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Redação UEL – 10 gêneros textuais que não caíram (ainda)

O vestibular da UEL segue uma característica de tentar não se manter apenas no texto dissertativo-argumentativo como cobrança da parte de redação. Ainda que tenha se repetido nos anos de 2023 e 2024 o mesmo gênero, é sempre interessante saber dos gêneros textuais que já caíram e os que ainda podem cair. Confira abaixo alguns gêneros textuais que ainda não foram cobrados na UEL.

1. Diário
O diário é um relato da vida de uma pessoa que chama a atenção na escrita pela perspectiva de uma mudança do normal. Isso significa que a vida da pessoa repetia certos padrões até que surge algo impactante para que seja passado para um diário. É interessante estabelecer essa normalidade e essa repetição para que se mostre com o contraste do que aconteceu e seu valor a se colocado em um diário.

2. Manifesto
O manifesto é um texto ótimo para poder lembrar que os textos precisam deixar bem claros quem escreve e para quem se escreve. Como você geralmente precisa representar os valores de um grupo, tome cuidado para deixar claro a defesa dessas ideias, também como que grupo você representa e contra quais ideias, caso não queira colocar as ideias que defenda.

3. Relato
O relato é um texto parecido com o diário, mas que abre a possibilidade de você ser mais descritivo ou até mais objetivo. Como o diário é bem pessoal, espera-se que usem-se muitos adjetivos e impessoalidade no texto, mas o relato oferece uma chance de ser mais imparcial, com o uso de um vocabulário diferente, como mais científico ou bruto do que o diário.

4. Requerimento
O requerimento vai para o lado de uma tipologia textual que é o injuntivo, misturando-se com o argumentativo. Nele você precisa mostrar um cenário e também explicar o contexto para que o pedido seja acatado e completo. Não basta apenas pedir, mesmo que seja simples de resolver, contextualizar e problematizar com uma solução no texto é o que torna esse gênero textual interessante de se trabalha e de praticar.

5. Texto de apresentação de um Projeto de Lei
A UNICAMP já cobrou em uma de suas edições um texto de apresentação de um Projeto de Lei. Da mesma forma, seria bem plausível que a UEL pudesse também adaptar o seu tema de redação para que desse um cenário parecido, talvez com um texto que mostre um projeto de lei aprovado ou até um cenário que você precise se recusar a dado projeto de lei.

6. Análise comparada
A UEL já cobrou diversas vezes análises de uma imagem ou até de um texto. Não seria impossível que a UEL disponibilizasse dois (ou até mais) textos e fosse feita uma comparação estética e textual de como os textos abordam o mesmo tema. É possível até mesmo que a UEL junte a leitura das obras obrigatórias, mostrando trechos diferentes e você tenha que analisar as diferentes formas de expressão.

7. Carta do leitor
A carta do leitor possibilidade uma visão social a respeito de uma notícia que um meio jornalístico pode estar embasado. Não é novidade para ninguém que um jornal, a partir do momento que escolhe apresentar uma notícia já é enviesado. Isso não significa ser um viés bom ou ruim, mas o viés já começa na escolha da notícia, que aí pode caindo em partes mais precisas como a escolha de palavras, a construção da história e até em qual página se encontra dada notícia. Uma visão de fora do jornal mostra o quão verídico, exagerado ou suavizado uma notícia pode ser, trazendo a necessidade do contexto do leitor para poder falar da notícia com propriedade.

8. Biografia
Semelhante ao relato e ao diário, o foco é falar não só de um momento de mudança da normalidade, mas como a vida de uma pessoa impacta outras pessoas ou um grupo de pessoas. Lembre-se de apontar o contexto histórico, como o desenrolar de uma vida de uma pessoa que, mesmo que desde o começo não chegasse ao final, foi importante a trajetória toda para chegar ao impacto.

9. Moral de uma história
Algumas vezes a UEL já pediu um parágrafo complementar a um texto já completo. Fosse começar ou terminar, uma ideia parecida seria de cobrar uma moral de uma história. Vale perceber que esse gênero textual não é de fato uma produção comum, pois assim como os parágrafos complementares, é necessário ter uma boa interpretação do texto e o entendimento de onde ele quer chegar para ter uma boa síntese da história que caiba em 4 a 6 linhas.

10. Análise de uma foto
A UEL já cobrou a análise de outros gêneros textuais que valiam apenas de imagem e não possuíam outro texto nele. Seja uma fotografia com texto ou não, será necessário apontar o contexto histórico ou o que é possível perceber de impactante na foto e também de como se pode analisar a foto com o que ela se apresenta. Talvez até uma outra possibilidade seria analisar o que levou o fotógrafo a tirar a foto, com você tomando o papel do fotógrafo para comentar os bastidores dela.

Qual desses gêneros textuais você acha que vai cair? Qual outro gênero textual faltou na lista? Escreve nos comentários!

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UEA 2025, Macro, SIS 2 e SIS 3 – Sugestões de temas de redação para estudar

Para o ano de 2025, eu me baseei em algumas ideias das revistas acadêmicas de pesquisa da própria UEA e de temas passados que caíram nas edições do Macro, SIS 2 e SIS 3. Eu sempre aconselho que você veja primeiro os temas de redação já lançados, eles são a melhor forma de você poder ver como realmente um tema da UEA é cobrado do que simplesmente ver uma aposta. Aqui, você vai conferir 12 sugestões de tema de redação que são divididos em 3 áreas:

Natureza e meio ambiente
O tópico da preservação também entra em colisão com a inovação. É necessário perceber que a UEA se preocupa não só nos temas de redação mas também nas pesquisas acadêmicas da vivência do ser humano com o meio ambiente, especialmente a Floresta Amazônica. Você pode pensar tanto em temas do âmbito cultural, desenvolvimento tecnológico e poluição.

Leis e garantia de direitos
Apesar de ser uma área muito geral, é necessário perceber o meio que podemos garantir que direitos chegarão aos cidadãos. Como a corrupção influencia que pessoas não sejam guardadas por direitos? Quem se beneficia por não ter uma lei em prática?

Internet
A área da internet mexe num âmbito de anonimato. Por mais que seja garantido que a internet é um local tão igual o mundo externo, a possibilidade de não se identificar dá espaço a inúmeras atrocidades, tal qual também possibilita inúmeras inovações e uma liberdade de expressão que não pode ser controlada por grandes corporações midiáticas que escolhem o que colocar no jornal televisivo e de papel.

I. O povo brasileiro é um povo acolhedor?
É um senso comum que o povo brasileiro é sorridente, gosta de ter pessoas por perto, mesmo que não as conheçam. Mas, onde realmente traçamos uma linha do acolhimento? Em um país com tantas discriminações, moralismo e preconceito, é questionável a nossa afinidade com o outro. Ainda mais que você possa mencionar que você é uma pessoa acolhedora, pense em como você pode ser uma exceção.

II. Envelhecer é um direito ou um gasto?
Nunca foi tão possível viver tanto tempo. Isso é algo que a economia não estava preparada, fazendo com que muitas empresas e governos precisem repensar no envelhecimento, desde a aposentadoria como também novos produtos e serviços voltados a uma população que, pela falta de palavras melhores, está vivendo mais do que o capitalismo esperava.
Menção honrosa: Esporte é um direito ou um gasto?

III. Cálculo de avaliação de aprendizado: adaptação do meio ou padronização?
Tempo. Dinheiro. Tudo pode ser metrificado para poder avaliar se é aceitável ou não. O ensino passa pelo mesmo ponto a partir de uma cultura que torna o aprendizado mais um produto do mesmo sistema. Todavia, assim como propagandas e produtos, nem todo produto é o mesmo e cada um se adapta pelas vendas e anúncios a serem reproduzidos. É interessante analisar como que o ensino também pode ser adaptado para cada consumidor – ou as vantagens de ser o mesmo para todos.

IV. Atendimento humanizado: entre o direito do paciente e o preparo do profissional da saúde
O atendimento humanizado virou lei no ano de 2025, sendo um marco do governo da época. Ainda que o SUS já estivesse o aplicando anteriormente e muito tenha se debatido e estudado, é necessário que se avalie o cenário das duas partes. De um lado, pacientes que não sabem como lidar com notícias, ou até mesmo falta de informação de procedimentos hospitalares. De um outro lado, profissionais sobrecarregados, que precisam fazer mais de uma tarefa por vez e sem tempo necessário para poderem se capacitar da melhor forma possível ou, se quer, recursos (como dinheiro, tempo ou infraestrutura) para tal.
Menção honrosa – Ensino online: entre o direito da educação e o preparo do profissional da educação

V. Comer mal é uma opção?
Desde fast-food a ultraprocessados, comer no Brasil e no mundo virou uma questão de lucro fácil para comida que nem se quer tem valor nutricional. Ao mesmo tempo que é possível apontar o dedo para pessoas que preferem a praticidade e a rapidez de comidas, não se pode ignorar o outro lado que possui dinheiro e tempo (necessariamente os dois ao mesmo tempo) para poderem cozinhar e terem uma alimentação saudável. Fica que entre a praticidade e a saúde, existe uma ponte que separa os dois que não é simplesmente uma opção de querer ou não querer.

VI. Produção de energia no Brasil: entre garantir energia a todos e as dificuldades de investir em novas fontes sustentáveis
A energia no Brasil é produzida por sua grande maioria por hidrelétricas. Mesmo que seja pela ajuda da natureza brasileira que proporciona essa possibilidade, outras opções que produzem muito mais energia com poucos recursos (como a nuclear) ou até outras formas de energia renovável (como eólica) ficam em segundo plano e levantam a questão de quem se beneficia pela falta de mudança e inovação da produção energética no Brasil.

VII. Por que o brasileiro se recusa a discutir sobre educação sexual?
Não necessariamente podemos colocar os brasileiros como exclusivos em falar de um tópico que não querem discutir. Poderíamos avaliar tantos outros tópicos, como política, como uso de drogas, mas o grande ponto que podemos analisar é quem se beneficia com essa falta de discussão. O Brasil já possui o ECA para proteger crianças e adolescentes que são os mais afetados por violência e abuso sexual, mas tanto se fala que a educação vem de casa (que também é o local que mais sofrem os abusos) e de criarem novas leis, que se ignora o que já possuímos – um estatuto que contempla essa defesa e uma educação que querem retirar os tópicos importantes.
Menção honrosa – Por que o brasileiro se recusa a discutir sobre o que não concorda?

VIII. Saneamento básico: entre o direito e a desigualdade social
O saneamento básico é um tópico de saúde que leva muito mais do que uma falta de vontade da população de receber ajuda. É dado que o saneamento básico ajuda o governo a economizar em recursos para saúde pois consegue já eliminar problemas de saúde só que medidas preventivas nas casas brasileiras. Entretanto o Brasil é um país continental com diferentes climas e distribuições populacionais. De fato, é mais fácil aplicar algo em grandes cidades pela vastidão de empresas e profissionais presentes, mas como aplicar o mesmo plano no cerrado, no sertão e em povos tradicionais?
Menção honrosa – Desafios para garantir o saneamento básico nas cidades e aos povos tradicionais na Floresta Amazônica

IX. A educação online ainda é um privilégio?
A pandemia da COVID-19 acelerou um processo que engatinhava com um jato. A educação à distância sempre existiu no Brasil, seja ela fosse por cartas, televisão, e que hoje em dia ganha a cara da educação online com o uso da internet para aulas e atividades. Todavia não podemos esquecer que o Brasil não é um país com uma cobertura majoritária de internet, tal qual nem todas as casas possuem internet ou um aparelho para poder usar. Isso sem contar as residências com espaço adequado ou os estudantes com tempo adequado para poderem estudar. Quando poderemos contar com a educação online ser a norma e um avanço na educação, que só mostrou e reforçou que educação é um privilégio para quem tem dinheiro?

X. As cotas deveriam deixar de existir?
Pelos primeiros anos desde a implementação da Lei de Cotas, as universidades possuem maioria de pardos e de negros como estudantes. Mais do que nunca, as medidas protetivas e inclusivas de bolsas, de descontos de matrículas e de moradias se tornam mais necessárias pela mudança do perfil sócio-econômico dos alunos. Todavia podemos já começar a pensar no fim da Lei de Cotas? É apenas com a maioria em alguns anos que uma ação afirmativa pode deixar de existir?

XI. A internet ajudou o trabalhador ou tornou sua jornada de trabalho interminável?
No passado, se você saísse do seu trabalho, só poderiam te encontrar se fossem até sua casa ou ligassem para você, salvo se você atendesse ou não pedisse para que quem atendeu respondessem que não estava. As redes sociais e o celular facilitaram a comunicação para que seja a qualquer momento e em qualquer lugar. Isso impede de se fazer uma fronteira da comunicação. Como você pode dizer ao seu chefe que você verá algo amanhã no trabalho se ele possui seu celular a todo momento? Isso afeta até relacionamentos sociais no sentido que as pessoas pensam que você ignora uma pessoa propositalmente por não responder ela de última hora, tornando a internet e as redes sociais como algo muito mais importante do que a vida real.

XII. Leitura: entre o tempo do hábito e a desigualdade econômica
Ler pode ser dado como uma das atividades mais debatidas de todos os tempos. Podemos ir desde o processo de alfabetização, a facilidade de encontrar livros, o acesso à bibliotecas e até o hábito da leitura no dia a dia. Mas isso cai também por um outro problema, na sociedade capitalista, tempo é dinheiro – o tempo que você gasta lendo é um tempo que você não está ganhando dinheiro. Mesmo que você baixe um arquivo PDF na internet, você ainda paga pela internet, você ainda paga pela eletricidade, não há como escapar de que você paga para poder ler. Há como separar o hábito da leitura e o dinheiro que precisamos investir?
Menção honrosa – Exercício: entre o tempo da prática e a desigualdade econômica

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Redação Santa Casa – Como a banca avalia o uso de repertório?

Um repertório sócio-cultural em uma argumentação pode ser o que define se sua linha de raciocínio é bem embasada ou fica como uma mera opinião. Apesar disso, é comum um certo apego pela existência do repertório do que seu uso numa redação. No vestibular da Santa Casa, é necessário prestar atenção em algumas coisas.

O ENEM realmente cobra a existência de repertório na sua redação. Aliado com o uso das ideias dos textos motivadores, a redação também avalia o uso do repertório no texto, analisando se ele é legítimo (é uma informação de uma área do conhecimento das ciências do mundo), pertinente (se ele conversa com algumas das palavras do tema) e produtivo (se ele explica ou justifica a sua linha de raciocínio). Como o ENEM sempre avalia o repertório mais produtivo e de maior nota, desconsiderando os outros repertórios que não possuem tanta nota igual, é natural que se use um repertório por parágrafo e garantir uma nota alta.

A Santa Casa trabalha com uma análise diferente. São 3 critérios de correção da VUNESP, atual banca corretora da Santa Casa (vale lembrar que esse texto está sendo escrito em 2025 e, é possível, no futuro, que a banca de correção mude) analisa uma redação, sendo eles: Tema (a existência de todas as palavras do tema usada ao longo do texto); Processo argumentativo (o estabelecimento de um posicionamento do tema, além de se justificar e de explicar); e Elementos linguísticos (o uso da norma-padrão da língua portuguesa, tal qual também o uso de conectivos para evidenciar linguisticamente a conexão das frases no processo argumentativo).

Uma olhada por cima dos critérios de correção mostra que nenhum deles tem o nome de repertório ou algo que o remeta – uma vez que não se avalia a existência de um repertório em sua redação. Isso significa que o mais importante de sua redação é uma argumentação bem redonda, explicando, justificando, deixando um ponto de vista claro a ser trabalhado do tema apresentado ao longo de todo o texto.

Obviamente, você pode apresentar repertórios, mas nunca deixe que eles tentem ser a explicação total da sua argumentação, eles ajudam a explicar ou a ilustrar um ponto do texto, mas apontar um filósofo, sem conectar, sem explicar, sem fazer um paralelo com o que você está argumentando, não ajudará em nada e pode prejudicar sua nota final na redação.

Eu também fiz um vídeo falando um pouco desse ponto da correção:

E você? Como tem usado repertórios na redação da Santa Casa? Escreve nos comentários!

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Santa Casa

Redação Santa Casa – 3 formas de rasurar sua redação sem perder pontos

É muito comum que uma palavra, uma frase ou outra precise ser removida de sua redação na hora que você escreve o texto definitivo. Felizmente, o vestibular da Santa Casa tolera algumas formas de rasura de palavras/frases que foram escritas com caneta para você poder corrigir seu texto. A seguir, são 3 formas que você pode fazer sem prejudicar sua nota.

  1. Rabiscar o erro
    Retirar a frase ou a palavra que foi escrita (mesmo que você queira apenas ajustar o pensamento ou errou a ortografia) é uma forma tolerável de fazer na sua redação para ajustar sua linha de raciocínio. Escrevendo logo na frente o que é para ser o texto e fazendo com que fique claro que ali foi apenas um equívoco e não atrapalhe seu raciocínio, sua redação não é prejudicada.
  2. Colocar o erro entre parênteses
    Os parênteses são uma boa forma de delimitar bem onde se encontra o erro de escrita. Para deixar até melhor, você pode riscar a frase e/ou a palavra errada e colocar entre parênteses para que fique claro ao corretor que ele pode ignorar o que está escrito por ali e continuar a leitura.
  3. Escrever por cima do erro
    É muito importante utilizar o máximo de espaço possível da folha de redação. Para isso, você pode riscar o erro e escrever acima o que deveria ser escrito começando logo a frente. Quem possui uma letra muito grande pode sair prejudicado nesse tipo de exemplo pois pode não ter espaço o suficiente para escrever na mesma linha duas palavras da sua própria escrita. Entretanto, é bom reforçar a ideia de que uma letra legível ela não é nem tão grande e nem tão pequena, ocupando metade da linha é um bom tamanho para que tanto você possa economizar linhas e também utilizar a outra metade para escrever por cima do risco o que você quer escrever. Isso também economiza linhas que você estaria desperdiçando caso tivesse que sempre escrever na frente do erro o seu texto.

Eu também tenho um vídeo a respeito disso, com exemplos para ficar mais visual:

https://youtu.be/b6tGbLOLeHY

E você? Como você gerencia seus erros nos textos da redação da Santa Casa? Escreve nos comentários!