela primeira vez, o vestibular foi em dia único e contou com apenas um tema de redação, no gênero dissertativo-argumentativo. A leitura do texto direcionava para como deveria ser escrito o texto. Confira ele na íntegra a seguir

Leia o texto a seguir.
Antes de tudo, o conceito
Sempre acreditei que conhecia o conceito de “diálogo”. No entanto, ao me aprofundar no tema, fui levado a
contemplar seu sentido mais profundo e maravilhoso. A palavra diálogo tem suas raízes no grego, derivando
da combinação de “dia” e “logos”. Traduzindo, o sentido é algo como “significado que se move através das
palavras”.
Os filósofos gregos, especialmente Sócrates e Platão, usavam amplamente o diálogo como ferramenta para
estabelecer e aprofundar a comunicação. Hoje, esse conceito mantém o mesmo potencial transformador e
continua a ser o meio ideal para criar e fomentar confiança, respeito, e valorizar a diversidade.
Acredito firmemente que o diálogo é tão essencial para a vida quanto a comida e a água. Imagine os problemas
que poderíamos evitar e os obstáculos a remover nos relacionamentos, se usássemos o diálogo como meio de
estímulo à cooperação mútua. O diálogo tem o poder único de trazer o benefício sagrado do entendimento,
especialmente onde a discussão falha.
Ao contrário das discussões – que frequentemente buscam convencer ou persuadir e podem levar à divisão
e polarização, com cada parte defendendo rigidamente suas opiniões –, o diálogo nos convida a suspender o
apego a um ponto de vista específico. Ele promove a atenção, a síntese e o desenvolvimento de um sentido
mais profundo. Em vez de tentar provar que estamos certos e que o outro está errado, o diálogo nos incentiva a
buscar um significado mais profundo nas diversas opiniões.
Através do diálogo a paz, a negociação, a tranquilidade e o bem-estar tornam-se possíveis de modo muito amplo.
E, por que não dizer: o diálogo também pode aumentar significativamente a satisfação pessoal e o prazer de
viver daqueles que o praticam!
(SHAPIRO, Abraham. Antes de tudo, o conceito. Folha de Londrina. Londrina, 19 de agosto de 2024, Emprego, p. 12.)
Com base na exposição de Abraham Shapiro, redija um texto dissertativo-argumentativo em que discuta o seguinte
pressuposto do autor: “o diálogo também pode aumentar significativamente a satisfação pessoal e o prazer de viver
daqueles que o praticam!” Utilize, para isso, de 20 a 25 linhas.

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O básico que você precisa saber da Bélgica Salário na Bélgica Trabalho na Bélgica Vida na Bélgica

Imposto de renda na Bélgica – O básico que você precisa saber

World taxes – http://world.tax-rates.org/belgium/income-tax Salário depois dos impostos na Bélgica – https://salaryaftertax.com/be/salary-calculator Isenção de imposto de renda – https://fin.belgium.be/en/private-individuals/tax-return/income/tax-rates Imposto de renda na Bélgica – https://www.belgium.be/en/taxes/income_tax Mais informações de imposto de renda na Bélgica – https://www.cleartax.com/be/income-tax Site do MinFin – https://www.minfin.fgov.be/myminfin-web/pages/public?E | FPS Finance= Imposto de renda individual – https://taxsummaries.pwc.com/Belgium/Individual/Taxes-on-personal-income

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Bélgica Direitos na Bélgica O básico que você precisa saber da Bélgica

Cidadania belga – O básico que você precisa saber

Brussels Time – https://www.brusselstimes.com/1660424/belgian-citizenship-how-to-get-it-what-does-it-cost-and-how-long-does-it-take Site do governo de Bruxelas – https://www.brussels.be/belgian-nationality Relações diplomáticas da Bélgica – https://diplomatie.belgium.be/en/belgians-abroad/nationality/acquiring-belgian-nationality-after-age-18 Index de Henley – https://en.wikipedia.org/wiki/Henley_Passport_Index Lei national belga – https://en.wikipedia.org/wiki/Belgian_nationality_law

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Bélgica O básico que você precisa saber da Bélgica Vida na Bélgica

Lixo na Bélgica – O básico que você precisa saber

Site oficial do governo belga – https://www.belgium.be/en/environment/sorting_and_recycling_household_waste Expatica – https://www.expatica.com/be/living/household/waste-and-recycling-in-belgium-102650/ Recupel – https://www.recupel.be/en/everything-there-know-about-sorting-and-recycling-belgium-who-does-what-and-where-dispose-which Brussels Time – https://www.brusselstimes.com/1458131/trash-talk-how-to-dispose-of-your-rubbish-in-brussels-correctly The Bulletin – https://www.thebulletin.be/sort-it-out-what-do-your-rubbish-brussels Site da coleta de lixo de Bruxelas – https://arp-gan.be/en/calendar-rubbish-bags

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Cerveja na Bélgica – O básico que você precisa saber

Cerveja na Bélgica – https://nl.wikipedia.org/wiki/Bier_in_Belgi%C3%AB

16 fatos fascinantes sobre cerveja – https://businessam.be/16-fascinerende-weetjes-en-feiten-over-bier/

8 fatos que você não sabia sobre cerveja – https://ab-inbev.be/nl_BE/news/8-weetjes-over-bier-die-je-nog-niet-wist

Cervejas mais populares na Bélgica – https://belgievakantieland.nl/wat-is-het-populairste-bier-in-belgie/

Fatos divertidos sobre a cerveja – https://eu.beerwulf.com/blogs/biercultuur/fun-facts-bier

O que é uma cerveja Tripel? – https://brewmonkeykit.com/nl/blogs/tripel-bier-belgische-specialiteit/

Cerveja Tripel – https://nl.wikipedia.org/wiki/Tripel

Total de cervejarias na Bélgica – https://vilt.be/nl/nieuws/aantal-belgische-bierbrouwerijen-daalt-voor-eerst-in-15-jaar

Lista de cervejas na Bélgica – https://nl.wikipedia.org/wiki/Lijst_van_Belgische_bieren

Consumo de cerveja na Bélgica – https://www.hln.be/medisch/belg-bij-grootste-drinkers-van-europa-gemiddeld-twintig-pinten-per-week~a886bfd7c/?referrer=https%3A%2F%2Fduckduckgo.com%2F&referrer=https%3A%2F%2Fmyprivacy.dpgmedia.be%2F

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Chocolate na Bélgica – O básico que você precisa saber

Do Congo para a Bélgica (A história não é bonita) – A experiência é completa (o chocolate belga é feito com muita atenção e qualidade) – Em 2007, nasceu o Código do Chocolate Belga – O Praliné é uma invenção feita na Bélgica (O Manon e o Ballotin também ajudaram na popularização) – Feito com 100% de manteiga de cacau – Os belgas consomem 5 quilos de chocolate por ano (A produção passa de 200 toneladas por ano) – 5 maiores vendedores de chocolate (Côte d’Or, Godiva, Leonidas, Mary, Neuhaus) – Visite uma chocolateria (Além de serem simpáticos, eles oferecem muitas degustações) – Criatividade é o forte do chocolate (Desde construções inusitadas a sabores criativos)

Fontes utilizadas

O que faz o chocolate belga tão único? – https://www.visitflanders.com/nl/ontdek-vlaanderen/belgisch-bier-en-culinaire-ervaringen/belgische-chocolade/wat-maakt-belgische

O papel do chocolate na cultura belga – https://streekproduct.streekmarkt.be/de-rol-van-belgische-chocolade-in-de-belgische-cultuur/

Chocolate: um queridinho nacional – https://www.belices.be/nl/blog/een-stukje-geschiedenis-1/belgische-chocolade-een-nationale-schat-6

A produção de chocolate belga passa de 220 mil toneladas – https://focusonbelgium.be/nl/wist%20u%20dat/wist-u-dat-belgie-elk-jaar-meer-dan-220-000-ton-chocolade-produceert

Qual a média de chocolate consumido por ano na Bélgica? – https://webwoordenboek.nl/kenniscentrum/hoeveel-chocolade-eet-de-gemiddelde-belg-per-jaar

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Waffle na Bélgica – O básico que você precisa saber

– Feito em placas de ferro no fogo (os ingredientes originais são farinha, leite, açúcar e ovo) – O costume era de um lanche entre ferreiros (Popularizou-se na igreja e em algumas feiras) – Na Expo de 58, o Waffle ganha reconhecimento internacional (Em 64, o Waffle com chantily e morango ganha Nova Iorque) – Existem dois tipos de Waffle (Stroopwafel não é um waffle belga) – O de Liège é mais açucarado e se come puro (Há quem faça a receita com cerveja) – O de Bruxelas leva acompanhamentos (Há quem diga que a receita é original de Ghent, apesar de ter se popularizado em Bruxelas) – É uma comida entre refeições (Não é usual pedir de café ou até na janta, mas alguns lugares servem) – Os Waffles são realmente mais populares com turistas do que locais (Logicamente se come, mas não como um evento)

Fontes utilizadas:

https://www.voka.be/nieuws/west-vlaanderen-ondernemers-2025-7/dely-wafels-klaar-voor-verdere-groei-170-miljoen-belgische-wafels-jaar

https://www.drinkfood.biz/nl/world-regional-cuisine/european-food/1002001630.html

https://www.wafflesnbeer.be/nl/news/belgische-wafel-geschiedenis

https://www.vlaanderen.be/vlam/press/van-fruit-tot-wafel-deze-tussendoortjes-eten-belgen-het-vaakst

https://www.wafflesnbeer.be/nl/news/waarom-belgische-wafels-zo-populair-zijn-bij-toeristen-in-belgie