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2024 Redação UNICAMP UNICAMP 2025

Tema de Redação da UNICAMP de 2024 – Igualdade de gênero (texto de apresentação de um PL) e apostas online com jovens (comunicado)

Os temas de redação da UNICAMP 2025, aplicada no ano de 2024, foram sobre igualdade de gênero (com a produção de um gênero textual de texto de apresentação de um projeto de lei) e apostas online com jovens (comunicado).

Confira os textos motivadores

Proposta 1

Você é integrante de um coletivo que defende a igualdade de gênero. Após ler matérias sobre a aprovação de leis que afetam diretamente as mulheres, você constatou que tais leis são elaboradas por um Parlamento majoritariamente masculino.
Então decidiu mobilizar suas/seus colegas do coletivo para articular, por meio de iniciativa popular, um Projeto de Lei (PL)
que estabeleça igualdade de gêneros nas cadeiras do Congresso Nacional. Você ficou responsável por escrever o texto de
apresentação desse PL, o qual será lido na Câmara dos Deputados. Em seu texto, você deve destacar: a) malefícios que a desigualdade de gênero no Parlamento tem gerado na sociedade brasileira; e b) argumentos que comprovam que uma representação política mais igualitária pode levar a um cenário de maior justiça social no país. Você deve, obrigatoriamente, apropriar-se
de elementos da coletânea a seguir, demonstrando leitura crítica dela na elaboração de seu próprio texto.
Glossário:
Coletivo: conjunto de pessoas reunidas em prol de um mesmo objetivo: político, social ou artístico.
Iniciativa Popular: consiste na apresentação de um Projeto de Lei à Câmara dos Deputados, assinado por, no mínimo, 1% do
eleitorado nacional, distribuído por pelo menos cinco estados, com até 0,3% dos eleitores de cada um deles.

  1. Maioria no Congresso Nacional, os parlamentares homens são os principais responsáveis por 74% dos projetos desfavoráveis
    aos direitos das mulheres. Uma em cada quatro propostas sobre gênero no Congresso prejudica as mulheres de alguma forma.
    O levantamento do “Elas no Congresso”, de 2020, feito pela revista AzMina, avaliou 331 Projetos de Lei (PL). Os temas mais
    abordados foram gênero, aborto, cotas na política e violência doméstica. A doutoranda em Ciência Política da USP, Beatriz Rodrigues Sanchez, acredita que, devido a essa formação assimétrica do Congresso, os valores e a visão dos homens prevalecem,
    dificultando a instauração de políticas afirmativas e de maior visibilidade à pauta feminina: “Os homens brancos, heterossexuais,
    empresários e ruralistas ocupam a maior parte das cadeiras no Congresso Nacional”.
    (Adaptado de OLIVEIRA, Kaynã de. “Machismo estrutural no legislativo não enxerga interesses das mulheres”. Jornal da USP, 21/05/2021.)
  1. Aprovada por unanimidade na Câmara e no Senado mexicanos, a Reforma Constitucional de 2019 definiu que a busca pela
    paridade de gênero alcançaria os três poderes e organismos públicos autônomos, como o Banco do México e o Instituto Nacional de Estatística e Geografia. O avanço entre a Reforma de 2014 – que definiu a paridade no Legislativo – e a de 2019 foi
    possível porque já havia uma paridade no Congresso no momento dessa segunda votação, e, portanto, havia um expressivo
    número de mulheres parlamentares eleitas que então pressionaram pelo equilíbrio também no Executivo e no Judiciário.
    (Adaptado de BIANCONI, Giulliana et al. “Lei de paridade de gênero no México mostra caminho para nova política”. Gênero e Número, 22/08/2022.)
  2. Está em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL 1904/24) que equipara o aborto realizado após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio simples. Caso aprovado, uma mulher vítima de estupro que interrompa a gravidez pode
    ter pena maior do que a do estuprador. A pena para homicídio simples – definido pelo Código Penal como o crime praticado
    quando se mata alguém – varia de 6 a 20 anos de prisão. Já a pena para o estupro varia de 6 a 10 anos, podendo chegar a 12
    anos se a vítima tiver entre 14 a 17 anos, destaca a advogada Flávia Pinto Ribeiro, presidente da OAB Mulher Rio de Janeiro.
    (Adaptado de SCHROEDER, Lucas; SOUZA, Renata. “Mulher vítima de estupro pode ter pena maior que estuprador em caso de aborto, segundo projeto”. CNN Brasil, Política, 13/06/2024.)
  3. A deputada Soraya Santos ressalta que a importância da presença feminina na política vai muito além de discutir temas associados a mulheres. Para a parlamentar, a participação das mulheres se faz necessária para a discussão de pautas mais abrangentes, como violência contra crianças e adolescentes, educação ou saúde. Soraya Santos chama atenção também para uma
    outra forma de violência política, aquela presente nas estruturas partidárias, que sabotam as candidaturas femininas a cargos
    eletivos. Embora a legislação obrigue os partidos a reservar no mínimo 30% das candidaturas para mulheres nas eleições para
    a Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras de vereadores, até muito recentemente, a prática mais comum,
    conforme explica a deputada, era a apresentação das chamadas candidaturas “laranja”, uma maneira de burlar a lei. Nas eleições municipais de 2016, mais de 14 mil mulheres tiveram zero voto, muitas delas sequer sabiam que o seu CPF contava para
    a chapa, exemplifica Soraya Santos.
    (Adaptado de “Bancada feminina conseguiu aprovar 43 leis desde o início da legislatura, em 2023”. Rádio Câmara, 08/03/2024.)

Proposta 2

Você é diretor/a de uma escola pública e, ao circular pelos corredores dela, no intervalo entre as aulas, notou que os/as
alunos/as do Ensino Fundamental estavam usando o celular para apostar dinheiro em um jogo de azar. Preocupado/a com a situação, você decidiu escrever um comunicado a ser enviado aos responsáveis por esses/as alunos/as, expressando as preocupações
da instituição com esse novo hábito de crianças e pré-adolescentes. Em seu texto, você: a) explica de que forma essas apostas
por celular podem prejudicar o comportamento dos alunos na escola; e b) alerta sobre os principais perigos a que crianças e
pré-adolescentes estão sujeitos ao se envolverem com as bets. Você deve, obrigatoriamente, apropriar-se de elementos da coletânea a seguir, demonstrando leitura crítica dela na elaboração de seu próprio texto.
Glossário:
Bets: o termo “bet” é a palavra em inglês para “aposta”. No contexto de jogos de azar, a palavra bets se refere a qualquer tipo
de aposta feita em eventos cujo resultado é incerto, como partidas esportivas ou jogos de cassino. A palavra tem sido amplamente adotada por diversas plataformas de apostas online. (Adaptado de LEITES, Raphael. “O que são bets?”. Estadão – E-investidor. 01/10/2024.)

  1. Um universo cheio de tigrinhos, aviõezinhos, moedas de ouro e craques do futebol. O que parece fascinante é perigoso e não
    tem poupado crianças e adolescentes, público que cresce à medida que os algoritmos das redes sociais insistem em disseminar
    propagandas de jogos de azar, apostas online e bets. Além de jogar, influenciadores com idade entre seis e 17 anos estão sendo recrutados por casas de apostas virtuais para fazer publicidade daquilo que sequer deveriam acessar, mostrou investigação
    do Instituto Alana. Atraído por jogadores e locutores famosos, o estudante L., de 13 anos, decidiu se arriscar como técnico de
    futebol e usou escondido o cartão de crédito da avó para bancar suas apostas. Chegou a gastar R$30 mil. Perdeu tudo. Ivelise
    Fortim, professora de psicologia e de tecnologia em jogos digitais da PUC-SP, explicou que “jogos de apostas são proibidos para
    crianças e menores de idade porque eles têm maior impulsividade e dificuldade de controle, sem a maturidade necessária para
    tomar decisões sobre o risco financeiro envolvido. Entre as consequências mais graves para esse público, estão a depressão e o
    suicídio.”
    (Adaptado de BITTENCOURT, Carla. “Apostas online atraem crianças e adolescentes, apesar de ilegais”. Portal Lunetas, 26/06/2024.)
  1. As bets estão em processo de regulamentação no Brasil. Atualmente, só podem funcionar as empresas de apostas autorizadas pelo governo. Os demais sites devem ser bloqueados. A advogada Monique Guzzo, das áreas de Direito Público e Regulatório, explica que, antes da lei das bets (Lei 14.790/23), as apostas de quota-fixa estavam legalmente permitidas desde 2018, mas
    não havia um sistema de controle de entrada, fiscalização ou tributação. “Isso permitia que empresas estrangeiras operassem
    no Brasil sem um retorno significativo de impostos ao governo.” Além disso, não existia um órgão específico para regulamentar
    e fiscalizar essas empresas, o que dificultava o controle sobre a prática. Com a nova lei das bets, foram introduzidos requisitos
    e diretrizes para tal regulamentação.
    (Adaptado de “Regulamentação das bets: o que pode e o que não pode? Entenda.” Portal Migalhas, 03/10/2014.)
  2. No interior de São Paulo, a enfermeira Gabriely Sabino foi finalmente encontrada, após passar uma semana desaparecida. Ela
    assumiu à imprensa ter fugido após contrair dívidas ao investir no “Jogo do Tigrinho”, uma espécie de caça-níqueis online. Em
    Alagoas, dois influenciadores digitais foram presos, suspeitos de divulgar ganhos falsos e atrair jogadores para o mesmo game
    de apostas. No Maranhão, a polícia investigou suicídios que teriam ocorrido após usuários perderem grandes quantias na plataforma. O “Jogo do Tigrinho” chama apostadores com uma forte promessa de ganhos rápidos e fáceis. Para o psiquiatra Rodrigo
    Machado, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, o ciclo vicioso causado pelo jogo precisa também ser visto
    sob uma ótica de saúde pública. “A gente fica dependente não só de substâncias químicas, mas também de comportamentos
    altamente sedutores para o cérebro, como o transtorno do jogo. No Brasil, o vício em apostas é identificado como doença pela
    Classificação Internacional de Doenças (CID-10), nas categorias mania de jogo e jogo patológico.
    (Adaptado de QUEIROZ, Gustavo. “Jogo do Tigrinho: os perigos de se viciar em games de aposta”. Brasil de Fato, 01/07/2024.)

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2023 Vestibulares 2023

Todos os Temas de Redação de 2023

Aqui, coletei os temas de redação dos vestibulares que falo e que explico. Você pode conferir qual foi o tema com os textos motivadores. Alguns são “2024” (como a FUVEST, UNESP, UEA, UERJ e UNICAMP) pois é o ano de acesso à universidade, mas o ano de aplicação é 2023.

VestibularTemaTextos Motivadores
ENEM Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no BrasilLink para os textos motivadores
ENEM PPLDesafios para a (re)inserção socioeconômica da população em situação de rua no BrasilLink para os textos motivadores
FUVESTEducação Básica e Formação Profissional: Entre a Multitarefa e a ReflexãoLink para os textos motivadores
UNESPÉ possível um futuro off-line?Link para os textos motivadores
UNIFESP O fim do anonimato digital reduziria danos causados pelo discurso de ódio?Link para os textos motivadores
UNICAMPTrabalho análogo à escravidão (carta-denúncia) e asilo para refugiados (discurso em resposta)Link para os textos motivadores
UEAÉ possível viver a democracia em um país tão desigual como o Brasil?Link para os textos motivadores
UEA – SIS 3Racismo no futebol: é necessário punir também os clubes ou só os torcedores criminosos?Link para os textos motivadores
UEA – SIS 2 Zoológicos: preservação ou desrespeito aos animais?Link para os textos motivadores
UECE Importância do profissional de psicologia nas instituições escolares (carta de solicitação e texto narrativo)Link para os textos motivadores
UFRGS Qual História pode e deve ser ensinada?Link para os textos motivadores
UERJQual seria, para você, a moral da história narrada em ‘O menino do pijama listrado’?Link para os textos motivadores
UFTOs impactos do envelhecimento na economia brasileira
UNIFORA luta contra o capacitismo no cenário brasileiroLink para os textos motivadores
Fonte: site do INEP, site da UFRGS, repositório UNESP, site do Brasil Escola, drive do DesempenhosMED, site da UNIFOR
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ENEM ENEM 2023 Redação ENEM

Tema de Redação do ENEM de 2023 – “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”

O tema de redação do ENEM de 2023 foi “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”. A seguir, você pode conferir os textos motivadores do tema:

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ENEM Redação ENEM

Quais foram os agentes utilizados nas propostas de intervenção de redação nota 1000 no ENEM de 2022?

Governo Federal – 5
Mídia Televisiva / Mídia – 2
Autoridades competentes – 1
Ministério da Cidadania – 2
Ministério da Saúde – 1
Instituto de Identificação – 1
Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – 2
Estado – 3
Ministério da Educação – 1
Ministério Público – 1
Ministério das Comunicações – 1
ONGs – 1
Instituições escolares – 1
Tribunal de Contas da União – 1

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Redação UECE

Tema de Redação da UECE de 2022 – 2023.2 Envelhecimento da população (artigo de opinião e história)

O tema de redação da UECE de 2022 foi “Envelhecimento da população”. As propostas de texto continham uma situação de escrita de um artigo de opinião e uma história.

A UECE 2023.2, realizada no ano de 2022, possuía duas situações. No artigo de opinião, você escreveria ao jornal da sua escola sobre políticas públicas e sua importância para o envelhecimento da população. Já na história, há uma coletânea de histórias de momentos felizes com os avós, ao qual você faria uma adição.

A UECE (Universidade Estadual do Ceará) oferta sempre duas edições do vestibular todo ano.

Você pode conferir os textos motivadores a seguir ou pode vê-los no PDF no link.






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Redação UNICAMP UNICAMP

Tema de Redação da UNICAMP de 2022 – Violência por arma de fogo (convocação) e racismo na escola (depoimento)

A UNICAMP 2023, edição realizada no ano de 2022, pediu duas propostas de redação com dois temas diferentes. Os temas foram “violência por arma de fogo” e “racismo na escola”.

A proposta 1 dava a situação de um episódio com violência por arma de fogo que resultou na morte de uma colega, o qual você escreveria uma convocação contra a abertura de um clube de tiros na mesma cidade próximo a sua casa e de medidas a respeito do porte e posse de armas e segurança.

A proposta 2 dava a situação de um episódio de um projeto antirracista na escola, o qual você escreveria um depoimento que seria mantido em sigilo para denunciar um fato de racismo sofrido no ambiente e como as situações que desenvolvem a pluralidade étnico-racial são executadas na escola.

Lembrando que a UNICAMP aplica duas propostas mas você deve escrever apenas uma.

Você pode conferir os textos motivadores da Proposta 1 e da Proposta 2 a seguir ou também pode ver o PDF de cada uma neste link e neste link.

Confira:

PROPOSTA 1

Uma amiga sua de escola foi vítima de um disparo acidental por arma de fogo, realizado por uma pessoa que havia obtido porte de colecionador de armas com base nos Decretos Federais 9.846/2019 e 10.627/2021. Um ano após a morte de sua amiga, você foi informada/o de que um grupo de empresários de seu bairro inauguraria um clube de tiro perto da sua casa. Preocupada/o, você decidiu convocar uma reunião com a associação de moradores do seu bairro para discutirem providências a serem tomadas a respeito. No seu texto de convocação, você deve a) destacar os perigos que envolvem a abertura de um clube de tiro em seu bairro; b) apresentar argumentos contrários à posse e ao porte de armas de fogo; e, de modo mais amplo, c) criticar uma política de segurança pública baseada no armamento da população brasileira. O seu texto deve, obrigatoriamente, levar em conta a coletânea a seguir.

  1. Dados do Exército Brasileiro mostram que, entre janeiro de 2019 e maio de 2022, surgiram 1.006 clubes de tiro no Brasil. É quase um clube de tiro inaugurado por dia, totalizando mais de 2 mil espaços como estes em todo o país. Paralelamente, números divulgados pelo Anuário de Segurança Pública apontam um crescimento de 474% no número de pessoas que conseguiram o Certificado de Registro – documento emitido pelo Exército –, que dá direito ao cidadão de exercer atividades como Caçador, Atirador e Colecionador, os chamados CACs. Essa autorização também inclui transitar com a arma no percurso entre a casa e o clube de tiro. A abertura de clubes
    de tiros interessa ao setor econômico da indústria armamentista, composta por indústrias de armas, empresários de clubes, atiradores, influenciadores digitais, instrutores e todos que defendem o uso da arma de fogo. Muitos desses estabelecimentos também trabalham com a venda de armas e auxiliam o interessado com a documentação exigida para tirar o porte de arma.
    (Adaptado de SOBREIRA, Amanda. Como a política de armas de Bolsonaro facilita crimes e arsenais como o de Roberto Jefferson. Brasil de Fato, 29/10/2022.)
  2. O Instituto Sou da Paz aponta que, atualmente no Brasil, mais de 880 mil armas de fogo estão nas mãos de CACs. A lei em vigor permite que os atiradores comprem até 60 armas, sendo que 30 de uso restrito, como fuzis, além da compra anual de até 180 mil
    balas. Já os caçadores podem comprar até 30 armas, 15 delas de uso restrito e até 6 mil balas. Para os colecionadores, a legislação não impõe limite numérico.
    (Adaptado de DEISTER, Jaqueline. O que os últimos homicídios cometidos por policiais significam no debate sobre armamento? Brasil de Fato, 20/07/2022.)
  3. “Ter uma arma triplica o risco de suicídio”, salienta David Hemenway, professor de saúde pública da Universidade de Harvard. Várias de suas pesquisas concluíram que estados onde há mais lares com armas têm taxas de suicídio mais altas, particularmente suicídios por armas de fogo. A diferença seria explicada pelo acesso mais fácil ao armamento, já que não havia nessas residências problemas de saúde mental ou casos de pensamentos suicidas acima da média. Em análises da relação entre disponibilidade de armas de fogo e mortes não intencionais, homicídios e suicídios de mulheres e crianças, o professor Hemenway concluiu que em estados com mais
    armas há mais mortes violentas nesses grupos. Outra análise, comparando 25 países de renda alta, revelou que, onde há mais armas, há mais homicídios de mulheres, com os Estados Unidos da América no topo da lista.
    (Adaptado de CORRÊA, Alessandra. Armas são eficazes para defesa pessoal? Por que este professor americano sustenta que esse discurso é mito. BBC News Brasil, 18/09/2018.)
  4. A organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) tem utilizado os decretos do presidente para adquirir legalmente armas
    de fogo. A política facilita a compra de armamento para quem se registra como colecionador, atirador ou caçador, apelidados de CACs.
    De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, criminosos da facção têm usado tal nomenclatura para as compras. Os equipamentos foram comprados com autorização da lei atual – alguns por meio de “laranjas”, pessoas que adquirem as armas para o grupo, mas também por criminosos com extensa ficha criminal.
    (Adaptado de Notícias Uol – São Paulo. PCC utiliza política dos CACs de Bolsonaro para comprar armas, diz jornal. 25/07/2022.)
  5. O Instituto de Segurança Pública concluiu que o combate à criminalidade se dá com novas formas de atuação das polícias, principalmente no que tange às ações de inteligência e estrutura (armamento, viaturas, coletes, contingente, informatização). Tais mecanismos, até então utilizados pelo estado de São Paulo, ilustram o combate à criminalidade através de políticas de segurança e de políticas
    públicas sociais.
    (Adaptado de CAPEZ, Fernando. Controvérsias jurídicas. Segurança pública e armamento da população civil. Consultor Jurídico, 14/04/2022.)

PROPOSTA 2

O colégio em que você estuda decidiu lançar um projeto de educação antirracista. Antes de elaborar tal projeto, a direção resolveu escutar estudantes, familiares, professoras/es e funcionárias/os sobre a questão da discriminação racial no espaço escolar. Solicitou, então, que cada um desses membros da comunidade escolar enviasse um depoimento, a ser mantido em sigilo. Decidida/o a contribuir com esse projeto e compartilhar a sua experiência como estudante do terceiro ano do ensino médio, você enviará o seu depoimento, no qual deve a) declarar como se identifica racialmente; b) relatar se já presenciou, cometeu ou sofreu algum ato de racismo dentro do colégio e c) explicar como a diversidade étnico-racial é tratada nesse espaço escolar: no currículo, ou nos conflitos cotidianos, ou na contratação de professoras/es, ou na presença de alunas/os negras/os. O seu texto deve, obrigatoriamente, levar em conta a coletânea a seguir.

  1. Antirracismo: postura, sentimento, movimento, conceito de oposição ao racismo.
    (Dicionário Caldas Aulete. Disponível em https://www.aulete.com.br/antirracismo. Acesso em 01/09/2022.)
  2. “As escolas trazem o racismo como uma questão entre duas pessoas, confundindo-o com bullying. Não o enxergam como um sistema que se retroalimenta e se reinventa”, explica Ednéia Gonçalves, diretora-executiva adjunta da Ação Educativa. Pensar uma educação antirracista envolve tratar da relação entre duas pessoas, mas também de permitir que todos tenham sua identidade e história acolhidas no espaço escolar. E o processo de acolhimento e de reconhecimento das identidades requer que a escola repense todas as suas dimensões: curricular, formativa, de atendimento, avaliação, material didático, arquitetura e rotina. Se a escola não tiver um trabalho constante, sério e intencional de autoestima, autocuidado, de valorização da cultura negra, vai ser muito difícil as pessoas se identificarem como negras. As escolas estão avançando, mas o racismo aparece muito nas dobras. Quando você esgarça, ele pula”,
    alerta Ednéia.
    (Adaptado de Como pensar a construção de uma educação antirracista. Centro de Referências em Educação Integral, 11/06/2019.)
  3. Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o ensino da
    história e cultura afro-brasileira e indígena.
    § 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos
    negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional,
    resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
    § 2o
    Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo
    o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras.
    (Adaptado de BRASIL. Palácio do Planalto. Lei nº 11.645, de 10/03/2008, que altera a Lei nº 9.394, de 20/12/1996, modificada pela Lei n° 10.639, de 09/01/2003.)
  4. “Há quase uma ausência do debate racial no campo da Educação. E esse silêncio nos leva a acreditar no mito da democracia racial.
    Mas os números revelam que não é assim”, explicou Iara Pires Viana, geógrafa e gestora da Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais. Segundo ela, há uma relação intrínseca entre as desigualdades raciais e o direito de aprender. Iara defende que o papel da Educação para não reproduzir o racismo é o de denunciar a pedagogia das ausências, isto é, o racismo epistêmico, marcado em todo o processo de formação. Promover uma educação antirracista vai muito além de simplesmente combater as manifestações materiais do racismo cotidiano, como ofensas e xingamentos. Apesar de positivas, essas medidas não bastam para a construção de uma educação efetivamente inclusiva e equânime. A educação antirracista implica necessariamente a revisão do currículo, garantindo sua pluriversalidade, bem como a composição de um corpo docente etnicamente diverso.

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Redação UNESP UNESP

Todos os Temas de Redação da UNESP – Desde 2001

A seguir, você poderá ver todos os temas do vestibular da UNESP que é feita pela banca corretora da VUNESP.

Você pode encontrar o tema pelo Ano de Ingresso (o ano que você entrará na UNESP para estudar) e o Ano da Prova (quando ela foi aplicada). Por exemplo, quem faz a prova em 2023 (ano da prova), fará a prova da UNESP 2024 (ano do ingresso).

Os últimos 6 temas foram:

Ano de Ingresso (Ano da Prova)Tema
2024 (2023)É possível viver um futuro offline?
2023 (2022)A “lógica do condomínio”: o espaço público está em declínio?
2022 (2021)“Tudo bem não estar bem”?: a tristeza em tempos de felicidade compulsória
2021 (2020)Tempo é dinheiro?
2020 (2019)O carro será o novo cigarro?
2019 (2018) Compro, logo existo?
Os últimos 6 temas da UNESP. Fonte: site da VUNESP.

Os temas a seguir são mais antigos. Eles fogem um pouco de como os temas da UNESP são atualmente quando mais distante for o tema do ano presente. É interessante saber o que já caiu, mas você precisará fazer algumas alterações caso queira escrever e/ou estudar para estes temas nos dias de hoje. Alguns anos, a UNESP teve uma segunda aplicação (prova de verão e prova de inverno eram os nomes), que são marcados com “/1” e “/2”. Caso você não veja, é porque o tema foi o mesmo e/ou não houve a segunda aplicação.

Ano de Ingresso (Ano da Prova)Tema
2018/2 (2017)Liberar o porte de armas de fogo a todos os cidadãos diminuirá a violência no Brasil?
2018/1 (2017)O voto deveria ser facultativo no Brasil?
2017/2 (2016)Prisão especial para portadores de diploma: afronta à Constituição?
2017/1 (2016) A riqueza de poucos beneficia a sociedade inteira?
2016 (2015) Publicação de imagens trágicas: banalização do sofrimento ou forma de sensibilização?
2015/2 (2014)A redução da maioridade penal contribuirá para a diminuição da criminalidade no Brasil?
2015/1 (2014) O legado da escravidão e o preconceito contra negros no Brasil
2014/2 (2013) A tolerância da sociedade brasileira à violência sexual contra mulheres
2014/1 (2013) Corrupção no Congresso Nacional: reflexo da sociedade brasileira?
2013/2 (2012) Curso universitário em outra cidade: motivações e desafios
2013/1 (2012)Escrever: o trabalho e a inspiração
2012/2 (2011) A questão das queimadas no Brasil
2012/1 (2011)A bajulação: virtude ou defeito?
2011/2 (2010)O futuro do livro
2011/1 (2010)Grafites: entre o vandalismo e a arte
2010/2 (2009)Os valores morais e sua importância na sociedade
2010/1 (2009)A felicidade, entre o ter e o ser
2009/2 (2008)A tecnologia e a invasão da privacidade
2009/1 (2008)O homem: inimigo do planeta?
2008/2 (2007)Há exagero na relação entre humanos e animais de estimação?
2008/1 (2007)É preciso ser famoso?
2007/2 (2006)A questão do idoso no Brasil
2007/1 (2006)A busca da beleza do corpo nos dias atuais
2006/2 (2005)O Brasil no espaço: prós e contras
2006/1 (2005)O sentimento do ciúme em nossas relações
2005/2 (2004) Terra para todos: utopia ou sonho possível?
2005/1 (2004)“Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes”
2004/2 (2003)O sistema de cotas para negros nas universidades brasileiras
2004/1 (2003)Os estrangeirismos na língua portuguesa
2003/2 (2002)A escola e a vida – o que é importante aprender
2003/1 (2002)
2002 (2001)A verdade ou a mentira: uma questão de conveniência?
2001 (2000)Os exames vestibulares e o acesso à universidade
Todos os temas da UNESP/VUNESP desde 2001. Fonte: site da VUNESP.
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Oscar 2023 Oscar 2023 na redação

“Como cuidar de um bebê elefante” – Como usar na redação?

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Redação UEA

Tema de Redação da UEA de 2022 – O ativismo digital pode mudar positivamente a sociedade brasileira?

O tema de redação da UEA 2023 foi “O ativismo digital pode mudar positivamente a sociedade brasileira?”.

A seguir, você pode conferir o tema de redação da UEA (Universidade do Estado do Amazonas) com os textos motivadores, feita no ano de 2022 (o vestibular é feito em um ano e se refere ao vestibular do ano seguinte, a UEA 2023 foi feita em 2022).

Você pode tanto acessar este link para ver os textos motivadores ou vê-los a seguir:

Texto 1

Ativismo digital é um conceito que faz referência ao uso de páginas do Facebook, Twitter, Instagram, Youtube e outros espaços virtuais para promover o apoio a uma causa específica. Diante da possibilidade de se manifestarem a partir de alguns cliques, cidadãos, movimentos sociais, grupos diversos e até partidos políticos vêm usando a internet como ferramenta para disseminar diferentes tipos de informação.

Há postagens, vídeos, “textões”, stories, frases, links, áudios e outros tipos de conteúdo publicados nesses espaços virtuais. Todos têm a capacidade de dar voz a cidadãos comuns, alcançando milhares ou mesmo milhões de pessoas, dependendo de fatores como a popularidade do tema e os algoritmos das redes. O apoio a essas publicações é expresso por meio de curtidas, compartilhamentos, reportagens e comentários, aumentando a possibilidade de que esses conteúdos apareçam para cada vez mais usuários da internet.

A finalidade dessas publicações também é bastante diversa, podendo atender tanto a interesses democráticos, como o acesso à informação e a liberdade de expressão, quanto à propagação de fake news e a manipulação da opinião pública

(“Ativismo nas redes sociais: características, impactos e exemplos”. https://fia.com.br, 03.03.2021. Adaptado

Texto 2

Recentemente, fãs da música pop sul-coreana agiram durante os protestos do movimento #BlackLivesMatters (#VidasNegrasImportam) e inundaram o aplicativo da polícia de Dallas, no Texas (EUA), com fotos e vídeos de seus ídolos a fim de dificultar que fossem feitas denúncias de supostos atos de vandalismo cometidos por manifestantes desses protestos. Segundo o professor Massimo Di Felice, do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), essas movimentações on-line constituem um novo tipo de ativismo, que é transformador e usa a internet para impulsionar protestos e alcançar grande adesão.

Di Felice explica que a utilização das redes sociais cria debates públicos importantes e tira o monopólio da grande mídia. A participação on-line, portanto, não é necessariamente organizada por grupos ou movimentos políticos, mas é resultado da interação entre pessoas, dados, algoritmos, plataformas on-line, e acompanha o desenvolvimento da tecnologia, o que o professor chama de ativismo digital.

(Kaynã de Oliveira. “Ativismo digital é o novo tipo de participação e transformação política”. https://jornal.usp.br, 11.08.2020. Adaptado.)

Texto 3

É comum a utilização da expressão “ativismo de sofá” como sinônimo de “ativismo digital”. Entende-se que, nesses casos, a militância dos usuários se restringe ao virtual, daí a carga pejorativa do termo: o ativista de sofá e aquele que, do conforte de sua casa, engaja-se em quantas lutas puder, mas não se mexe no mundo real. Ele quer ser visto como alguém preocupado com a justiça social, a humanidade, a política, mas não se compromete “de verdade” com a defesa dessas causas.

(LuciliaDinis. “Ativismo de sofá funciona?”, https://veja.abril.com.br, 22.10.2020. Adaptado.)

Texto 4

As redes sociais são uma ferramenta essencial para o ativismo do século XXI, com tendência a serem ainda mais eficazes com o decorrer do tempo, pois os direitos e as garantias conquistadas por meio das lutas do ativismo (virtuais ou não) vão se traduzindo em uma educação coletiva. Embora lenta, essa educação torna a população mais crítica, o que, por sua vez, irá possibilitar a luta por mais direitos sociais, gerando assim um ciclo em que o exercício do ativismo digital garante direitos, e estes irão educar o povo e permitir a utilização desses direitos na luta por mais direitos.

(Sâmia Larissa Dias Barros et al. “O ativismo social no exercício democrático do século XXI: revoltas que deram certo”. http://www.usfm.br, junho de 2013. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

O ATIVISMO DIGITAL PODE MUDAR POSITIVAMENTE A SOCIEDADE BRASILEIRA?

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Redação UEA UEA

Todos os Temas de Redação da UEA – Desde 2009

O vestibular da Universidade do Estado do Amazonas é um desafio, não só para estudar, mas também encontrar informação na internet. Para sua sorte, consegui encontrar alguns temas da UEA (desde 2009) para que você possa praticar e saber mais do vestibular.

A escolha do ano de 2009, apesar do vestibular existir até antes, vem do fato da VUNESP fazer a correção desde tal ano, isso significa que é mais fácil saber o que será corrigido e como se preparar.

Lembrando que os temas são do vestibular geral, não do seriado. Você pode encontrar o tema pelo Ano de Ingresso (o ano que você entrará na UEA para estudar) e o Ano da Prova (quando ela foi aplicada). Por exemplo, quem faz a prova em 2024 (ano da prova), fará a prova da UEA 2025 (ano do ingresso):

Ano de Ingresso (Ano da Prova)Tema
2024 (2023)É Possível Viver a Democracia em um País tão Desigual como o Brasil?
2023 (2022)O Ativismo Digital Pode Mudar Positivamente a Sociedade Brasileira?
2022 (2021)Floresta Amazônica: Entre os Benefícios do Agronegócio e os Malefícios do Desmatamento
2021 (2020)Censurar Imagens de Pessoas Fora do Padrão Estético É Uma Forma Adequada de Combater o Cyberbullying?
2020 (2019)Lista Suja do Trabalho Escravo: Entre a Proteção aos Trabalhadores Afetados e o Direito de Defesa das Empresas
2019 (2018)A Exposição de Autores de Comportamentos Machistas na Internet Contribui para Desestimular Tais Comportamentos?
2018 (2017)Envelhecimento da População: Os Desafios da Saúde Pública para Garantir o Bem-Estar dos Idosos
2017 (2016)Os Zoológicos São Locais de Preservação e Educação Ambiental ou uma Forma Cruel de Diversão?
2016 (2015)A Adoção de Crianças por Casais Homossexuais Deve Ser Proibida?
2015 (2014)As Dificuldades Enfrentadas pelas Famílias para Cuidar dos Idosos
e a Realidade Precária de Alguns Asilos: Como Resolver Esse Problema?
2014 (2013)Exploração Sexual Infantojuvenil no Brasil: Como Combater Esse Mal?
2013 (2012)Acúmulo de Lixo Sólido: Como a Sociedade Deve Resolver Esse Problema?
2012 (2011)O Transcorrer do Tempo na Amazônia: Aspectos PosItIvos e NegatIvos
2011 (2010)Da Amazônia Real para a Amazônia PossÍvel: o CompromIsso do Amazonense
2010 (2009)Infância, Infâncias
Todos os temas da UEA, desde 2009